Em terra de cegados quem tem CEPAC é rei.

Publicado: setembro 6, 2012 em Uncategorized

Imagem

A cidade de São Paulo vem passando nestes últimos 08 anos de gestão Demo Tucana, com um recorte especial para os últimos 04 anos, por uma extrema opressão à população pobre residente em comunidades afiveladas nunca visto na história recente desta que, por ser a locomotiva econômica da federação, tem o dever de garantir direitos para seus cidadãos.

Nos últimos anos tivemos cerca de 500 incêndios em comunidades afaveladas, todos com as mesmas características, encaminhamentos e com projetos pautados no plano diretor da cidade, projetos estes que envolvem grandes corporações, construtoras e o dedo, ou melhor, as mãos e canetadas do DEM/PSDB, o que aponta para uma mega especulação imobiliária, visando a captação e direcionamento de recursos para uma pequena camada da sociedade em detrimento da maioria desassistida da sociedade.

Comunidades formadas originalmente por catadores de materiais recicláveis, reuni uma das mais admiráveis demonstrações de respeito e preservação ao meio ambiente na cinzenta São Paulo, gerando empregos, renda e possibilitando a dezenas de famílias, uma oportunidade de vida, ainda que severamente modesta.

O modesto cotidiano que sofre substancial e negativa mudança, quando labaredas e chamas reduzem concreto, madeiras, móveis, pertences, histórias e vidas a um cenário de destruição, desespero, desamparo e incertezas. Episódio que suscita uma série de perguntas sem respostas, abrindo diálogo para um debate que envolve interesses econômicos, especulação imobiliária, política de higienização, descumprimento de lei e, sobretudo, desrespeito à dignidade de homens, mulheres e crianças ali presentes, a mídia diz que a culpada foi a loucura, a falta de estrutura e num movimento continuo revitimiza os que mais perderam.

Localizadas na babilônica cidade de São Paulo, as comunidades são centrais em uma grande disputa, de um lado trabalhadores e trabalhadoras que vivem a beira de tudo e não tem acesso a nada e de outro a especulação imobiliária com o mercado aquecido e seus abutres de plantão, a espreita para ocupar e consumir.  Quando iniciamos os trabalhos de apoio à reconstrução e consequente revitalização das comunidades afaveladas, da autoestima e do desenvolvimento de novas perspectivas de vida, que não a de ser jogadas, literalmente, nos fundões da cidade, onde do dia para noite tem que reconstruir além de suas casa, suas histórias, rotinas, relações interpessoais e um futuro para pais, filhos netos e etc, vamos encontrando indícios cada vez mais fundamentados de que os incêndios são criminosos e estes crimes tem a mão, ou melhor, as canetadas e a política higienista do prefeito Gilberto Kassab em conluio com grandes empreiteiras, construtoras, empresários e o governo do estado na figura mor de Geraldo Alckmin e os partidos DEM e PSDB.

As áreas agredidas estão no meio de um bolsão, fruto de grandes interesses econômicos, a famigerada Operação Urbana, cujo contratos já foram assinados com o Consórcio CDIW, composto pelas empresas Diagonal Empreendimentos Gestão de Negócios Ltda., JW Jorge Wilheim Consultores Associados, Idom Ingeniería y Consultoria e Consult Soluções Patrimoniais que venceu a licitação da Operação Urbana Rio Verde-Jacu (Lote 1).

Já o Consórcio CMVC, formado pelas empresas Arquiteto Hector Vigliecca e Associados Ltda., Astoc GmbH & Co. KG, Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental Ltda e Contacto Consultores Associados Ltda, foi o vencedor da Operação Urbana Mooca-Vila Carioca (Lote 3), que tem em seu escopo a construção de obras faraônicas de grandes empreendimentos de alto nível e que não vão atender em nada as prioridades da população de baixa e media renda, projeto que visa a ocupação de toda a orla ferroviária Lapa-Brás-Mooca, com a construção de praças, bulevares e prédios para instalação de lojas, escritórios e moradias de alto padrão.

Previsto no Plano Diretor Estratégico da cidade, criado em 2002, a “Operação Urbana” (diga-se higienista) é a autorização de construção de imóveis acima dos limites permitidos pela Lei de Zoneamento da região, em troca de pagamentos à Prefeitura. Para isso, a Câmara Municipal precisa aprovar (e aprovou, nos corredores, estrategicamente em ano de eleição) um projeto de lei que cria a operação. Também é necessária a licença ambiental e as regras da operação urbana têm de ser discutidas em audiências públicas com a participação dos principais envolvidos.

Com todas essas exigências cumpridas, a Prefeitura pode vender os Cepacs, títulos que permitem essas construções. Sendo assim, mais uma vez fica claro a intenção de ampliar a construção de novas habitações de alto padrão nessa região como parte da ampliação da especulação imobiliária com o mercado aquecido. Os fatos aumentam cada vez mais nossa indignação e a natural gana por justiça social para com a população das Comunidades.

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, fechado com a mídia sensacionalista e burguesa, vinculam noticias mansas e mentirosas sobre o ocorrido e a real situação das comunidades, exemplo, no dia 01 de janeiro de 2011 em pleno feriado o prédio do Moinho é implodido ao custo inicial de R$ 3.500.000,00, pagos às empresas Desmontec, que detonou os explosivos, e Fremix, responsável por transformar os detritos em brita. Ao todo, 800 kg de explosivos foram usados em 2,2 mil furos feitos em 260 pilares do térreo e do primeiro andar, o prédio não cai.

Relatos de moradores atentam para a morte de muitas vitimas e a mídia diz que foram 02, a pressa tem seu objetivo, acelerar a remoção da população, ocultar as provas de que existem varias irregularidades e que o tempo daquela população em uma região extremamente valorizada se esgotou. A comunidade citada, como tantas outras acometidas pelo mesmo mal é formada por trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas áreas, catadores de material reciclável, estudantes, enfermeiros e etc devem ser retirados as pressas do local, os mesmos que estiveram por décadas esquecidos, excluídos dos interesses políticos e deixados à margem das condições básicas para a sobrevivência.

Há décadas trabalhadores e famílias construíram suas vidas e conquistaram seu direito à moradia. Hoje, essas pessoas se tornaram vítimas de um jogo de interesses onde o que menos importa é a condição de cidadão e seu futuro e assim caminha as ações de Gilberto Kassab,  viabilizar a efetivação do seu maligno plano ate os meados de 2012, por conta do processo eleitoral e fechamento do tesouro, projeto de higienização social, onde pretos e pobres devem ficar fora do centro e de outras regiões, ditas nobres de São Paulo e desta forma as mesmas são entregues brilhando aos abutres.

Em 2012 por pressão popular de movimentos organizados por cidadãos atingidos direta e indiretamente pelos incêndios pedem a instauração de investigações e formasse no seio do opressor uma CPI dos Incêndios.

A Comissão tem o objetivo de apurar os reais motivos dos incêndios, uma vez que alguns ocorreram em áreas de interesse da especulação imobiliária. Se analisarmos os incêndios percebemos que pouco espaço de tempo o número aumentou exageradamente e o espaçamento entre um e outro é muito pequeno. A ideia de CPI é pedir todo o histórico dos incêndios para os bombeiros e Defesa Civil para ver quais as verdadeiras causas destas tragédias neste setor da sociedade. Há quatro anos, incêndios em favelas têm sido recorrentes, somando mais de 530 ocorrências, de acordo com o Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Em 2008 foram registradas 130 ocorrências, em 2009; 122, em 2010; 91, e 189 em 2011.

Só em agosto de 2010 houve ocorrências no Parque Jabaquara, no Recanto dos Humildes (Perus), no Jardim Rodolfo Pirani (zona Leste) e em Tiquatira (Penha).

Em 2011, os incêndios foram na Favela Jaguaré e Favela do Moinho (Centro). Em 2012, na Favela do Leão (Jaguaré), Paraisópolis, Favela do Corujão (Vila Guilherme).

Veja o mapa da Operação Urbana e enxergue as labaredas.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/legislacao/plano_diretor/index.php?p=1391

A grande menina dos olhos dos grandes consorcios os dito CEPAC (Certificado de Potencial Adicional de Construção) o que é isto? http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/sp_urbanismo/cepac/index.php?p=19456

Projeto de uma cidade que não queremos.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s