Cultura Hip Hop no XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes

Publicado: dezembro 25, 2013 em Uncategorized
Tags:, , , , , , , ,

O processo de desenvolvimento da crise do modo de produção capitalista, em sua fase terminal, o imperialismo, assume contornos dramáticos, principalmente nos países centrais do sistema este entre outros temas foram imensamente discutidos no XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes em Quito – Equador, evento que contou com a presença de mais de 15.000 pessoas de 88 países em 06 dias de atividades.

A delegação do Brasil contava com 42 delegados de varias partes do País e dentre elas estávamos nós Bobcontroversista – MH2R (Guarulhos), Toni C – Nação Hip Hop Brasil (São Paulo) e Oráculo Nação Hip Hop Brasil (Rio Claro) militantes da Cultura Hip Hop, Economia Solidaria e Direitos Humanos, que no Festival fundamentavam a luta da práxis diária destas frentes de luta, um diferencial em relação à grande maioria de intelectuais presentes no festival, já que os mesmos não apresentavam praticas de enfrentamento ao imperialismo e seus tentáculos opressores espalhados pelo mundo, nosso debate se pautou sempre na radicalização da democracia com ações na base, tendo como estratégias o desenvolvimento de uma outra economia (que já acontece), ou seja, as praticas da ECOSOL, a defesa intransigente de direitos humanos e tudo isso potencializado pelos elementos da Cultura Hip Hop, cultura esta que em movimento social aplica as possibilidades objetivas de superação da mazelas impostas pelo imperialismo na medida em que de forma contra hegemônica busca hegemonicamente fechar uma cadeia produtiva através da cultura acima mencionada e desta forma, horizontal, igualitária e sem hierarquias gera trabalho, renda e educa.

A falência que se acentua na Europa Unificada, obriga a que a França e a Alemanha expropriem os países de economias mais frágeis deste mercado comum, avolumando a miséria, o desemprego e todas as torturas do trabalho para o proletariado urbano e rural dessa região. A paralisação do governo dos EUA pelo impasse orçamentário entre as casas legislativas e o executivo comandado pelo presidente Obama é episódio recente dessa crise. A crise se desenvolve na principal potência imperialista, sendo possível prever uma nova onda de pauperismo naquele país.

Os EUA enfrentam graves acusações de espionagem, não só contra outros países, como o bloco dos BRICS, mas também internamente. Situação que se agrava com as manifestações contra a quebra da soberania das nações e o atentado contra os direitos humanos pelas organizações de informação e contra-informação, tendo à frente a NSA (National Security Agency) e outras.

Seguindo o exemplo da presidenta Dilma Rousseff que denunciou energicamente esse tipo de ingerência durante a última sessão da Assembléia das Nações Unidas, a Comunidade Européia, em recente encontro, aprovou uma resolução visando a adoção de tecnologia de informação independente das empresas estadunidenses.

A crise do capital deve ser definida como uma crise de transição no modo de produção, pois transcende a condição de crise dentro dos limites estruturais do capitalismo. A crise se manifesta em conseqüência da Lei Geral da Acumulação Capitalista através dos ciclos econômicos industriais, da superprodução em contradição à superpopulação relativa, configurando a disfunção entre produção, consumo e circulação, implicando a perda de dinamismo, impedindo a acumulação ampliada e gerando a crise de realização, visíveis na tendência decrescente da taxa de lucro, indicando a crise geral do modo de produção.

As saídas dentro do próprio sistema se revelam cada vez mais limitadas, promovendo com mais intensidade o sofrimento das massas pauperizadas pelo desequilíbrio na composição orgânica do capital, na proporção em que o capital constante (trabalho morto, meios de produção) cresce em relação ao capital variável (trabalho vivo, força de trabalho). A crise ultrapassa as fronteiras do modo de produção capitalista na medida em que revela o esgotamento das forças produtivas, visível na incapacidade da ciência burguesa em desenvolver teorias capazes de ultrapassar os limites à ampliação da exploração da força de trabalho, no esgotamento do capital como trabalho objetivado, na medida em que altera a acumulação de bens sob o estatuto da propriedade privada e, por fim, observa-se ainda o esgotamento da força de trabalho humana como potencialidade produtiva com a ampliação do gigantesco exército industrial de reserva.

Quais são as consequências que advêm dessa situação? O “crescimento” perto de zero empurra cada vez mais as nações centrais para o parasitismo financeiro. A especulação financeira se sobrepõe ao capital produtivo. A erosão do valor, em decorrência do aumento da composição orgânica, é intensa nos países centrais, ampliando a extração de mais-valia na periferia do sistema e sua concentração no centro do capitalismo. Assim, as fortes tendências de queda do sistema produtivo e pletora do capital fictício operam em relação ao crescimento das camadas que compõem o exército industrial de reserva, atuando negativamente sobre o exército ativo de trabalhadores.

Sem a bipolaridade mundial (capitalismo X socialismo), a ação das oligarquias financeiras internacionais naturalizou o darwinismo econômico e o malthusianismo social. Na medida em que a falência do sistema político burguês se aprofunda, intensifica-se a repressão em todos os níveis e de todas as formas sobre a população, além da guerra, que visa o domínio das regiões geoestratégicas pelo o imperialismo. O ressurgimento do nazifascismo torna-se, perigosamente, uma opção das elites dominantes capitalistas.

Como as forças de contra tendência mais consequentes apresentam-se ainda frágeis ou em formação, cria-se espaço para as posições esquerdistas, reformistas e revisionistas, que professam um pragmatismo humanista, sem recusar, no entanto, a lógica do mundo capitalista. Da mesma forma que os grupos aferrados ao fanatismo religioso, que apesar das contradições com o imperialismo, não rompem com o sistema do capital. Com isso a ação das oligarquias financeiras é preponderante, apesar de mediada pela crise econômica, ética, moral, científica e, portanto, de valores até então inquestionáveis, o que agoniza a luta de classes, ora oculta, ora aberta. Porém, sem uma organização subjetiva do proletariado, essas forças limitam-se a lutar por bandeiras ilusórias.

As duas dimensões da crise: a econômico-financeira e a político-ideológica, que consiste nas estratégias de superação da crise levada a cabo pelas oligarquias burguesas fazem a sociedade humana projetar-se sobre o abismo da depressão econômica e do terror da guerra. No que diz respeito ao genocídio de jovens no Brasil, os dados são estarrecedores: entre 1980 e 2011, os homicídios de jovens aumentaram em 326,1%. Em 2011, mais da metade dos homicídios no Brasil era de jovens: 18.438! Um Carandiru a cada 19 horas e mais de 8 chacinas da Candelária por dia (Jornal INVERTA, n° 468, de 14/09 a 10/10/2013).

É nesse contexto que precisamos avaliar as manifestações de junho, o XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudante e nossa participação neste momento discute de forma não academizada, mas pautada na pratica diária do devido enfrentamento, pois, as manifestações, que prosseguem de forma menos intensa atualmente, em que pese a gravidade do horror neoliberal e justeza de algumas de suas reivindicações, podem representar um processo de orquestração e teste de impacto sobre governos legitimamente eleitos e que assumem posições de contra-tendência ao imperialismo.

Não há dúvida que as reivindicações de melhores condições de vida e trabalho e a crescente percepção que o modo de produção capitalista não assegura isso para a ampla maioria da população impulsionam os dois movimentos, residindo a diferença no caráter amorfo da pauta de reivindicações das manifestações de junho, portanto sujeitas ao controle da mídia dos monopólios.

Neste sentido discutimos e apresentamos nas denuncias acima apontadas o anuncio dos modelos, a serem melhorados, de possibilidades de enfrentamento concreto de tais atrocidades, possibilidades que também discutimos e rediscutimos, porem e contudo sempre fazendo as experimentações, sempre refletindo as experimentações para agir de forma melhorada e com isso marchamos a passos largos no árduo caminho de efetivação de uma sociedade mais justa, solidaria, educadora e praticante do Comercio Justo e Solidário, no caminho da plena efetivação do Cooperativismo e do Associativismo em todas as células de convívio, seja familiar, no trabalho, na escola, nas associações (as ditas ONGs) e etc, com este discurso ganhamos notoriedade e ampliamos o debate para a efetivação de uma rede de ações concretas que vai se desdobrar em 2014 em visitas interativas de troca de tecnologias sociais em alguns países da America do Sul e da Europa, onde a #RededasCasas da Cultura Hip Hop e a Rede de Economia Solidaria e Saúde Mental, são o mote desta construção. Seguimos ousando lutar e conseqüentemente ousando vencer, pois, Ousar lutar, ousar vencer é nosso lema!

ImagemImagemImagem

 Imagem

Imagem

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s