Refletindo a Classe Mérdia

Publicado: fevereiro 11, 2014 em Uncategorized
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Conhecia a música apenas pelo nome, todavia, jamais a tinha escutado até agora e adorei a letra de “Classe Média”. Max define precisamente a maneira de ser individualista e alienada desse grupo social (evidentemente que da maior parte dele, com honrosas exceções), que exatamente por isso, constitui-se numa massa de manobra facilmente moldável pelos barões da comunicação (PIG), que exploram a burrice e a alienação dessas pessoas, aliadas a seus preconceitos atávicos, para dirigirem esse grupo em prol da ideologia mais reacionária e do projeto de país mais excludente e degradante; no qual conceitos como distribuição de renda, Estado, Solidariedade, Democracia e Soberania e Igualdade sejam repudiados, dirigindo a classe média para defender um projeto e uma Sociedade que não os beneficiam, criados na verdade para garantir os privilégios da minoria de exploradores que compõem nossa classe dominante e para enriquecer os EUA.

Dentro dessa “lógica” de manipulação, a transformação de alucinações fascistas como a tal “redução da maioridade penal” em soluções mágicas para uma violência que tem como causa essencial a concentração de renda (a qual encaminha a renda da maioria não para a classe média, mas para a minoria que compõe os verdadeiros donos da riqueza no Brasil.  

lembremos que o que chamamos de “classe média” neste país tem o padrão de vida que até pouco tempo atrás correspondia ao das classes baixas dos países desenvolvido, encaixa-se perfeitamente como mais um exemplo da empulhação a que os dementes da classe média são levados a acreditar, cegos por sua burrice, desinformação e egoísmo. Empulhação essa levada a cabo pelos representantes de sempre dos interesses da minoria privilegiada, os partidos de direita e a ditadura midiática que controla a opinião e a informação nas mãos de treze famílias, censurando a divergência.

Brilhantes também as colocações de Max, sobre o quanto o controle da mídia nos afeta não somente na política e Economia, mas na cultura, transformando a criação artística, e a diversidade das ideias e dos diferentes contextos sócio-culturais que formam o Brasil, numa mercadoria estéril e sem conteúdo, num sub-produto da indústria do entretenimento, que assim mata o papel revolucionário da arte ao transformá-la em Mercadoria, cumprindo a função capitalista de não apenas vender mercadorias (que precisam ser fáceis e descartáveis para saírem logo), mas também de emburrecer as pessoas e destruir seu espírito crítico e criativo, capaz de questionar a ordem estabelecida e iniciar a luta por sua modificação.

Parabéns por esse momento de reflexão propiciado mais uma vez pela musica e que ele seja somente a ponta para questionamentos maiores que podem nascer neste espaço e desafiarem todos os “padrões” de ordem estabelecidos no Brasil.

Sendo assim, gostaria que os Rapper’s, MC’s, B. Boyng’s, Popper’s, Loker’s, DJ’s, ativistas, militantes e apreciadores da Cultura Hip Hop Original e em Movimento Social, contextualizassem suas reflexões sobre os projetos de lei que visam institucionalizar a Cultura Hip Hop e respondessem a seguinte pergunta;

A quem esta institucionalização vai realmente beneficiar?

Refletindo a classe merdia

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