Carta de Princípios – #RededasCasas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo

Publicado: agosto 17, 2014 em Uncategorized
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Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Os princípios que nortearam a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo serviram como norte e regimento interno para que, com esses, possamos tornar cada vez mais orgânica esta coletividade, manter a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social e criar as alternativas para driblar a lógica de um sistema capitalista que oprime e viabiliza a perda diária de grandes potenciais.

A carta foi criada a varias mãos para possibilitar as condições objetivas mínimas para criar ações e viabilizar um processo social mais justo, solidário e educador. Serão linhas orientadoras e através das quais, as Casas da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários levaram à prática os seus valores.

Perante essa proposição, qualquer Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários poderão ingressar na Rede, desde que o façam de forma livre e espontânea, atendam aos requisitos previstos na Carta de Princípios e no Regimento Interno, guardando suas especificidades, particularidades e realidades. Jamais uma Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários serão obrigados a compor a Rede e nem sofreram boicotes ou qualquer outro tipo de pressão violenta ou não violenta para tal.

Convém denegrir ( o senso comum prefere a palavra esclarecer), contudo, que não poderão ingressar no quadro da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo os empreendimentos que fomentem a fragmentação, dispersão de seus elementos em ações isoladas, desassociadas do seu histórico e essencial cunho social, político, educativo, da não violência e por uma cultura de paz, pela equidade de gênero, não xenofóbica, homofóbica, machista, racista e toda e qualquer forma de opressão, razões principais de enfrentamento histórico da Cultura Hip Hop em Movimento Social.

A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo deverá ser administrada por todos e todas através de representantes escolhidos para conduzi-la, mas, sobretudo, através da Assembleia Geral, órgão máximo da organização, a quem caberá à missão de representação, onde se darão as decisões mais importantes da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, que são tomadas segundo o princípio da gestão democrática, centralismo democrático e participativo para o devido estabelecimento das mediações para que todas e todos sejam ouvidos e acordos sejam traçados de forma horizontal e simplificada na dialética da Cultura Hip Hop, buscando sempre o consenso e a unidade de luta.

       Autonomia e independência: A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo não poderá vincular-se de forma subordinada a nenhuma entidade ou pessoa que coloque em situação vulnerável ou que proponha a dispersão da Cultura Hip Hop e seus elementos essenciais e o seu quadro de participantes.

Poderá firmar convênios, acordos e outros mecanismos para ampliar suas atividades ou melhorar as condições dos serviços prestados à sua comunidade e para a própria Rede. Entretanto, estes recursos não podem resultar em desrespeito à autonomia e ao controle democrático da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo e seus princípios norteadores, ou seja, a serviço exclusivo da vontade de uma pessoa ou de um artista, de uma entidade ou associação que não tenha a necessária vivencia e respeito com a Cultura Hip Hop em Movimento Social.

Educação, formação e Informação: Faz-se necessário que aqueles que ingressam na Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo tenham clareza com relação aos preceitos e ideologia cooperativista, bem como quanto ao funcionamento da Rede da qual passam a fazer parte.

Este princípio é de fundamental importância, uma vez que a Cultura Hip Hop em Movimento Social constitui ideologia e preceitos próprios, princípios específicos, formas de atuação definidas e não pode ser confundida com outros tipos de associação comuns em qualquer sociedade.

É necessário que a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, assim como os Empreendimentos Econômicos Solidários e demais entidades que congregam esta rede peculiar, invistam na formação continuada de seus membros e da comunidade em geral, como forma de empoderamento e total entendimento da história da Cultura Hip Hop, da valorização e respeito de seus percussores, do pensamento cooperativo e incentivo às novas iniciativas de associação de indivíduos segundo o modelo proposto por esta concepção.

Inter cooperação: princípio primordial que devera ser adotado sem ressalvas a partir da Carta de Princípios e Regimento Interno da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, o mesmo preconiza que a união e a cooperação sejam realizadas não apenas entre os membros Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, mas também pelas Posses, Coletivos, Crews, Grupos, Empreendimentos Econômicos Solidários e etc, entre si, através de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais.

Esta inter cooperação deve realizar-se de forma horizontal, entre a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo de um mesmo nível de organização como de forma vertical, entre o poder público, setoriais e as centrais, entre estas e as organizações nacionais etc, sempre levando em consideração que as determinações e encaminhamentos finais serão deliberados, definidos e efetivados pela Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo de forma definitiva ate que a mesma proponha e encaminhe coletivamente as necessárias mudanças e/ou ajustes.

Interesse pela comunidade: O principal objetivo da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo é a melhoria das condições de vida daqueles que nela ingressam, suas famílias e consequentemente de todas as sociedades, tendo a criança e o adolescente como prioridade.

Não se admitira uma Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimento Econômico Solidário vinculado à Rede, voltada exclusivamente para o mercado acumulativo, opressor, visando à obtenção de lucros e seu acumulo, aviltando os acordos e diretrizes da Rede, violando a Carta de Princípios e a Cultura Hip Hop em essência, o ser humano em relação horizontal e as prioridades postas e fundamentais.

Ressaltamos ainda a importância da gestão autossustentável, da circulação e estabelecimento de lastro e fortalecimento da moeda social Quilombo. Entendendo este princípio como importante ação para a transformação das condições de vida daqueles que ingressam na Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, para que os mesmos possam evoluir e levar a Cultura Hip Hop ao mais alto nível possível.

A história da Cultura Hip Hop em Movimento Social demonstra que a preocupação com as questões raciais/étnicas, as pessoas em comunidades e a Cultura de Paz sempre foi, e deve se manter como a fonte de onde brotou toda a construção ideológica desta forma de coletividade em sociedade, estes preceitos constituem, ao mesmo tempo, o objetivo e o objeto de toda a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, para tanto, está posto que a Rede fomentara, potencializara e financiara a Formação Continuada, a interação com os quatro elementos em todos os eventos e buscara as possibilidades objetivas para que os próprios elementos interajam com ações de Saúde, Esporte, Lazer, Educação, Combate às Violências, Assistência Social, a Diversidade Cultural, o Cooperativismo, a Economia Solidaria, o Associativismo, Valorização e Efetivação da Lei 10.639/2003, as Políticas de Ações Afirmativas e toda e qualquer ação que potencialize a humanização do ser humano na sua integralidade.

Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo terá como meta objeto e objetivo estar buscando em todo o seu processo;

 Se organizar em setorial de cultura orgânico, horizontal, colaborativo e autossustentável,

 Mapeamento continuo de Posses, Organizações e outras Casas para compor a rede desde que estejam a par e concordando com a Carta de Princípios da Rede

 Autonomia na captação de recursos,

 Desenvolvimento de um sistema de reunião que contenha um número mínimo de participações, ou seja, sistema de reuniões este, onde todos tenham o compromisso de participar,

 Divulgação das ações da REDE em todas as mídias que a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo dispõe visando difundir as ações,

 Amplificar a força da rede e sua consequente sistematização,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo buscara coletivamente ter vários encontros anuais para aperfeiçoar seu funcionamento,

 Relatar as atividades de cada organização e propiciar o aprendizado mútuo,

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo viabilizará um processo permanente de troca de informações;

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo e as organizações procurarão estimular a criação de iniciativas semelhantes em outros estados, outras cidades brasileiras, inclusive em outros países;

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitará e valorizará a diversidade das organizações, considerando suas possibilidades, peculiaridades e limites,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo será um espaço de troca de tecnologias social e de baixo custo,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo deverá construir seus produtos para ser comercializado, visando à apropriação e dispersão dos meios de produção e avanço na cadeia produtiva,

 A Rede das Casas do Hip Hop do Estado de São Paulo promovera o conhecimento, a sabedoria, a compreensão, a liberdade, a justiça, a igualdade, a paz, a união, o amor, diversão, trabalho livre, autônomo e feliz.

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitara a paridade de gênero

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitara a diversidade cultural, sexual, étnica e de nacionalidade.

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comentários
  1. […] Realmente o  Bob Controversista é mais conhecido por seu apelido,ele que é o idealizador da Rede das Casas da Cultura Hip Hop , recentemente se candidatou à membro do CNPC- Conselho Nacional de Política Cultural.  Se liga […]

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