O cinismo do capital na Cultura.

Publicado: setembro 15, 2015 em Uncategorized

Uma breve reflexão sobre esta posta indignação seletiva e contra o cinismo, expressão cultural do sistema, que aponta no sentido de não haver nenhuma alternativa no interior do capitalismo.

As rebeliões culturais são logo cooptadas, já que a lógica do enclausuramento econômico de todos os espaços leva os que se rebelam desta maneira a acabar se acomodando. Apenas a transformação econômica e política através de ações de massa decisivas é possível.

Estamos a mais de 15 anos na construção da desconstrução de um sistema que aleja estes potenciais que na verdade devem ser potencializado, potenciais que encontraram no fazer cultural (e aqui fazemos um recorte especial para a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político) neste sentido e na práxis defendemos a valorização, respeito e fomento às culturas como estratégia estrutural e estruturante para a efetivação e consolidação de uma sociedade mais justa, solidária, educadora e socialista.

Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Quando falamos de práxis, falamos na perspectiva político-pedagógica de Paulo Freire, que nos traz elementos de suma importância para a reflexão em uma busca constante de viver e construir, em cada situação concreta, uma metodologia de inclusão dos descamisados do mundo, dos oprimidos. Ou seja, de experimentar uma prática politica, cultural e educativa em que se parta da realidade e do interesse daqueles com quem se trabalha, buscando-se, assim, um processo de conhecimento e instrumentação que amplie nosso poder de intervenção na realidade sócio-econômico e político cultural. Nossa análise se apoia neste pensamento dialético, na unidade entre a subjetividade e objetividade, entre passado e o futuro, entre o conhecimento anterior e o novo, ja que somos alvos e vitimas desta sectarização, que é própria dos reacionários, enquanto que a radicalização é própria dos revolucionários autênticos.

Ja apontamos uma saída para o posto, ou melhor imposto, a saída é a economia solidária e o cooperativismo, metodologias socialistas que dão resposta contra hegemônica ao capitalismo. Pensamos a agimos para que, e para além, de intelectualizarmos o debate temos que buscar na práxis as ações concretas de autonomia econômica e consequentemente política.

Nossas bases tem que se apropriar dos conceitos da economia solidária e desta forma transformar zonas de conforto em zonas de combate. Estamos puxando este bonde no Estado de SP, porém com ramificações a nível nacional e internacional com ótimos resultados, hoje construímos a Cooperativa de Arranjos Produtivos e Comércio Justo e Solidário Rede Nacional das Casas da Cultura Hip Hop, empreendimento formado por Casas do Hip Hop, Coletivos, Crews, Posses e empreendimentos de Cultura.

Mas não podemos perder de vista a autonomia na gestão, a livre associação para a construção de forma coletiva e coletivizada com empoderamento do povo, estamos vendo agora o resultado de um conjunto de políticas assistencialistas, a maioria dos beneficiados mordendo a mão que os alimentou, beneficiários das diversas ações afirmativas, políticas de distribuição de renda e de acesso à espaços e processos que nunca antes na história do Brasil conseguimos ver e sentir, batendo no mandato e discursando a narrativa da direita explosiva.

Na verdade o que estamos propondo é uma potência econômica (coletiva e coletivizada) para potencializar os potenciais fazedores de Cultura e políticos, porém com empoderamento e total entendimento dos processos e na participação.

Toda vez que fechamos com o Estado regulador, e isso acontece principalmente nos editais, temos entraves e em vez de bater de frente colocamos o rabo entre as pernas e falamos amem.

Porém entendemos tambem que os editais ainda são a saída, mas temos que buscar o que é de todos e não o que “ÉdiTais”.

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