Treme porco opressor, feriu um guerreiro e despertou um gladiador – Parte 1

Publicado: fevereiro 17, 2016 em Uncategorized

A vida de militante (na rua) é feita de consequências/

De fatos que na direta levam a delinquência/

São testes e mais testes, e nesta só os firmes na rocha permanecem/

É toda mão a mesma fita, quando esta ficando bom termina/

E nesses vai e vem, quase sempre irmãos são feitos de refém/

Não acredito em tolerância, não acredito que após a tempestade vem a bonança/

Mais um dia tudo isso sera lembrança, e com a experiencia como herança/

Tenho que continuar firme na proposta, continuar firmeza e de forma honrosa/

Longe de fofoqueiros e das drogas, pois é isso que o burgues quer/

Me ver de joelhos e nunca de pé, de cabeça erguida firme e forte como um mastro/

Caminhada linda e transparente sem rastro, minha família e os verdadeiros torcem por mim/

Sei que sou capaz e estou longe do fim/

Não dar pauta pra Piratas e Zé Povinhos que vivem da desgraça alheia/

Sensacionalismo barato, que gera audiência para um sistema fraco/

Não podemos ceder a pressão do estado/

Que a partir de uma ideia perversa, tenta ti levar pro ralo/

Carta marcada no jogo de baralho, sem esculacho/

Devemos derrubar os de cima e dar vez aos de baixo/

Firme e forte na proposta, embate de olho no olho/

Mesmo sentindo a corda no pescoço/

Continuo em busca do progresso/

Enquanto vou roendo o osso, já sinto o gosto e na fase a expressão de gozo/

A vitória esta próxima e esta posto/

Busco o enfrentamento sempre bem disposto/

Encaro e estraçalho o desgosto/

Treme porco opressor, feriu um guerreiro e despertou um gladiador

geral

Atuar em movimentos não significa que vamos homogeneizar a Cultura Hip Hop. Pelo contrário, a cultura é naturalmente avessa à uniformização por que ela é resultado da relação dinâmica entre os homens e as classes sociais. Por isso, sempre que a mídia comercial burguesa (Leia-se P.I.G.) ou coletivos mal intencionados tentam padronizar uma estética cultural surgem novos estilos antiestéticos. A unidade possível entre os artistas é aquela que se dá no campo político e não na estética.

Um artista orgânico é um intelectual orgânico, conforme explica Gramsci. E é orgânico por está organicamente ligado a sua classe. Ele produz cultura conscientemente para sua classe. No entanto, o elemento que os ligam organicamente a sua classe são os movimentos e os partidos. Alguns honestamente, mas, equivocadamente, defendem a não politização da cultura e sua independência política. Nós não pensamos assim. Queremos que as organizações de Hip Hop sejam suprapartidárias sim, mas, a independência que defendemos é em relação aos governos, aos empresários, aos oportunistas e a mídia comercial burguesa (Leia-se P.I.G.).

O Hip Hop que tanto jurou independência política a periferia está sendo instrumentalizado pelos governos e pelo grande capital. Nesse sentido queremos avançar no debate apresentando um coletivo que visa desconstruir uma hegemonia daninha para a Cultura Hip Hop na cidade de São Paulo, e que, ainda em construção, pretende ser uma das alternativas para as juventudes que buscam se organizar em torno da Cultura Hip Hop e sua cadeia produtiva, tecnologias sociais, ativismo artístico e político e de insurgência contra o estado Militarizado e seus mantenedores.

Neste coletivo, o poder pessoal, tradicionalmente vivido como poder sobre os outros ou sobre as coisas, se expressa como potência de realizar objetivos compartilhados. É claro que “neste espaço social a ‘simbiótica’, na qual todos os atores colaboram com uma obra comum em pé de igualdade e com zelo permanente, não existe, é ilusória”. O que há é um esforço individual e coletivo para a superação da cultura autoritária. Há uma permanente tensão entre as tendências competitivas e as que reforçam o compartilhamento e a cooperação. 

Pode ate soar como anarquismo, mas a real não é esta, o coletivo de ativistas do centro de São Paulo visa na sua construção e consolidação as condições objetivas de potencializar potencias na perspectiva de fortalecer a produção, distribuição e gerenciamento de produtos das vertentes da Cultura Hip Hop em Movimento Social comprometida com sua essência, comprometida com os descamisados do mundo, com os homossexuais, com as mulheres, com os pretos e pretas, comprometida com a humanização dos seres humanos e no entanto comunal, pois, por dezenas de milhares de anos a vida humana era comunitária, ou seja, comunal. O próprio desenvolvimento histórico levou a uma situação em que uma minoria se apropriou do que era comum a todos, se apropriou dos meios de produção da vida, e do resultado do trabalho da maioria.

Neste sentido aqui apontamos mais um fio solto dentro desta politica neoliberal, chamado Fórum do Hip Hop e o Poder Publico Municipal, que de acordo com os seus interesses faz o jogo do agente duplo, criando as condições de o sistema manusear nossos irmãos e irmãs de um lado e do outro lado criando dificuldades para vender facilidades.

20160217150436O Estado como máquina que surgiu para garantir o bom funcionamento dessa exploração de uma classe sobre a outra. Com seus órgãos políticos, jurídicos e ideológicos e o Fórum como organismo que ordena a subalternização do movimento por meia duzia de moedas (pelo menos para a maioria) e este só existe por que existem dominantes e dominados.

Arriscamo-nos a potencializar potenciais em outra dimensão que a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político pode e deve assumir a partir de uma visão mais ampla e contemporânea deste conceito. Nos referidos às dinâmicas de sociabilidade, às tecnologias de convivência, ao diálogo, às conversações em redes. Sistemas de intercâmbio e inter-relação reforçados pelo surgimento das novas tecnologias, mas não exclusivos aos territórios virtuais, mas de forma orgânica, ativa e critica na rua e para s ruas, tendo a práxis revolucionaria como um farol voltado para as novas formas de expressão e convivência que podemos construir a partir do conhecimento disponível.

A ética como princípio norteador. A consolidação da economia como ciência dominante em nosso tempo fez com que subordinássemos todas as outras formas de manifestação humana como fenômenos derivativos, seguindo uma lógica e uma codificação próprias. E com a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político não esta sendo diferente e daí vem a tentação de transformar ricas manifestações culturais em commodities baratas, manuseadas de maneira rasteira e linear por profissionais reprodutores de um conjunto de regras e tecnologias que só interessam à manutenção de um perverso sistema de poder, que se sustenta, sobretudo pelo domínio dos meios de produção e  distribuição de conteúdos culturais, subordinando e acumulando e detrimento da liberdade e essência nas tradições e infelizmente uma ferramenta chamada Fórum, que surge como um canal de fortalecimento e encaminhamentos de demandas das bases hoje esta sendo usada para fazer o jogo do opressor.

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betinho

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comentários
  1. tito1fantasma disse:

    Controvérsia em verso sem prosa
    Primeiramente dizer referente ao Fórum Municipal de Hip Hop de São Paulo de que nós somos agentes duplos, é um equívoco e falta de bom senso, Bob conhece a caminhada mano, quer levar uma categoricamente que assim seja, tens a liberdade de escrever o que achar que deve, mas quando escrevemos o que não se deve, lemos o que não queremos…..
    Deixar uma rixa pessoal que pelo que percebi com o rapper pirata e os demais, nos rotular até de “zé povinho” e convidar um “zé povinho” que sou pra ser debatedor na atividade Dialogos Afrourbanos durante dois dias, e permitir que um grupo Zé povinho como o dos Fantasmas Vermelhos se apresentarem na referida atividade é no mínimo contraditório.
    Quero saber de fato qual a linha neoliberal que estamos seguindo, acho loko essa fita de apontar os erros de um coletivo que causa dores de cabeça ao poder público, a atuação do mh2r é via crucis Guarulhos, analisar de fora o que fazemos neste município é fora do seu eixo, puxamos uma par de bang e convocamos o movimento, em nenhuma situação falamos em nome do hip hop, mas fazemos as paradas teoricamente e na prática, de fato exercemos a praxis que é o sonho de muitas organizações como a sua Bob, mas que embora eu sei por onde tu andas, e não te encontro nos protestos, movimentos, passeatas com a esquerda, movimentos de moradias, somos underground e contracultura, após o mês do hip hop, continuamos as paradas independente de grana de poder público meu chapa, não dependemos exclusivamente de editais pra mover e movimentar, dos dois um, ou você está com um bom apadrinhamento pra jogar merda no ventilador, ou está mordido de não conseguir realizar um bang como o mês do hip hop no seu município….
    Lembro que o senhor já me pediu auxílio, que tinha a intenção de fazer um fórum municipal de hip hop em Guarulhos, mas não temos essa visão civilizatória, não chegamos nos lugares impondo nossa visão e ensinando o hip hop local, pelo contrário, garantimos o fortalecimento das localidades, respeitamos a produção que existe nas quebradas tanto de grupos de Rap, Breaking, Grafite e Dj, sempre trazendo o senso crítico e a reflexão, e não é a toa que estamos espalhados nos extremos de São Paulo e no centro.
    Bob Controversista, sua controvérsia sem retórica é placebo, pega a fila dos que falam mal, retire sua senha pois você vem depois do Geraldo Alckmin.

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    • Tito, penso o seguinte como aponto no texto, que na medida que o Forum volta suas ações e narrativas para a adaptação de alguns manos e minas aos condicionamentos dos princípios do liberalismo ( neste sentido o mais clássico)e às exigências de um Estado regulador e assistencialista, ele se faz neo liberal. Quando falamos de Forum, ou Organismos de base, ainda mais quando falamos de uma Cultura que tem na sua base a praxis por uma sociedade onde o associativismo, a igualdade e a a horinzontalidade nas relações, propomos um organismo de desenvolvimento de politicas publicas onde quem regula é a sociedade e não o governo, propomos que recursos humanos e financeiros sejam colocados na base e essa mediação se da pela base e não na interlocução de representações, sem representatividade. O que vi ontem na Galeria Olido foi uma mal fadada estrategia de golpe no movimento. Por isso meu texto

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    • Wellington Komunist disse:

      Primeiramente quando vc fala de “intelectual orgânico” citando Gramsci nesse contexto é distorcer o autor que estava pensando em revolução social e não em políticas sociais, no mínimo pra entender o porque Gramsci parte da visão do intelectual orgânico, até onde sabemos este foi um grande revolucionário que trazia atona a questão da revolução por meio da derrubada violenta do Estado e não como foi distorcido aqui no Brasil onde nos apresenta um Gramsci liberal como o PT e o PC do B nos apresentou.

      Segundo que o hip hop é movimento, e naõ cultura, uma vez que quando pensamos em cultura pensamos num contexto muito mais geral, onde um povo produz e organiza e reproduz modos e estilos de vida, portanto, o hip hop pode ser um elemento da diáspora africana dentro desta cultura de matriz africana, não dá para tratar como cultura num sentido amplo…

      Terceiro que discutir liberalismo ou neo liberalismo é um campo bem contraditório, lembremos que o partido que vc participa o PC do B de comunista não tem nada e sempre fechou com o PT partido que está gerenciando o estado a favor da burguesia…

      De resto uma salada só, não vou entrar na discussão sobre coisas citadas no texto como esquerda, movimentos etc, uma vez que pra fazer essas discussão de fôlego primeiramente tem que limpar o terreno da influência do stalinismo nesses partidos, nos próprios movimentos, limpar os vícios de um esquerdismo caduco, de disputa eleitoral, de gabinete etc,.

      No mais, resquícios de sofismos, canto da sereia que não leva a nada…

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  2. Wellington Komunist disse:

    Primeiramente quando vc fala de “intelectual orgânico” citando Gramsci nesse contexto é distorcer o autor que estava pensando em revolução social e não em políticas sociais, no mínimo pra entender o porque Gramsci parte da visão do intelectual orgânico, até onde sabemos este foi um grande revolucionário que trazia atona a questão da revolução por meio da derrubada violenta do Estado e não como foi distorcido aqui no Brasil onde nos apresenta um Gramsci liberal como o PT e o PC do B nos apresentou.

    Segundo que o hip hop é movimento, e naõ cultura, uma vez que quando pensamos em cultura pensamos num contexto muito mais geral, onde um povo produz e organiza e reproduz modos e estilos de vida, portanto, o hip hop pode ser um elemento da diáspora africana dentro desta cultura de matriz africana, não dá para tratar como cultura num sentido amplo…

    Terceiro que discutir liberalismo ou neo liberalismo é um campo bem contraditório, lembremos que o partido que vc participa o PC do B de comunista não tem nada e sempre fechou com o PT partido que está gerenciando o estado a favor da burguesia…

    De resto uma salada só, não vou entrar na discussão sobre coisas citadas no texto como esquerda, movimentos etc, uma vez que pra fazer essas discussão de fôlego primeiramente tem que limpar o terreno da influência do stalinismo nesses partidos, nos próprios movimentos, limpar os vícios de um esquerdismo caduco, de disputa eleitoral, de gabinete etc,.

    No mais, resquícios de sofismos, canto da sereia que não leva a nada…

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