S.T.F. – Não Confio neste coletivo burgues.

Publicado: agosto 12, 2016 em Uncategorized

Lamento profundamente. Mas perdi o respeito pelo STF.  Comecei a perder o respeito pelas instituições que cuidam das leis no nosso País, não levo em conta aqui que são racistas, burguesas, homofobicas e religiosas (evangelicas). Até parecia que estava passando pelo processo preconizado pelo Marechal de Ferro, Oto Von Bismarck, quando disse que “Os cidadãos não poderiam dormir tranqüilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis.” Pior que saber como são feitas as leis é conhecer a mecânica da sua operacionalização.
Amoleci na crença na Justiça quando vi o STF fazendo o julgamento do Mensalão com suas 70 mil páginas de processo sem provas, nem por isto deixando de condenar porque a “Literatura” o permite, atropelando os autos, sem dar ouvidos aos argumentos da defesa que exerceu, é verdade, o amplo direito de fazê-la, mas não era ouvida, ou, se era, “entrava por um ouvido e saia pelo outro”. Fui perdendo a crença de que poderia parafrasear o moleiro prussiano,  imaginando que “ainda há juízes em Brasília”, desde quando Joaquim Barbosa escoiceou um humilde empregado do STF, mandou retirar um advogado do plenário e escrachou um jornalista que perguntou por que ele batia na ex-mulher… O STF tinha permitido entregar Olga Benário a Hitler e vetado seu próprio presidente de denunciar o golpe militar na ONU. 

Engasgou na garganta quando o STF queria que Dilma fosse lá, beijar a chibata e dizer que ia deixar de usar a palavra “golpe”. O golpe poderia ser usado, a palavra, não. Avacalhação que ficou desmoralizada quando da exibição das denúncias de Sérgio Machado. Pior tinha sido a proibição de Lula ser nomeado ministro. E isso ficou mais claro quando sete ministros nomeados por Temer queriam o mesmo de que Lula foi acusado.

O último bastião de esperança caiu por terra quando vimos todos os ministros de capa preta, ao redor de Eduardo Cunha, como urubus em torno na carniça, pedindo um “aumentozinho” nos seus míseros salários de trinta e tantos mil contos de réis e de fadas. Agora vemos Lewandowski presidindo as sessões que ultimarão o processo do golpe. Ali não serve mais que para ser o grande mote dos golpistas que “justificam” na sua presença que o processo é sério e que não pode ser caracterizado como golpe.

É Lewandowski que está a presidir as sessões “de descarrego”, diga-se, onde Dilma Rousseff está sendo imolada sem direito a defesa, por mais direito que tenham os defensores de defendê-la. Podem falar, e falam. Podem argumentar e argumentam deverasmente bem. Os argumentos são incontestáveis. Mas ali ninguém escuta.  

O STF entrou no jogo quando não tinha mais jeito, depois de se omitir da correção de todos os aleijões que somaram ao longo do processo. E não se dignou a analisar e julgar nada de relevante entre os atos e fatos que tornaram o impeachment uma farsa, uma armadilha, um picadeiro. Desde as motivações inspiradas na vindita de Eduardo Cunha à votação espalhafatosa que fugiu a todos os preceitos da ética e da lógica, da moral e dos bons costumes, blá, blá, blá… 

Nada mais evidente que a negociata de Temer comprando senadores, a perícia que provou que não houve crime de responsabilidade, que sequer pedalada houve? Como senta à mesa e vê acusadores em fila, inclusive o jurista acusador dizer que não se vai julgar a Presidenta da República pelos crimes denunciados, mas pelo “conjunto da obra”: O que pode se esperar de um julgamento com juízes claramente comprados por emendas, cargos e benesses mil? Eleições bionicas e afins…

O que Lewandowski feiamente preside é uma eleição biônica, um colégio eleitoral corrupto e corrompido, que deverá eleger um presidente sem votos. Uma eleição que, como nos tempos da ditadura, já sabe antecipadamente quem vai perder e quem vai ganhar. Eleição de fachada, processo de fancaria, farsa e tragédia que se repetem sem suicídio, sem tanques nas ruas, sem renúncia e sem tiro no peito… Porém, com todos os elementos de todos os outros atos desta ópera bufa da história da nossa Pátria-mãe tão distraída.
O papel de Lewandowski é de cereja do bolo, de rainha da Inglaterra, no máximo. Tem ali o papel desprezível de um Faro Fino importado para presidir uma Assembleia de Ratos, quando o gato já tem amarradas as pernas, tem luvas de ferro nas patas e mordaça na boca. Pior é que acima do julgamento, paira um cachorro com unhas e dentes afiados e arregaçados, além de uma caneta cheia de tinta, ambição e ódio.

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