Quem é mais burro, Lula, nós  (cidadãos) ou o MPF Midiático. 

Publicado: setembro 15, 2016 em Uncategorized

Não tenho provas, mas a mais sincera convicção que se Lula era sem dúvidas, o chefão, master plus, comandante máximo do esquema de corrupção, como diz o MPF, teria sido ele o responsável:

1) pelos 23 milhões de reais em caixa dois recebidos pelo José Serra (PSDB), segundo delação da Odebrecht incluída na Lava Jato?

2) pelos 4 ou 5 esquemas milionários de propina envolvendo o Aécio Neves (PSDB), todos registrados em delações (alguns em documentos, como a Lista de Furnas) incluídas na Lava Jato?

3) pelos vários esquemas investigados pela Lava Jato, boa parte deles iniciados, segundo as próprias investigações, durante o governo FHC (PSDB) ou antes? Se a resposta a estas três perguntas for SIM – supondo que o delegado está investigando aquilo que envolve também o PSDB, e não só o PT ou só o Lula -, a quarta seria:

4) que tipo de corrupto é esse que controla tantos esquemas e tão milionários em favor do seus maiores adversários políticos?

Se a resposta for NÃO, a pergunta seria:

4) como pode então ele ser o “comandante máximo”?

E a guerra de verdade dá-se início. Que país é esse? O povo vai aceitar passivamente a denúncia à Lula? E as gravações de Machado? O bandido-mor internacional, solto, junto com sua olhuda mulher, que Moro nunca encontra. Isso ofende até o cérebro de um coxinha de tão ridícula que é essa denúncia. Ofende a todos os brasileiros honestos e minimamente inteligentes.

O que está para acontecer no Brasil (ou o que está acontecendo) vai deixar muita gente com saudade dos tempos da ditadura militar. Parecerá que, nela, havia a mais plena liberdade; que o cidadão gozava de seus plenos direitos; que havia justiça; e, até mesmo, liberdade de expressão.

Quando num país alguém pode perder um cargo público sem ter direito a julgamento, como foi o caso de Dilma Rousseff: pois aquilo não foi julgamento, foi teatro, e teatro de Ionescu. Quando alguém pode ser condenado sem provas, como querem fazer, e farão, com Lula. Quando a imprensa (que deveria ser o guardião da liberdade de expressão) acusa, publica apenas fatos (e mentiras) que interessam às suas posições políticas; 

chama o povo para as ruas, como se fosse uma organização política; determina quem é culpado, quem deve cair, quem deve eleger-se, quem deve permanecer e quem deve governar; 

quando a suprema corte, em vez de ser o vigia da constituição, torna-se refém de uma classe social e participa de um golpe de Estado; 

quando o poder legislativo formula leis que constrangem a liberdade do cidadão, como a redução da maioridade penal; 

quando a polícia escolhe quem deve reprimir e quem não deve; enfim, quando se armam todos os aparatos de repressão e se levantam todos os muros e todas as barreira contra as liberdades fundamentais do cidadão, e, tudo isso, em nome da mais descarada arbitrariedade, é porque o Estado de direito deixou de existir em seus elementos mais fundamentais.

O que acontece hoje no Brasil faz a Coreia do Norte parecer um paraíso. As únicas diferenças são que, naquele país, existe um líder, e naquele país defende-se a nação contra os poderes alheios.

No Brasil, há desespero. Temos leis, mas não temos justiça; temos constituição, mas não se aplica; temos governo, mas não temos líder; temos país, mas não temos nação.

O que era nosso se foi.

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