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Por que está inércia de grande parte da militância na defesa de direitos em São Paulo? 

Está posto e entendido que o prefake de São Paulo tem um projeto fechado com a especulação imobiliária, que tem planos faraonicos para a cidade e sobretudo para a região da #Luz a muitos anos. Desse a gestão Kassab, que a época foi apelidado de Nero, pelos seguintes incêndios em comunidades afaveladas.

João Doria em conluio com o governo do estado vem se apoiando na dita “guerra as drogas” para higienizar a região, com ações eugenistas ele vem desde retirar os coletivos de intervenção humanitária que a anos fazem um trabalho com aquela população, a evitar com sirenes e luzes das viaturas da Polícia que as pessoas durmam e se locomoção no acesso às parcas políticas públicas ainda existentes, pois o mesmo vem sistematicamente acabando com programas e projetos de saúde, inclusão com geração de renda e redução de danos sem colocar outra política pública no lugar.

“SÃO PAULO ESTÁ UM LIXO!”

A frase não é minha, mas de João Dória Jr. Foi proferida em 4 de dezembro passado, mas poderia ser repetida hoje. À época representava um certo exagero, pelo menos no que é visível para a classe média. Para as periferias, o quadro era, como sempre, muito problemático.

Mas agora, o abandono do que se chama zeladoria pelo alcaide que estreou fantasiado de gari atingiu píncaros espantosos até nas regiões centrais.

Buracos em profusão nas ruas, mato crescendo em parques e praças, lâmpadas queimadas, semáforos inativos, lixo pelas ruas e muito mais derrubam ainda mais a imagem de quem ficará marcado como autor de um esboço de pogrom na Cracolândia.

Dória nunca foi gestor de nada. Propagou a ideia em campanha para difundir o senso comum de que o setor público precisaria de uma hipotética eficiência privada. Bobagem. O setor privado vive da apropriação privada do lucro de forma desigual. O  público deveria se basear na apropriação social do excedente, na forma de serviços e da manutenção e melhorias dos espaços comuns a todos.

O prefeito nunca administrou uma fábrica, nunca supervisionou a feitura de um parafuso sequer. Dirigiu, isso sim, empresas de marketing e de lobbies, mantidas em boa parte através de contratos firmados com o Estado (não apenas aqueles geridos pelo tucanato, mas também por administrações petistas).

O caos urbano se acentua pari-passu aos projetos de privatização de áreas verdes, estádios e outros equipamentos, à destruição das ciclovias, ao aumento da velocidade nas marginais e à cruel política de higienismo social num país que adentra o terceiro ano de depressão contínua.

João Dória Jr. ainda é levado a sério por conta de uma mídia sabuja e comprometida até o talo com seu vezo privatizante e por setores das oligarquias que veem no almofadinha uma de suas últimas chances no jogo institucional para 2018.

Dória é uma fraude. A promessa de voos mais altos não aguenta mais seis meses de vandalismo administrativo, insensibilidade social e inépcia política.

Pensando bem, não é São Paulo que é um lixo. É seu “jestor”.

Qual o sentido, nesse momento, de atacar quem votou na direita explosiva e reacionaria ou apoiou o impeachment de Dilma, se tudo o que queremos é atrair parte desses cidadãos e cidadãs para a defesa das diretas já?

Qual o sentido de militantes de diversos partidos, que se dizem mais a esquerda, cobrarem de petistas a gênese do grupo JBS ou desses cobrarem dos primeiros momentos de aliança objetiva com a direita, se tudo o que queremos é frente única contra o governo usurpador, pelas diretas já e contra as reformas?

Qual o sentido de qualquer acerto de contas em um momento no qual se decide, aqui e agora, se será o golpismo ou o campo democrático-popular a dirigir o país? 

Frente única é uma proposta política, e muitos da esquerda não conseguem fazer política fora de um estrito registro moral. Exigem que a virtude se imponha, ou se restabeleça, antes que a negociação política possa se dar. Enquanto isso, a caravana das reformas passa e tudo que se escuta é o ladrar.
Frente Única exige também maturidade. Infelizmente, todos somos informados por uma imprensa mercenária e nada confiável. Muitos, até hoje, sequer admitiram que o impeachment foi um ato ilegal, portanto um golpe que não teve adesões no campo das esquerdas para ser combatido. Mas temos que ter o pé no chão e lutar pelo possível, afinal, todos sofreremos as consequências, principalmente os menos favorecidos.
Frente única exige paciência e determinação, mas a equação, no fundo, é simples: está de acordo com o objetivo traçado – no caso, diretas já, fora Temer e contra as reformas liberais -, seja bem-vindo, pouco importa o que tenha feito no verão passado.

O jogo endurece

Publicado: maio 16, 2017 em Uncategorized

Não nos iludamos, as coisas vão piorar.

Maio trouxe um recrudescimento da ofensiva comandada pela coligação entre entre a Lava Jato, a grande mídia e forças aliadas conservadoras.

Este regime sem nome, que não governa mas comanda, tem no governo Temer, originário do golpe de 2016, apenas um subproduto de seu projeto mais ambicioso: arrasar com as forças populares, excluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sucessão de 2018, através de sua condenação, e criminalizar outros expoentes da esquerda, como a presidente deposta Dilma Rousseff, pavimentando o caminho para uma nova e talvez duradoura hegemonia conservadora.

Não nos iludamos, as coisas devem piorar, com o Estado de Exceção se instalando com mais desenvoltura no país.

São claros os sinais de que as forças coligadas à Lava Jato – que ultrapassa a vara federal curitibana, englobando também o comando da PGR e setores do Supremo – estão pisando no acelerador, buscando o ponto crítico da crise para alcançar os objetivos que realmente sempre importaram.

Um destes sinais é o aumento da violência midiática, que se manifestou na cobertura e repercussão do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, e a seguir, na difusão caudalosa dos vídeos e do conteúdo da delação dos marqueteiros João Santana e Monica Moura.

Se restava algum prurido, foi posto de lado, numa atuação homogênea e afinada, com profissionais perdendo qualquer pudor de se exibirem como coadjuvantes de uma empreitada política.

A capa de Veja com Marisa Letícia foi uma síntese desta escalada, mas foi um ponto bem dentro da curva.

Os jornais também haviam se empenhado em dizer que Lula tentou culpar Marisa pelo caso do tríplex do Guarujá, embora ele tenha dito a Moro o que já dissera quando ela era viva, e Marisa tenha sido mesmo parte do processo.

Foi ela a compradora de uma cota da Bancoop. Tanto é que, com sua morte, a ação contra ela foi extinta. De tudo isso esqueceu-se a mídia. E vai piorar.

Outro sinal de que a ofensiva entra em uma fase mais pesada vem do alinhamento vertical, no Poder Judiciário, com a PGR e a vara de Curitiba.

Na véspera do depoimento de Lula, o juiz Ricardo Leite, da 10ª. Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula.

Era o Judiciário jogando unido, criando o clima contra Lula no depoimento.

A defesa de Lula deixou para enfrentar esta bomba depois, mantendo o foco na agenda do dia seguinte.

Mas também no dia 9, o TRF-4 negou o pedido de autorização para gravar o depoimento e o de adiamento da inquirição, em função do aporte de mais de mil páginas de documentos ao processo.

Manteve, pois, as decisões anteriores de Moro.

A defesa de Lula correu para o STJ mas ali também o ministro relator, Felix Fischer, negou os dois pedidos, bem como o recurso para que Lula seja julgado por outro juiz, em face da indiscutível perda da imparcialidade por Moro.

O depoimento viria desnudar o antagonismo político de Moro com Lula, expondo sua parcialidade, sua convicção prévia de culpa, que conflita com o direito ao juiz natural e imparcial.

Mas ele ganhou no TRF-4 e no STJ.

Eis que, na quinta-feira, 11, dia seguinte ao depoimento, o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, levantou o sigilo das delações de Santana e sua mulher, que mantivera trancadas por semanas, apesar dos pedidos da defesa de Dilma.

Por que exatamente um dia depois?

Para neutralizar os ganhos que Lula teve com o depoimento, se não jurídicos pelo menos políticos?

Mesmo em alguns nichos da mídia houve o reconhecimento de que Lula conseguiu arrastar Moro para a arena política, onde arengou como não se espera de um juiz, afora o apoio da multidão que se deslocou para Curitiba.

Conhecidos os vídeos da delação dos marqueteiros, vê-se que a decisão de Fachin mirou além.

Apesar de todos os tiques de uma “delação combinada”, as declarações do casal são devastadoras para a presidente deposta e para Lula, novamente apontado como “chefe”.

Dilma é acusada de ter-lhes repassado informações sobre o curso da Lava Jato e de ter sugerido “embaraços à Justiça”, com a transferência dos recursos depositados na Suíça para um país mais seguro. Fachin, a pedido do procurador-geral Rodrigo Janot, enviou o conteúdo das delações dos marqueteiros para Moro.

E com isso, Dilma passa a correr um risco efetivo de ter a prisão preventiva decretada, sob a alegação de obstrução á Justiça.

Tal prisão careceria de fundamento, pois ainda que ela tivesse tentado ajudar o casal a driblar a Lava Jato, hoje não estaria em “continuidade delitiva”, como dizem eles, por não dispor mais de qualquer poder.

Mas com a Lava Jato, este seria apenas um detalhe, e o STF não perderia o sono com mais um arranhão no devido processo legal e nas garantias individuais.

Quando a democracia começa a ser relativizada, tudo pode acontecer. Hoje, com os implicados na Lava Jato. Amanhã, com você, comigo, com qualquer um.

Então, entre os que contam no reino da Lava Jato, há um completo alinhamento vertical, enquanto a mídia faz jorrar a torrente de informações temporalmente organizadas para criar o clima necessário.

Em palestra na véspera do depoimento de Lula, Moro destacou os guardiões com que a Lava Jato conta em cada instância superior.

Sim, o tempo, tudo vem sendo temporalmente administrado.

Antes do depoimento de Lula, vieram as confissões de Leo Pinheiro e Renato Duque, nefastos para o ex-presidente, embora não eles não tenham apresentada qualquer prova do que disseram. Agora, imediatamente depois, as delações dos marqueteiros. E vem aí a delação do ex-ministro Pallocci.

Depois de ter sido apontado por João Santana e Monica como o homem que lhes garantia os pagamentos por caixa 2, eventualmente consultado o “chefe”, ele perdeu a esperança no pedido de Habeas Corpus que tem no STF e, como disse seu advogado anterior, José Roberto Batochio, “rendeu-se à Guantánamo meridional”.

Enquanto isso, o governo Temer vai cumprindo seu papel nesta marcha orquestrada, que é o golpe maior, o que vai alcançar 2018 e o futuro.

Apesar dos tantos ministros e congressistas delatados, nada avançou em relação a seus processos, nem na PGR nem no STF.

Nenhum delator de outra empreiteira foi ouvido para complementar as delações da Odebrecht em relação ao financiamento de outros partidos e políticos, através do caixa dois e em conexão com obras federais ou estaduais.

Enquanto isso, Temer celebra seu primeiro ano no governo, apesar dos retrocessos e da impopularidade superior a 90%.

As reformas regressivas avançam no Congresso, apesar da greve geral do dia 28 de abril e da rejeição oceânica da sociedade. Temer sabe que seu equilíbrio no cargo é precário.

Lá estará enquanto estiver entregando o serviço prometido – as reformas neoliberais, o desmonte de politicas públicas progressistas, a entrega de ativos nacionais ao capital estrangeiro, o ajuste fiscal que interessa ao mercado e daí para a frente. Caso se torne inútil, sabe que poderá ser facilmente descartado através da ação no TSE.

O poderoso regime sem nome, entretanto, prefere que o país vá capengando com Temer, enquanto eles preparam o grande expurgo.

O expurgo de Lula da disputa sucessória, pela dupla condenação antes de junho do ano que vem, e a liquidação moral do PT e de todas as forças que possam recordar a experiência do governo popular em que os pobres foram incluídos no Orçamento da República, embora Lula não tenha tirado um centavo das elites.

Não nos iludamos, as coisas vão piorar.

A Resistência conseguiu avanços, a exemplo da greve geral e da manifestação pró-Lula em Curitiba, mas a situação vai exigir muito mais, em organização da luta democrática e em novas formas de resistência.

Explicando um pouco o avanço de tropas e pesquisadores do exercito estado unidense na Amazonia brasileira. Programa de Monitoramento de Florestas por Satélites do INPE, que por quase 30 anos vem produzindo a maior e melhor base de informações, em série histórica consitente, para a Amazônia Brasileira (SCIENCE, Vol. 316, 27 APRIL 2007) está sob ATAQUE.

Embora a ação não surpreenda, vindo deste atual Governo, assusta a velocidade como este governo está buscando desidratar as instituições públicas, de estado, no Brasil.

Em particular aquelas instituições que resitem historicamente e se posicionam como .BR (estado) e não se sujeitam a ser .GOV (governo), estão sob ataque grave. Depois do IBGE, FIOCRUZ e algumas outras agora é a vez do INPE.

O MMA, sob comando de Sarney Filho, acaba de lançar um edital para PRIVATIZAR O MONITRAMENTO DOS BIOMAS BRASILEIROS!

UOL – Amazônia: governo quer pagar R$ 78,5 mi por monitoramento feito pelo Inpe

https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2017/05/03/governo-quer-terceirizar-observacao-da-amazonia-por-satelite.htm

DIRETO DA CIÊNCIA – Governo quer terceirizar observação da Amazônia por satélite

https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2017/05/03/governo-quer-terceirizar-observacao-da-amazonia-por-satelite.htm

Muito estranho também, que este valor de quase R$79 milhões é bem maior que todo o gasto com o programa de monitoramento de florestas nos últimos 30 anos! Todo o investimento feito para a produção das informações de Desmatamento (PRODES),

de Deteção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), da Detecção de Exploração Madereira (DETEX), da Degradação Florestal-Estado da Floresta ( DEGRAD) e do Uso e Cobertura da Terra (TerraClass) somadas ao longo destes 30 anos não chegam a este único valor a ser contratado. A  licitação teve 14 dias apenas entre edital e apresentação de propostas, com dois feriados no meio ( 21 de abril e 1 de maio), para uma tarefa de imensa complexidade técnico-científica! O momento é díficil. Gostaria de pedir a cada um de vocês para circular e denunciar em suas listas departamentais, pessoais (facebook), profissionais, de suas associções nacionais e internacionais, a notícia deste ataque a sociedade brasileira. 

E se possível, peço que assinem uma PETIÇÃO contra este movimento do atual governo e , assim, tentarmos com esta mobilização, reverter este quadro gravíssimos para o planejamento e as políticas socioambientais Brasileiras. Um retrocesso imenso  naquele pouco, mas importantes passos, que conseguimos avançar nos últimos anos.

A PETIÇÃO está em:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministro_do_Meio_Ambiente_Senhor_Jose_Sarney_Filho_Contra_a_terceirizacao_do_monitoramento_da_Amazonia/?pv=5&fb_action_ids=1393541827380166&fb_action_types=avaaz-org%3Asign

STF e o golpe dentro do golpe

Publicado: maio 3, 2017 em Uncategorized

Concordo que há outros itens de relevância, para justificar essa guinada espoliativa, sendo as privatizações um desses itens. Ocorre que, para além da população em geral, há que não concorde com exatamente tudo o que advem da direita entreguista e predatória. Por isso, antes de eu aqui escrever sobre a grande possibilidade do abandono institucional muito interno do combate ao  “golpe dentro do golpe”, eu não pedi a devida aprovação.

A viagem de Pedro Parente ao exterior, oferecendo pré-sal COM GARANTIAS é um SINAL FORTÍSSIMO de que o calendário eleitoral está SIM sob intenso ataque. E a iluminação de palco está apenas sobre as reformas ditas “sociais”.

No senso  comum, estudantes ocuparam espaços de ensino,  apenas por conta de uma PEC. No senso comum, a tal “greve geral de um único dia” ocorreu apenas por conta de leis trabalhistas e previdenciárias.

Pois bem…

A sinalização que a nossa eterna inépcia para com o Parlamento emite à direita não seria suficiente à oferta de GARANTIAS reais a quem estaria disposto a investir uma montanha de dinheiro, para explorar óleo de pré-sal no Brasil. De fato a eterna inépcia da classe média acovardada / umbiguista e a  falta de compromisso  do chamado “discurso único do senso comum” para com o Parlamento TAMBÉM é de suma importância para que a direita espoliativa siga em frente na cessão de garantias reais ao estrangeiro.

Mas, a CERTEZA da posse do Poder Executivo, pela direita, em janeiro de  2019 parece ser algo extremamente provável. Os fatos falam mais do que quaisquer hipóteses, na montagem de qualquer cenário. 

1 ) Pedro Parente deixou de adiar a tal viagem ;

2 ) a  justiça começa derrubar recursos e a liberar o estrangeiro, para que dê início  à exploração do óleo ;

3 ) a Petrobrás começa a  transferir tecnologia estratégica  de exploração  em ambiente de pré-sal ao estrangeiro, CONTRA  os interesses nacionais ;

4)  Janot dá prosseguimento à ação persecutória ao “staff” próximo a Temer .

Ou seja, de fato, havia “algo” contendo  a ação da direita em favor do “fora Temer”. Agora, percebe-se a direita operacionalizando rapidamente o “fora Temer”. Isso indica, com FATOS, que esse “algo” parece SIM ter deixado de agir contra o “fora Temer” , deixando também de agir pela sagrada preservação do calendário eleitoral de 2018. Até agora, tudo o que ocorreu no Brasil adveio do voto direto e das consequências diretas da democracia meramente representativa.

Até agora, não há quem possa provar que a democracia acabou, está ausente, foi ferida de morte ou algo equivalente. Até agora, vale a vontade popular, expressa nas urnas em 2014.

E se alguém ainda não se convenceu de que QUAISQUER VOTOS AO PODER EXECUTIVO  estão sob condições do resultado das eleições ao  PODER LEGISLATIVO eu reponderei novamente que a culpa é exclusivamente nossa disso acontecer.
Apenas relembrando,  pela milionésima vez, que nenhum blog (e seus colunistas pseudo vestais), nenhum intelectual, nenhum acadêmico, nenhum partido, nenhum sindicato, nenhuma frente popular e nenhum movimento social se dignou a tocar no relavante fato da Constituição Federal de 1988 estar há 29 anos por ser regulamentada em sua parte social. Ou seja,  pedir “fora Temer”é a materialização de uma estratégia da direita.

Pedir “fora Temer” é pedir a AMPLIAÇÃO da possibilidade de uma eleição indireta com consequências absolutamente imprevisíveis. A presença de Temer na presidência e a insistência na ampliação de fendas parlamentares na base governista ( justamente por conta da aproximação do calendário eleitoral de  2018 ) é o que seria mais indicado.

Mas, quem escreve como eu escrevo é odiado, por conta da irracionalidade que há SIM  por detrás do tal “discurso único do senso comum” que a DIREITA produz e que é muito bem visto por todos, em resumo, a possibilidade de haver um golpe dentro do golpe está cada vez se materializando.

E a classe média umbiguenta, com suas verdades absolutas, fala de programa , como sendo algo muito importante. Entretanto, ninguém até agora respondeu como seria possível qualquer candidado à presidência elaborar qualquer programa digno de credibilidade, estando o Poder Executivo ALTAMENTE SUBORDINADO ao resultado das eleições ao Parlamento.

O tempo passa, a direita age e a classe média dita de esquerda só enxerga o próprio umbigo! Uma lógica é implacável.

Quem nega que tenha ocorrido um golpe acaba concluindo que não o “fora Temer” interessa à direita. Tudo isto embalado por raciocinios supostamente profundos e complexos, em nome da pátria amada. Aonde isto vai parar, dificil saber.

RACISMO E SOCIEDADE DE CLASSES

Publicado: abril 30, 2017 em Uncategorized

O racismo nada mais é do que a premissa de alguns indivíduos ou grupos de que há raças puras, superiores, e que tais raças devem dominar as raças inferiores. O racismo que predomina hoje é majoritariamente contra a população negra, e este causa não apenas opressão verbal, com ofensas, piadas, etc, como também física e econômica, tal qual motiva a morte de muitos negros diariamente em todo o mundo.

Inicialmente, na antiguidade e idade média, o racismo tinha um caráter mais xenófobo do que racial propriamente dito. Nessa época, as relações eram sempre entre vencedor e cativo, e existiam independentemente de raça, pois muitas vezes povos da mesma raça guerreavam entre si, sendo assim o perdedor passava a ser cativo do vencedor. Durante o renascimento, a medida que a tecnologia ia avançando, a Europa caminhava para a dominação econômica e tecnológica do mundo. A partir daí começaram a surgir premissas racistas de modo que justificasse o domínio europeu sobre outros territórios. A principal era de que a raça que não era europeia, era inferior, e devido a isso as mesmas deveriam ser dominadas pelos próprios europeus, que seriam a raça superior. Com a chegada dos europeus à África, ocorreram os primeiros contatos com as classes dominantes africanas locais (é necessário evitar qualquer tipo de abstração aqui, como fazem os reacionários, na tentativa absurda de igualar o colonialismo e escravidão europeia às guerras tribais que sempre ocorreram no desenvolvimento da história de diversos povos) não havendo uma opressão racial a princípio, pois ao contrário, ambos iniciaram acordos comerciais, que inclusive incluía o comércio de escravos. Com o advento das grandes navegações, se inicia uma extensa e substancial exploração da Europa por todo o planeta, resultando no contato com civilizações totalmente novas. No Brasil os negros foram trazidos para serem escravos, devido às dificuldades de escravizar os ameríndios, que foram os primeiros habitantes brasileiros que se tem relatos. Quando os europeus começaram a colonizar a África, passaram a justificar a escravidão e o domínio cultural e econômico através da superioridade racial. Era fundamental utilizar essa lógica perversa para convencer toda a população europeia que o domínio, exploração e escravidão do povo africano era justo, quando na verdade o interesse era puramente na colonização e apropriação dos recursos e mão de obra africanos.

Tudo isso explicado acima está atrelado necessariamente à sociedade dividida em classes e à propriedade privada. No modo de produção escravista, a sociedade era dividida em duas classes: a dos senhores (a classe que possuía os meios de produção) e a dos escravos (a classe que possuía apenas a sua força de trabalho). Essa justificativa de raça inferior nada mais foi do que um motivo para que os senhores pudessem explorar os escravos de modo que os mesmos gerassem riquezas e lucro para os primeiros. Desde quando o homem descobriu que poderia acumular riquezas, ou seja, produzir mais do que o necessário para sua sobrevivência, foi instaurada a sociedade de classes e a propriedade privada, de maneira que houvessem os que produzissem essas riquezas (classe não possuidora dos meios de produção) e os que usufruíssem dessas riquezas (classes possuidoras dos meios de produção), além de também proteger tal acumulação. A opressão de classe precedeu a racial, ou seja, foi a opressão de classe que consequentemente gerou o racismo, que por sua vez não passou de um pretexto criado para garanti-la. O racismo precede o capitalismo, mas não precede a sociedade dividida em classes e a propriedade privada.

O racismo a partir da dominação e escravidão europeia sobre as colônias africanas e americanas ficou enraizado culturalmente na sociedade, pois apesar do escravismo  ter acabado, o modo estrutural de divisão de classes e propriedade privada ainda permanece. No capitalismo, nosso sistema vigente, a própria classe trabalhadora foi dividida em uma hierarquia, e nessa hierarquia os negros pertencem à parte mais baixa. Pesquisas revelam que, no Brasil, a maior parte da população de baixa renda é negra e mora na periferia e no campo. Consequência da negligência na qual os negros, após o fim da escravidão, foram jogados. Não tiveram nenhum direito garantido realmente, qualquer tipo de indenização por toda a opressão sofrida durante mais de 300 anos, apenas uma falsa liberdade de que estavam independentes em relação aos senhores, sendo assim continuaram submissos ao sistema sucessor, de modo menos violento, mas ainda assim submissos, da mesma forma que toda a classe trabalhadora. A terra e os instrumentos de produção não trocaram de mãos ou se tornaram de acesso coletivo, ao contrário, continuaram sob controle dos senhores de engenho, que passaram a diversificar os investimentos junto com os capitalistas europeus, investindo no sistema bancário, indústria e comércio ao longo dos anos. 

Infelizmente, como em toda sociedade, comprovado através de diversos estudos de violência, quanto maior o estado de indigência e desigualdade, maior a criminalidade, e devido a isso os negros também representam a maior parte da população carcerária no Brasil. Claro, potencializado pelo racismo cultural que nos cerca.

Como perceptível, o racismo, antes mesmo de ser algo puramente racial, tem suas origens no âmbito classista, na exploração do homem pelo homem, que por sua vez tem como objetivo principal a acumulação de riquezas, cada vez mais e mais, de forma incessante. E portanto, só pode ser eliminado através da completa destruição do sistema capitalista e da exploração de classe, mediante uma grande revolução social que entregue ao povo negro e aos trabalhadores e trabalhadoras em geral, a terra, a indústria e todos os recursos naturais e riquezas por eles historicamente produzidos.

Referências:

http://gcarvalhofadul.blogspot.com.br/2012/05/escravismo-e-escravidao_414.html

http://historiaeciajg.blogspot.com.br/2014/10/modo-de-producao-escravista.html

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/12/04/negros-representam-54-da-populacao-do-pais-mas-sao-so-17-dos-mais-ricos.htm

https://www.cartacapital.com.br/sociedade/mais-de-60-dos-presos-no-brasil-sao-negros

http://dssbr.org/site/2016/11/indigenas-negros-e-mulheres-sao-mais-afetados-por-pobreza-e-desemprego-no-brasil-diz-cepal/


Ouçam o capitão do mato Fernando Holiday (a Billie não merece a homenagem desse indivíduo) apanhando da mídia branca.

 Ele merece?

Um neguinho que chama Zumbi dos Palmares de assassino escravocrata, e tem como compromisso de campanha desconstruir todas as minúsculas conquistas do movimento negro, merece apanhar na cara. Soco físico ou simbólico. O que me faz regozijar é que a mão branca que ele tanto ama, beija, defende e respeita, o despreza. Estou com Pannuzio nessa entrevista. Foda-se capitão do mato!

Fernando Holiday será destruído pelos brancos que advogam os mesmos princípios liberais e política racista que ele. Considero esse episódio pedagógico: para a branquitude, neguinho de casa grande não passa de um neguinho.

“Negro a serviço do capital, não é meu irmão”, disse o revolucionário Mestre Solano Trindade, sou mais os ensinamentos do poeta. Negros sem vergonha não merecem nossa solidariedade, são inimigos declarados da causa que defendemos.

Apenas quero reiterar: negro da qualidade do Miranda, Militão, Tia Eron, Flávio Leandro, Fernando Holiday e outros, cujas premissas principais de suas ações políticas sejam desconstruir a luta política do movimento preto em benefício dos brancos, tem que se ferrarem. Pelas mãos de jornalistas, polícias, advogados, politicos, banqueiros, ou seja, quaisquer mãos que lhes ensinem que neguinho de casa grande, neguinho dócil, neguinho “diferente” não tem lugar na sala de estar onde os brancos racistas se confraternizam. 

Aliás, quero fazer justiça a alguns argumentos sobre como deve se dá o enfrentamento, pois o pacifismo sem retorno pratico é tibieza política. Se tivéssemos a prática de dar um cacete nesses neguinhos que vocalizam impropérios contra o movimento preto com objetivo de nos destruir, com certeza o patamar da nossa luta estaria mais elevado.

Espero que o MBL e o DEM estejam defendendo esse fascistinha e espero um dia poder encontrá-lo pelas ruas de São Paulo e poder lhe dizer o deserviço que o mesmo vem desenvolvendo enquanto lacaio daqueles que vão lhe usar e depois jogar na cova dos leões.