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Dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá. Enquanto o samba acontecia na Pedra do Sal, a poucos quilômetros dali, no bairro do Flamengo, puseram um negro nu preso pelo pescoço num pelourinho improvisado. Ele estava assaltando pessoas (ou foi o que disse quem publicou a foto). Pra servir de exemplo aos pretos ladrões. Recentemente, um caso semelhante aconteceu na praia.

Esse jovem não estava na Pedra do Sal ouvindo a alta poesia da música negra, tomando cerveja e conversando com seus amigos sobre o trabalho do mestrado não porque tenha um delírio malévolo de assaltar pessoas, fruto de uma natureza mais maligna ou menos humana que qualquer pessoa, mas porque não existe espaço objetivo pra dignidade e felicidade de todos no projeto capitalista, racista e violento de país que dirige o Brasil. Sem entender isso, não se entende nada e, facilmente, até mesmo sem perceber, se cai no colo dos fascistas.

E por aqui, pouco mudou

O retrato do descaso

Não existe vacina política histórica, nada está garantido e nada está assegurado; a humanidade se reinventa todos os dias. Repúdio absoluto e urgência de responder isso à altura. Não pode deixar naturalizar de jeito nenhum. Peço a todos que façam chegar a todas as organizações políticas, mandatos, movimentos e entidades democráticas de que tenham conhecimento.

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Fonte –

Adolescente suspeito de roubo é espancado e amarrado nu em poste na zona sul do Rio, Jovem diz que foi abordado por um grupo chamado de Justiceiros

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

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Rede Nacional das Casas da Cultura Hip Hop

Atuar em movimentos não significa que vamos homogeneizar a Cultura Hip Hop. Pelo contrário, a cultura é naturalmente avessa à uniformização por que ela é resultado da relação dinâmica entre os homens e as classes sociais. Por isso, sempre que a mídia comercial burguesa (Leia-se P.I.G.) tenta padronizar uma estética cultural surgem novos estilos antiestéticos. A unidade possível entre os artistas é aquela que se dá no campo político e não na estética.

Um artista orgânico é um intelectual orgânico, conforme explica Gramsci. E é orgânico por está organicamente ligado a sua classe. Ele produz cultura conscientemente para sua classe. No entanto, o elemento que os ligam organicamente a sua classe são os movimentos e os partidos. Alguns honestamente, mas, equivocamente, defendem a não politização da cultura e sua independência política. Nós não pensamos assim. Queremos que as organizações de Hip Hop sejam suprapartidárias sim, mas, a independência que defendemos é em relação aos governos, aos empresários e a mídia comercial burguesa (Leia-se P.I.G.).

O Hip Hop que tanto jurou independência política a periferia está sendo instrumentalizado pelos governos e pelo grande capital. Nesse sentido queremos avançar no debate apresentando a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político em Rede Nacional das Casas da Cultura Hip Hop que foi formulada em 2013 e que, ainda em construção, pretende ser uma das alternativas para as juventudes que buscam se organizar em torno da Cultura Hip Hop e sua cadeia produtiva, tecnologias sociais, ativismo artístico e político e de insurgência contra o estado Militarizado e seus mantenedores.

Na rede, o poder pessoal, tradicionalmente vivido como poder sobre os outros ou sobre as coisas, se expressa como potência de realizar objetivos compartilhados. É claro que “a rede ‘simbiótica’, na qual todos os atores colaboram com uma obra comum em pé de igualdade e com zelo permanente, não existe, é ilusória”. O que há é um esforço individual e coletivo para a superação da cultura autoritária. Há uma permanente tensão entre as tendências competitivas e as que reforçam o compartilhamento e a cooperação. 

Pode ate soar como anarquismo, mas a real não é esta, a Rede Nacional das Casas da Cultura Hip Hop visa uma produção, distribuição e gerenciamento de produtos das vertentes da Cultura Hip Hop em Movimento Social comprometida com sua essência, comprometida com os descamisados do mundo, com os homossexuais, com as mulheres, com os pretos e pretas, comprometida com a humanização dos seres humanos e no entanto comunal, pois, por dezenas de milhares de anos a vida humana era comunitária, ou seja, comunal. O próprio desenvolvimento histórico levou a uma situação em que uma minoria se apropriou do que era comum a todos, se apropriou dos meios de produção da vida, e do resultado do trabalho da maioria.

Criou-se assim a sociedade de classes – uma classe dominante e outra dominada – e, por conseqüência, a luta de classes. O Estado foi a máquina que surgiu para garantir o bom funcionamento dessa exploração de uma classe sobre a outra. Com seus órgãos políticos, jurídicos e ideológicos o Estado é o organismo que ordena a nossa subalternização. Ele só existe por que existem dominantes e dominados.

Arriscamo-nos a potencializar potenciais em outra dimensão que a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político pode e deve assumir a partir de uma visão mais ampla e contemporânea deste conceito. Nos referidos às dinâmicas de sociabilidade, às tecnologias de convivência, ao diálogo, às conversações em redes. Sistemas de intercâmbio e inter-relação reforçados pelo surgimento das novas tecnologias, mas não exclusivos aos territórios virtuais, mas de forma orgânica, ativa e critica, tendo a práxis revolucionaria como um farol voltado para as novas formas de expressão e convivência que podemos construir a partir do conhecimento disponível.

A ética como princípio norteador. A consolidação da economia como ciência dominante em nosso tempo fez com que subordinássemos todas as outras formas de manifestação humana como fenômenos derivativos, seguindo uma lógica e uma codificação próprias. E com a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político não esta sendo diferente e daí vem a tentação de transformar ricas manifestações culturais em commodities baratas, manuseadas de maneira rasteira e linear por profissionais reprodutores de um conjunto de regras e tecnologias que só interessam à manutenção de um perverso sistema de poder, que se sustenta, sobretudo pelo domínio dos meios de produção e  distribuição de conteúdos culturais, subordinando e acumulando e detrimento da liberdade e essência nas tradições.

ENTÃO PORQUE UMA REDE NACIONAL DAS CASAS DA CULTURA HIP HOP ORGÂNICA NESTE CONTEXTO?

Estamos vivendo um momento impar na História recente da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político, discutindo a Cultura Hip Hop como patrimônio cultural de importância nacional, projetos de lei controversos, mal escritos, Semanas da Cultura Hip Hop municipais e estaduais espalhadas pelo Brasil todo como política publica (e não de governo) editais municipais e estaduais de fomento especifico e tantas e tantas outras ações.

O futuro político de uma parte significativa das juventudes preta e pobre e residente nas periferias deste país estão estritamente ligadas ao futuro da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político. Num país de forte tradição oral e de juventudes com baixa escolaridade essa perspectiva se reforça mais ainda.

Neste sentido, nossa pretensão é demonstrar que a “uma nova ofensiva” contra e a favor da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político tem como objetivo, em um âmbito, bloquear o surgimento de uma nova leva de artistas hiphopianos politicamente engajados e em outro potencializar o surgimento ou ressurgimento de um levante de militantes engajados, escolarizados e combativos.

Em outras palavras, uma nova “década de 1990”, período áureo da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político brasileiro, não pode se repetir de forma alguma no país com a maior desigualdade econômica – étnica e social do mundo. Acrescenta-se a isso, o atual contexto de luta política que se abriu no país desde as ”jornadas de junho” e que, não por acaso, foi protagonizada pelas juventudes. Essa é a premissa que nos apoiamos para fazer o debate com os adeptos da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político no Brasil.

Em primeiro lugar queremos lembrar que todos os processos revolucionários do século XX aconteceram com a participação ativa das juventudes. As juventudes que tem uma tendência a rebelião, a negar modelos, a questionar o mundo em que vivem e que não estão ainda com a ideologia das classes dominantes consolidada em suas consciências. Esse é um problema que a burguesia teve que enfrentar ao longo da história, inclusive com sua própria juventude. Esse é o problema que nós temos que enfrentar com mais segurança para entender o que está acontecendo com a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político brasileiro. Os mestres do Hip Hop que hoje se debandam para o conformismo político e que, por cima, aconselham as juventudes hiphopiana a jogar a toalha no primeiro round da luta de classe, são os mesmos que na década de 1990 expressaram o mais legitimo sentimento de indignação anticapitalista da história das periferias brasileiras.

Então o que foi que aconteceu? Alguns desses artistas “militantes” têm mais de 40 anos e estão preocupados em arrumar a vida e fazer seu “pezinho de meia”, afinal de contas a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político não garante aposentadoria para ninguém. Esses mestres já cumpriram uma linda etapa política, fizeram pelas juventudes pretas e afaveladas muito mais do que os bancos escolares, ONGs, Institutos e Governantes fizeram juntos. Isso, porém, não lhes dá o direito de botar para dormir quem ainda está acordando para o mundo. Não são mais jovens, como foram na década de 1990, mas nem por isso devem esquecer aquela década.

Nós, ao contrário, queremos relembrá-la. Nunca na história deste país, desde a abolição da escravatura, as juventudes pretas e pobres das periferias do Brasil foram politicamente tão ativas como na década de 1990. De objetos das pesquisas acadêmicas tornaram-se verdadeiros “sociólogos sem diplomas” tomando para si as rédeas de seu próprio futuro. No inicio daquela década os mais velhos tinham em média 20 anos. A academia tentava pesquisar a periferia e se chocava com a periferia pesquisando a si própria. As canções de rap, as coreografias, as escritas de Graffiti e os riscos dos DJs tornaram-se verdadeiras teses políticas produzidas por gente doutorada em sofrer racismo, repressão policial e desemprego estrutural. A burguesia assistia atônita as juventudes sem escolarização, debruçada nos “livros cantados” da periferia com um prazer de dar inveja aos grandes pedagogos ligados ao Banco Mundial.

Alguns chegaram mesmo a entrar na faculdade via Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político. Muitos jovens que foram recrutados por esse movimento das entranhas das “posses” de Hip Hop que proliferaram em Guarulhos, São Paulo e grande ABCD na década de 1990 hoje são profissionais da educação básica, alguns são professores de universidades, mas a maioria militantes políticos da esquerda nacional brasileira e mundial.

Das oralidade surgiram e brotaram os livros impressos. Dezenas de artistas ligados a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político publicaram livros nos últimos dez anos por todo o Brasil a exemplo Ferrez, MV Bill, Dexter, Afro X, GOG, Preto Góes, Eduardo, ex-Facção Central, Toni C. Israel Literatura Suburbana, Alessandro Buzo, Akins Kinte, Dugueto Shabaz e muitos outros e outras. Uma “literatura marginal” impossível de existir sem a existência de um movimento que serviu de abrigo a jovens marginalizados. Em suma, a década mais reacionária do século XX viu nascer o germe das juventudes no mínimo anticapitalista, alguns declaradamente socialistas e marxistas. Só que na visão da burguesia esse fenômeno não poderia vingar por muito tempo.

Naquela década, a de 1990, houve uma incrível perseguição a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político e outros movimentos contestadores e de enfrentamento a um modelo de sistema que na opressão potencializava sua dominação com mãos de ferro. Em 1994, sob a acusação de “incitação a violência”, os grupos Racionais e MRN seriam detidos em show no Vale do Anhangabaú-SP. No final do show o público revoltado apedrejou os policiais e depredou uma viatura. Nesse mesmo ano o Rapper Big Richard também foi detido pelo mesmo motivo.  Em 1999, o videoclipe da musica “Isso Aqui é uma guerra” do grupo Facção Central foi censurado por apologia ao crime. Em 2000, o videoclipe Soldado do Morro de Rapper MV Bill também seria acusado de apologia ao crime, entre tantos outros casos. 

Onde tinha organização da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político e militante, igualmente tinham problemas seriíssimos com a polícia, o Estado os considerava “um grupo de ameaça à ordem”. No entanto, quanto mais perseguidos pelo Estado, mais legitimados eram pela periferia. É claro que o afavelado sempre foi um problema para o Estado, mas não um problema político de envergadura tão grande. Seria preciso quebrar as pernas de quem estava caminhando rápido demais, a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político precisava ser domesticada e assim foi feito. A burguesia atuou no silêncio, captou para o seu projeto político uma fatia importante da militância. Inimigos históricos se solidarizam em programas de televisão ou nos gabinetes políticos.  

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) vira a menina dos olhos dos adeptos da temática de rima improvisada Regininha Casé utiliza as culturas marginais para mostrar ao mundo que o Brasil possui “democracia racial” e “harmonia de classe”. Em 2007 Mano Brow criticava pesadamente as ostentações do jogador Ronaldo “o fenômeno” ao afirmar que “o Ronaldinho comprou uma Ferrari de 500 mil dólares, 600 mil dólares. Só os juros disso aí… morou, mano? Mete um seqüestro nele, dá um meio de sumiço nele pra ver se ele não pára com essa putaria” (Revista Trip). Hoje, o mesmo financia e aparece em videoclipe de Pancadão Ostentação, Ice-Blue, vocalista do Racionais, aparece no videoclipe “Estilo Gangstar” ao lado do mesmo Ronaldo, cercados de carrões e mulheres.  Já Edy Rock, também do Racionais, disse em entrevista a TV Globo que “rap é negócio”.

Em meio às convulsões sociais o Hip Hop pinta em cores harmônicas a relação entre a periferia e os jardins. Nunca o Hip Hop foi tão requisitado pela mídia comercial burguesa. Quem está assustado com tudo isso, se prepare, a ofensiva vai aumentar. Os ataques a periferia estão se intensificando por que a periferia não foi a grande protagonista das jornadas de junho, e sim um setor médio da classe trabalhadora, os mais escolarizados. Uma parcela da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político que tanto decantou a revolução, se entrincheirou, se escondeu ou se omitiu.

E como o governo teve que fazer pequenas concessões aos setores que lutaram alguém teria que pagar o pato; sobrou para a periferia. A cooptação de alguns é apenas uma expressão dos ataques à periferia. A burguesia que coopta é a mesma que massacra, a mesma que está batendo mais forte na população preta, a mesma que afaga com mais carinho o Hip Hop. Enquanto a multidão trocava os programas de televisão pelas ruas, o Hip Hop trocava às ruas pelos programas de televisão. Já a polícia subia o morro para aumentar o tradicional genocidio de gente preta e pobre. A favela, sem organização política, pagava pela ousadia das juventudes e da classe trabalhadora organizada.

O processo de cooptação foi acelerado devido às jornadas de junho, sendo preciso segurar a favela na imobilidade política, para que a mesma não explodisse com a multidão.  Por outro lado, alguns grupos da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político estão sendo caçados e ate com integrantes processados e/ou chacinados.

Hoje os artistas mais glamourizados pela mídia são os mais jovens. A matemática não é exatamente quantos DMN’s, Filosofia de Rua e Racionais MC’s a burguesia pode cooptar, mas quantos Emicidas, Flora Matos, Projotas, Pollos e etc eles podem colocar na linha de produção. O fator juventude tem mais peso. Não há muita diferença política entre as músicas do Emicida e do Racionais. Os discursos também convergem. Sendo assim, para a burguesia já não se trata tanto de ganhar o Racionais, o GOG, etc., pois esses há muito tempo mudaram o discurso. A questão central é impedir uma nova “década de 1990” na Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político.  E essa nova onda só seria possível com a juventude à frente.  

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) sabe o que significa para o seu projeto político a presença do DJ Will, filho do DJ KLJAY (Racionais), em seus programas.  O Pancadão, vulgarmente e ofensivamente chamado de “Funk”, com suas proporções devidamente guardadas, também está passando pelo mesmo dilema. Os artistas do glamour midiático são quase todos jovens. Ora, o Racionais, GOG, Thaíde, Facção Central criaram uma legião de jovens seguidores na década de 1990 por que também eram jovens.Hoje são poucos os artistas de rap politizados do Brasil com idade entre 18 a 25 anos que possuem influencia de massa, por isso não são novos GOG e nem novos Brown que estão surgindo, mas uma legião de Emicidas.

Uma legião de artistas que não querem saber de debate político estratégico. Não pensam a Cultura Hip Hop como Movimento Social e Político e sim os elementos como negócio e como todo novo produto precisa de marca, a burguesia está denominando estes novos artistas de “Hip Hop Universitário”, onde figura de estilo com que se disfarçam as ideias desagradáveis por meio de expressões mais suaves, um eufemismo para dizer que esses são mais inteligentes do que aqueles que se mantém na estética política das favelas. Não ousariam falar isso na década de 1990. Naquela década não ousaram dizer que o Gabriel Pensador era “rap universitário”.

Hoje estão mais a vontade, pois no próprio meio do têm aqueles que defendem sua elitização. Outros dizem que a Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político deve servir para gerar emprego. Triste ilusão: fábrica aberta, empresa falida. Contudo, há um perigo eminente para a burguesia. A maioria desses jovens irão se decepcionar ao perceberem que a porta do sucesso não é tão larga quanto se pensa. São jovens e podem mudar o pensamento e a postura. Por isso, já não se trata mais de regenerar os mais antigos, mas de rejuvenescer o Movimento. 

E aqui entramos no ponto mais importante: o da construção de Movimentos Organizados com forte peso juvenil, com uma bem instrumentalizada e organizada intencionalidade. Não dá para jogar para cima de grupos ditos de “Velha” e “Nova Escola” a responsabilidade pelo processo de degeneração da Cultura Hip Hop em Movimento Social e Político brasileira. Esses indivíduos são artistas e não militantes, ou seja, não são artistas militantes.  Afinal de contas eles estão traindo o que? Qual projeto? Qual programa? Vamos ficar cobrando que o Brown de 42 anos seja fiel aos ensinamentos do Brown de 20 anos? Na ausência de organizações políticas a juventude segue os homens individualmente.

Esta militancia de outrora nunca teve (a nosso ver) programa e nem projeto coletivo, apenas um discurso muito inteligente, radicalizado, etnico e classista. Uma legião de jovens abraçou isso, nada mais. O problema é que as pessoas mudam. O que pode ficar então para as futuras gerações? As organizações e os seus programas ficam. Se vão atender os anseios de suas bases sociais é outro debate. Não da para enfrentar uma das burguesias mais poderosas do mundo só cantando rap politizado.

A classe/etnia que criou um dos mitos mais importante do século XX, o da democracia racial, jamais permitiria que uma juventude sem programa e sem projeto político estratégico mudasse a estrutura do Brasil. A maioria dos mais antigos apostaram todas as suas fichas no Partido dos Trabalhadores. A decepção com o governo, pelos sucessivos casos de corrupção, empurrou esses artistas para a desilusão política. A descrença política destruiu a crença na capacidade de organização política da própria periferia. Não se propuseram construir movimentos organizados por que depositaram todas as suas esperanças no governo do PT. Não percebem como o PT os deixou sem chão e sem discurso, este mesmo governo com um programa claramente burguês, apesar do apoio popular que tinha até as “jornadas de junho”. Se o PSDB atacou o Hip Hop e a periferia, um como extensão do outro, o PT continuou atacando a periferia, porém botando o boné e a calça larga do Hip Hop na cabeça do governo.

Basta verificar os índices de homicídios entre jovens pretos e pobres para constatar o quanto o vermelho dos 10 anos da estrela petista na periferia é sinônimo de sangue derramado da juventude negra. No período de 2002 a 2012 divulga-se no Brasil uma quase estagnação nos dados sobre homicídios. Acontece que essa situação decorre de uma queda aproximadamente 33% entre os jovens brancos, enquanto entre os pretos cresceu 23,4%. A diferença é 56, 4%. Entre os 12 e 21 anos a taxa entre os negros sai de 2,0 homicídios para cada 100 mil habitantes para 89,6, aumentando em 46 vezes. Em Alagoas, a possibilidade de um jovem preto ser morto é mais de mil vezes superior ao de um jovem branco. O PT, simplesmente, deixou os jovens pretos pobres da periferia sem direito a juventude e quiçá á vida.

Para isso foi importante amordaçar a Cultura Hip Hop mais politizada do mundo. O próprio Banco Mundial expressou em seus documentos a preocupação com o crescimento das favelas e da exclusão social dos jovens na América Latina. Pense esses dois problemas no Brasil sem ligá-los suficientemente ao Hip Hop? Simplesmente impossível! Certamente jovens artistas engajados e com forte influência de massa surgirão no Brasil. O debate em aberto é se teremos condições de avançar do individualismo artístico para a organização coletiva.

Nessa condição, o consumo consolida-se como a forma de expressão mais forte e presente, sobretudo nos grandes centros urbanos. A própria arte passa a ser ressignificada e vista como meio de produção e objeto de consumo. Corre, assim, o risco de perder a condição e a capacidade de revelar e traduzir a alma humana, suas contradições e riscos. De sua condição única e insubstituível de dar forma à utopia, passa a mera reprodutora de um sistema que o incapacita para o exercício desse olhar mais agudo e sensível.

 

O processo de desenvolvimento da crise do modo de produção capitalista, em sua fase terminal, o imperialismo, assume contornos dramáticos, principalmente nos países centrais do sistema este entre outros temas foram imensamente discutidos no XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes em Quito – Equador, evento que contou com a presença de mais de 15.000 pessoas de 88 países em 06 dias de atividades.

A delegação do Brasil contava com 42 delegados de varias partes do País e dentre elas estávamos nós Bobcontroversista – MH2R (Guarulhos), Toni C – Nação Hip Hop Brasil (São Paulo) e Oráculo Nação Hip Hop Brasil (Rio Claro) militantes da Cultura Hip Hop, Economia Solidaria e Direitos Humanos, que no Festival fundamentavam a luta da práxis diária destas frentes de luta, um diferencial em relação à grande maioria de intelectuais presentes no festival, já que os mesmos não apresentavam praticas de enfrentamento ao imperialismo e seus tentáculos opressores espalhados pelo mundo, nosso debate se pautou sempre na radicalização da democracia com ações na base, tendo como estratégias o desenvolvimento de uma outra economia (que já acontece), ou seja, as praticas da ECOSOL, a defesa intransigente de direitos humanos e tudo isso potencializado pelos elementos da Cultura Hip Hop, cultura esta que em movimento social aplica as possibilidades objetivas de superação da mazelas impostas pelo imperialismo na medida em que de forma contra hegemônica busca hegemonicamente fechar uma cadeia produtiva através da cultura acima mencionada e desta forma, horizontal, igualitária e sem hierarquias gera trabalho, renda e educa.

A falência que se acentua na Europa Unificada, obriga a que a França e a Alemanha expropriem os países de economias mais frágeis deste mercado comum, avolumando a miséria, o desemprego e todas as torturas do trabalho para o proletariado urbano e rural dessa região. A paralisação do governo dos EUA pelo impasse orçamentário entre as casas legislativas e o executivo comandado pelo presidente Obama é episódio recente dessa crise. A crise se desenvolve na principal potência imperialista, sendo possível prever uma nova onda de pauperismo naquele país.

Os EUA enfrentam graves acusações de espionagem, não só contra outros países, como o bloco dos BRICS, mas também internamente. Situação que se agrava com as manifestações contra a quebra da soberania das nações e o atentado contra os direitos humanos pelas organizações de informação e contra-informação, tendo à frente a NSA (National Security Agency) e outras.

Seguindo o exemplo da presidenta Dilma Rousseff que denunciou energicamente esse tipo de ingerência durante a última sessão da Assembléia das Nações Unidas, a Comunidade Européia, em recente encontro, aprovou uma resolução visando a adoção de tecnologia de informação independente das empresas estadunidenses.

A crise do capital deve ser definida como uma crise de transição no modo de produção, pois transcende a condição de crise dentro dos limites estruturais do capitalismo. A crise se manifesta em conseqüência da Lei Geral da Acumulação Capitalista através dos ciclos econômicos industriais, da superprodução em contradição à superpopulação relativa, configurando a disfunção entre produção, consumo e circulação, implicando a perda de dinamismo, impedindo a acumulação ampliada e gerando a crise de realização, visíveis na tendência decrescente da taxa de lucro, indicando a crise geral do modo de produção.

As saídas dentro do próprio sistema se revelam cada vez mais limitadas, promovendo com mais intensidade o sofrimento das massas pauperizadas pelo desequilíbrio na composição orgânica do capital, na proporção em que o capital constante (trabalho morto, meios de produção) cresce em relação ao capital variável (trabalho vivo, força de trabalho). A crise ultrapassa as fronteiras do modo de produção capitalista na medida em que revela o esgotamento das forças produtivas, visível na incapacidade da ciência burguesa em desenvolver teorias capazes de ultrapassar os limites à ampliação da exploração da força de trabalho, no esgotamento do capital como trabalho objetivado, na medida em que altera a acumulação de bens sob o estatuto da propriedade privada e, por fim, observa-se ainda o esgotamento da força de trabalho humana como potencialidade produtiva com a ampliação do gigantesco exército industrial de reserva.

Quais são as consequências que advêm dessa situação? O “crescimento” perto de zero empurra cada vez mais as nações centrais para o parasitismo financeiro. A especulação financeira se sobrepõe ao capital produtivo. A erosão do valor, em decorrência do aumento da composição orgânica, é intensa nos países centrais, ampliando a extração de mais-valia na periferia do sistema e sua concentração no centro do capitalismo. Assim, as fortes tendências de queda do sistema produtivo e pletora do capital fictício operam em relação ao crescimento das camadas que compõem o exército industrial de reserva, atuando negativamente sobre o exército ativo de trabalhadores.

Sem a bipolaridade mundial (capitalismo X socialismo), a ação das oligarquias financeiras internacionais naturalizou o darwinismo econômico e o malthusianismo social. Na medida em que a falência do sistema político burguês se aprofunda, intensifica-se a repressão em todos os níveis e de todas as formas sobre a população, além da guerra, que visa o domínio das regiões geoestratégicas pelo o imperialismo. O ressurgimento do nazifascismo torna-se, perigosamente, uma opção das elites dominantes capitalistas.

Como as forças de contra tendência mais consequentes apresentam-se ainda frágeis ou em formação, cria-se espaço para as posições esquerdistas, reformistas e revisionistas, que professam um pragmatismo humanista, sem recusar, no entanto, a lógica do mundo capitalista. Da mesma forma que os grupos aferrados ao fanatismo religioso, que apesar das contradições com o imperialismo, não rompem com o sistema do capital. Com isso a ação das oligarquias financeiras é preponderante, apesar de mediada pela crise econômica, ética, moral, científica e, portanto, de valores até então inquestionáveis, o que agoniza a luta de classes, ora oculta, ora aberta. Porém, sem uma organização subjetiva do proletariado, essas forças limitam-se a lutar por bandeiras ilusórias.

As duas dimensões da crise: a econômico-financeira e a político-ideológica, que consiste nas estratégias de superação da crise levada a cabo pelas oligarquias burguesas fazem a sociedade humana projetar-se sobre o abismo da depressão econômica e do terror da guerra. No que diz respeito ao genocídio de jovens no Brasil, os dados são estarrecedores: entre 1980 e 2011, os homicídios de jovens aumentaram em 326,1%. Em 2011, mais da metade dos homicídios no Brasil era de jovens: 18.438! Um Carandiru a cada 19 horas e mais de 8 chacinas da Candelária por dia (Jornal INVERTA, n° 468, de 14/09 a 10/10/2013).

É nesse contexto que precisamos avaliar as manifestações de junho, o XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudante e nossa participação neste momento discute de forma não academizada, mas pautada na pratica diária do devido enfrentamento, pois, as manifestações, que prosseguem de forma menos intensa atualmente, em que pese a gravidade do horror neoliberal e justeza de algumas de suas reivindicações, podem representar um processo de orquestração e teste de impacto sobre governos legitimamente eleitos e que assumem posições de contra-tendência ao imperialismo.

Não há dúvida que as reivindicações de melhores condições de vida e trabalho e a crescente percepção que o modo de produção capitalista não assegura isso para a ampla maioria da população impulsionam os dois movimentos, residindo a diferença no caráter amorfo da pauta de reivindicações das manifestações de junho, portanto sujeitas ao controle da mídia dos monopólios.

Neste sentido discutimos e apresentamos nas denuncias acima apontadas o anuncio dos modelos, a serem melhorados, de possibilidades de enfrentamento concreto de tais atrocidades, possibilidades que também discutimos e rediscutimos, porem e contudo sempre fazendo as experimentações, sempre refletindo as experimentações para agir de forma melhorada e com isso marchamos a passos largos no árduo caminho de efetivação de uma sociedade mais justa, solidaria, educadora e praticante do Comercio Justo e Solidário, no caminho da plena efetivação do Cooperativismo e do Associativismo em todas as células de convívio, seja familiar, no trabalho, na escola, nas associações (as ditas ONGs) e etc, com este discurso ganhamos notoriedade e ampliamos o debate para a efetivação de uma rede de ações concretas que vai se desdobrar em 2014 em visitas interativas de troca de tecnologias sociais em alguns países da America do Sul e da Europa, onde a #RededasCasas da Cultura Hip Hop e a Rede de Economia Solidaria e Saúde Mental, são o mote desta construção. Seguimos ousando lutar e conseqüentemente ousando vencer, pois, Ousar lutar, ousar vencer é nosso lema!

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“A criação de espaços de desenvolvimento cidadão via cultura como tema gerador e disparador ao nosso ver são os que alcançam com mais facilidade, objetividade e de forma permanente a conscientização do povo, pois, a intervenção sempre partira da realidade dos sujeitos envolvidos no processo.”
Bobcontroversista
A cidade Guarulhos e suas adjacentes, tem milhares de jovens e adultos, que fazem dos quatro elementos da cultura Hip Hop (DJ, Graffiti, MC e B. Boy) o seu estilo de vida. Um pedestal para se socializar, criticar e se divertir. É por esta necessidade de dar um auxilio e espaço para os praticantes da Cultura Hip Hop, que pessoas envolvidas diretamente com a cultura dos quatro elementos se reuniram e decidiram construir com as próprias mãos a Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê.
A Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê esta localizada na periferia de Guarulhos, no bairro Santa Edwirges próximo ao Aeroporto Internacional de Cumbica em uma área ocupada por famílias desde 1994, dentro do espaço da Associação de Apoio ao Social do bairro. Sua inauguração será no dia 16 de Março a partir das 14hs ate as 22hs.
Oficinas de DJ, Graffiti, MC e B. Boy, fotografia, video, produção, distribuição, gerenciamento, economia solidaria, associativismo, cooperativismo e teatro do oprimido  serão ministradas por voluntários, que acreditam que o Hip Hop tem a capacidade de educar e dar uma perspectiva de vida de melhora aos jovens da periferia, e também, repassar o seu o conhecimento para aquele cidadao, que já pratica a essência dos elementos da Cultura Hip Hop mais não consegue evoluir por não ter alguém para ensina lo ou potencializar seus potenciais.
Será organizado pelos voluntários, uma grande festa de inauguração da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete para o publico e comunidade. Na festa de boas vindas, estarão presentes nomes conhecidos da Cultura Hip Hop e terá a cobertura de grandes veículos midiáticos como o Catraca Livre, Arrastão Cultural, jornais locais o militante/produtor cultural/escritor/repórter do SPTV Alessandro Buzo, entre tantos outros.
Outras atividades como: palestras, debates, cursos e apresentações também estão na pauta da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê, que no seu inicio funcionara nas sextas á noite e sábados e domingos nos períodos manha e tarde. Estamos na fase final de efetivação da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete e o espaço que conseguimos esta precisando muito de uma reforma e adequação, sendo assim precisamos de materiais de construção, tintas variadas, para grafitar o espaço, além do apoio logístico, divulgação e comunicação, sua ajuda é de extrema importância, inclusive temos representantes de Santana do Parnaíba, Arujá, Santa Isabel, Nazaré Paulista, Guarulhos e São Paulo que fecharam com a questão de montarmos um grupo de estudos em Economia Solidaria, os mesmos já tem um acumulado em suas localidades, mas estão a deriva ou querem ampliar o raio de ação desta outra forma de comercio, muito mais justo, solidário e educador.
Estamos lançando um empreendimento que vai sacudir a cidade, temos o apoio incondicional de grandes referencias das culturas na cidade e prevemos enormes desdobramentos em relação a esta ação. Também montamos um núcleo do MOVA na sede do MH2R e estamos dialogando forte com as secretarias de educação, saúde, trabalho e cultura, fomentando o dialogo e consequentes ações inter secretariais na pesperctiva de financiamentos e ou legitimação de outras ações no espaço.
Precisamos muito de sua ajuda nas varias instancias. Estamos também trabalhando em parceria com o Tear, onde iremos desenvolver uma formação sobre o teatro do Oprimido com o CTO-RJ – Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, onde iremos dar formação para multiplicadores da pratica do teatro fórum e suas vertentes, com o Tear começaremos a trabalhar no final de fevereiro com oficinas na sede do MH2R, espaço que sera utilizado para o desenvolvimento das atividades da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete.

Gostaria de toda participação nesta iniciativa, já estamos com quase tudo articulado e prestes a ser colocado em pratica com a efetivação do planejado, para tanto marcamos uma próxima reunião para o dia 27/01/2013, espero que possam participar, estamos com muita coisa encaminhada, mas ha muito a fazer para ate a inauguração da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete que sera no dia 16 de março de 2013, um marco para a Cultura Hip Hop deste lado da ponte que inclui você e outros irmãos e irmãs militantes.

Conto com a sua presença e dos irmãos e irmãs que você conhecer de outras cidades dentro desta territoriedade.

Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tietê
Responsável ou coordenador: Eduardo José Barbosa – Bobcontroversista
Endereço: Rua Bom Jesus, 163
Telefones: 11 – 966726753
E-mails: bobcontroversista@gmail.com
Comunicação/Site: mh2revolucionario.blogspot.com

Mapa para facilitar a logística dos parceiros e parceiras

Domingo dia 27/03/2013 as 19h00min
PAUTA – 1° CASA DA CULTURA HIP HOP DE GUARULHOS E DO ALTO TIETE
LOCAL – Rua Bom Jesus, 193 – Jardim Santa Edwirges – Taboão, Guarulhos, SP.

Na tarde de ontem, dia 21/06/2012, após mais de uma década volto às instalações da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP, com o objetivo de fomentar um dialogo, que ousadamente chamaram de palestra, com estagiários no ultimo ano do curso de psicologia e gestores na área da saúde na região do Jardim Damasceno – Vila Brasilandia, o momento me trouxe ótimas recordações, entre elas pontuo as três mais importantes, pois agregaram muito a minha formação ideológica e também me levaram a um novo entendimento do “ser mais”.

A primeira, em sua ordem de importância, para mim, foi quando tive a oportunidade, única, de não só participar de uma palestra com o grande mestre Paulo Freire, mas também sentar à mesa com aquele ser humano especial e desenvolver como ele disse a época uma longa “prosa dentro de um “inimaginável” dialogo com a base, dada a importância da proximidade cada vez maior do povo com o universo acadêmico”

A segunda foi quando comecei a desenvolver alguns trabalhos e parcerias com o Núcleo de Trabalhos Comunitários – N.T.C. da PUC – SP, local onde conheci, entendi e utilizo até os dias de hoje, o Teatro do Oprimido, o Teatro do Invisível, os jogos cooperativos e as metodologias de trabalhos multidisciplinares, que tanto me ajudam no desenvolvimento das atividades com crianças, adolescentes e jovens adultos, principalmente em situação de risco, ativando a necessária “inventividade, criatividade e respeito às diferenças”.

E a terceira, foi quando de um momento, que os educandos da universidade fizeram um movimento de critica ao reitor pedindo a “liberação do consumo de maconha nas instalações do campus Perdizes”, fato este que em relação ao momento político da cidade de São Paulo, nas mãos inoperantes, no que diz respeito `garantia e defesa de direitos dos menos favorecidos econômica e socialmente, me pareceu uma afronta, uma perda de tempo e energia, que poderiam estar direcionada para lutas mais efetivas em busca primeiro da descriminalização da droga ilícita, para o atendimento e apoio a usuários de álcool e outras drogas, enfim, tentamos motivar a real função social daquela tão importante instituição e este processo me proporcionou um belo ganho de experiências que levei para todos os cantos deste Brasil por onde passei e pude de alguma forma socializar as experiências.

  No dialogo com os estudantes de psicologia daquela renomada instituição, grande parte deles (as) com o objetivo de atuarem nas periferias de São Paulo, pontuei a importância primeira de desconstruir todo e qualquer pré conceito, desconstruir os olhares estereotipados de “coitadinhos” e a potencialização de projetos assistencialistas, onde os jovens são aleijados da necessária leitura critica de suas realidades, aleijados do entendimento das situações objetivas que nos colocam em um circulo vicioso e perpetuo de alienação no jargões do “é assim mesmo um dia melhora, não tem jeito vai sempre ser assim, se Deus quiser um dia melhora, político é tudo ladrão e etc..

  Houveram muitos questionamentos, poucos dos educandos, porem importantes e pontuais por parte dos educadores, de como iniciarmos um trabalho comunitário, realmente sócio educativo, emancipador e que fomente a autonomia dos sujeitos de direitos com a necessária analise de conjuntura pautada em uma verdadeira práxis revolucionaria?

  Discutimos a necessária busca por uma ação/educação ideológica, mas dialogante e atentiva, para que se possa estabelecer a autêntica comunicação da aprendizagem, entre as gentes, com alma, sentimentos e emoções, desejos e sonhos. Ações comunitárias pautadas e “fundadas na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando”, e a “vigilante atenção contra todas as práticas de desumanização”. É necessário que “o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a “degradação humana” e o discurso fatalista multiplicado pelos cegos manipuladores da globalização”

Discutimos, na suprema problematização os vários “porquês?”

Porque queremos criar projetos nestas regiões?

Porque elegemos as periferias como foco de intervenção de projetos?

porque a sociedade civil, trabalha e o Estado regula?

Porque o Estado, por si só não efetiva algumas das varias políticas publicas empoeiradas e esquecidas nos livros, nas prateleiras da própria universidade?

Dialogo muito gostoso e que se posto nestas simples linhas inundaríamos as nuvens virtuais da Internet com esperança (do verbo esperançar) de gana, de luta, de emoção, de vontades e de vibração muita vibração.

A mobilização para os trabalhos na Vila Brasilandia estão a todo vapor e espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento e entendimento de que sempre é possível, basta para isso que acreditemos e ousemos.

   Como muito bem disse Carlos Lamarca, “Ousar Lutar, Ousar Vencer e Venceremos”

     Muito obrigado pelos ensinamentos.

O Sistema Nacional de Cultura (SNC) é um modelo de gestão criado pelo Ministério da Cultura (MinC) para estimular e integrar as  políticas públicas culturais implantadas por governo, estados e municípios. O objetivo do sistema é descentralizar e organizar o desenvolvimento cultural do País, para que todos os projetos tenham continuidade, mesmo com a alternância de governos.

Funciona da seguinte forma: estados e municípios assinam o termo de adesão ao SNC e a partir daí se comprometem a implantar no município ou estado a estrutura cultural exigida pelo Ministério. Em contrapartida, o MinC oferece todo o apoio para o desenvolvimento de políticas culturais.

O mínimo que o município deve implantar é uma secretaria de cultura, um conselho de política cultural, uma conferência periódica de cultura, um plano de cultura e um sistema de financiamento (fundos de cultura). No caso da União e estados, eles têm que constituir também uma comissão intergestores.

Com essa estrutura, o cidadão tem espaço de participação, porque o sistema age por meio dos conselhos e das conferências, que contam com a participação da sociedade e comunidade artística para a formulação, acompanhamento e aplicação das políticas de cultura.

É um sistema parecido com o do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) ou do Sistema Único de Assistência Social (Suas). “Os sistemas são comparáveis, mas a área cultural tem uma diversidade e complexidade maior, pois são muitas linguagens artísticas e expressões culturais. Assim, nos conselhos culturais, há uma representação mais diversificada”, afirma a secretário de Articulação Institucional do MinC, João Roberto Peixe.

Embora seja um processo que se iniciou em 2003, ainda não está totalmente implementado. Até o momento, 801 municípios e 17 estados aderiram ao SNC.

Fontes:
MinC
PEC 416/05

O mais notório pé frio do esporte nacional, José Serra (PSDB),confirma mais uma vez sua fama de azarado.

A coisa é sinistra. Basta ele ir, anunciar, tuitar que está presente no estádio ou na quadra onde a bola rola, que o burro enterrado se manifesta e a zebra é uma garantia de sucesso… para o adversário do Brasil.

E não é coincidência que a derrota de virada para a seleção de Messi por 4 x 3 foi acontecer justo em território norte-americano. Serra estava lá.

Confira foto!

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Essa parceria dos Estados Unidos com a direita brasileira vem de longa data e já se configurou em verdadeiro tsunami de terror do golpe de 64 às privatizações, sob inspiração do Consenso de Washington.

Serra é tão pé frio e sua imagem é tão traumaticamente vinculada à destruição de quaisquer chances de sucesso da Nação, seja na política, seja no futebol, que entre os tuiteiros ele já possui até a tag #serrajagger, em alusão ao pé frio de Mick Jagger  nos jogos da seleção brasileira.

Jagger ao menos se garante no rock and roll. Serra só é especialista em expulsar as crianças da sala.