Posts com Tag ‘Economia Solidaria’

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O que será que aconteceu no bastidores da Globo? Em editorial surpreendente o jornal o Globo fala que oposição de PSDB é irresponsável e no Jornal Nacional crava posição contraria a quem defende o impeachment da presidenta Dilma.

Acho que podemos analisar esse posicionamento a partir do entendimento que o grande capital não sofreu nenhuma perda, ao contrário, a cada ano que passa vem lucrando cada vez mais. Dessa forma, é de se pensar que uma real crise política não seria agradável pra continuidade desses lucros.

Esse posicionamento se da no momento em que a globo foi homenageada no congresso o que demonstra que foi um ritual de beija-mao, na qual se pede permissão pra continuar. O governo atual é infinitamente melhor que qualquer um anterior, porém, não rompeu com as amarras do capital e assim fica refém desse jogo, os bancos brasileiros estão acumulando lucros e a atual política de juros os favorecem, logo qualquer mudança sem garantias a eles pra se manter na mesma rota pode ser um problema a vista, sem contar que as verbas de publicidade que a Globo recebe do governo federal continuam gigantes e recentemente o STF proibiu do Google e outras empresas abrirem TVs pagas no brasil.

Tirando o preconceito intrínseco dessa elite sabuja do nosso Brasil, não tem porque eles serem contra. Continuam ganhando, como sempre. Na contra mão deste processo, porém fazendo uma aprofundada análise de conjuntura uma militância combativa vem gravando nas grandes metrópoles uma outra economia, uma economia centrada no ser humano, no meio ambiente, na auto gestão, no cooperativismo e na produção coletiva.

A Economia Solidária vem se consolidando como estratégia de desenvolvimento sustentável e com garantia de transformação social, buscando a construção de uma sociedade mais justa solidária, educadora e socialista. Com ações práticas e assim e a partir disso uma série de atividades está sendo programada para acontecer nos dentro babilônico de São Paulo, o local escolhido foi a Av. Paulista, onde de 08/08 a 16/08 teremos Seminários, Desfiles de Moda, Mostra de Cinema, Celebrações Artísticas, Saraus, Literatura e muito, muito mais.

O objetivo deste movimento é apresentar e consolidar uma política pública de Economia Solidária onde empreendimentos econômico solidários tenham fomento, a exemplo da política pública Cultura Viva, que traz em suas linhas a valorização, fomento e garantias de distribuição de seus produtos e produções via Pontos de Cultura.

Acompanhe a programação, participe e divulgue, vamos juntos forjar as bases de uma nova e renovada economia popular e sustentável.

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Na última quinta-feira, 11/06/2015, dezenas de pessoas estiveram reunidas na ONG Ação Educativa para debater as potencialidades e os gargalos da Economia das Culturas e Criativa na cidade de São Paulo.

O evento reuniu em uma mesa de debate sobre Economia Solidária e Economia das Culturas Leo Pinho (Secretário Geral da Unisol Brasil, Presidente do Conselho Municipal de Drogas SP (Comuda) e Conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONDEPE) ), Christiano Basile (Coordenado geral do projeto Economia Popular e Solidária como Estratégia de Desenvolvimento) e GOG (pioneiro na Cultura Hip Hop brasileira, rapper e escritor), com mediação de Bob Controversista (Presidente nacional da Associação Cultural e Educacional MH2R e educador da UNISOL SP) e Erica Ribeiro (educadora da UNISOL SP). Para fechar a  atividade teve a celebração com apresentação litero-musical de GOG e o grupo de Rap 288 de Jundiaí..

Christiano Basile apontou que a economia solidária está acontecendo, mas de forma pulverizada. Ele defende que é preciso mapear o que se tem em economia solidária e mostrar o ‘menu’, tudo o que se tem feito: “O desafio que coloco para a gente é que estejamos unidos, e convido vocês para que estejam conosco, participando deste projeto que estamos desenvolvendo”.

Leo Pinho deixou a seguinte pergunta: “Nós somos capazes de transformar o impacto social que a gente gera em dinamismo econômico? O que eu tenho visto é que sim. ”

E GOG pontuou, dentre tantas falas significativas no encontro: “A periferia nos situa, e a minha busca foi entender que a minha negritude me define, independentemente de onde eu esteja. Pior do que ser periférico é ser periférico aos problemas. Na economia solidária, nós temos que ser o fogo que aquece a chaleira”.

O objetivo do encontro foi apresentar alguns resultados do trabalho de coletivos envolvidos na construção de um mapeamento, mobilização e inovação para o setor e convidar outros coletivos da cidade a integrarem o processo. Já participam do processo coletivos como Associação As Mulheres e o Movimento Hip Hop (Hip Hop Mulher), Associação Cultural e Educacional MH2R, União Popular de Mulheres (UPM), Coletivo Pretologia (Fusão Hip Hop Leste – FH2L), Coletivo Literatura Suburbana, Rede das Casas da Cultura Hip Hop do estado de São Paulo, Nação Hip Hop Brasil, SPCINE, ADESAMPA, ONG Ação Educativa, Coordenadoria da Juventude de São Paulo entre outros.

Esta movimentação é parte do Projeto Economia Popular Solidária e Empreendedorismo como Estratégia de Desenvolvimento, promovido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo (SDTE) e realizado pela UNISOL Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), O mesmo tem como objetivo estruturar uma Política Municipal de Economia Solidária e Empreendedorismo na Cidade de São Paulo a partir dos encontros e demandas dos empreendimentos e coletivos solidários que atuam na cidade de São Paulo, combinando um marco legal adequado com um conjunto de ações de articulação dos empreendimentos e empreendedores populares e a consolidação do comércio justo e solidário na cidade por meio da articulação de iniciativas e da consolidação de uma estratégia em rede.

Até o momento já demandaram reuniões e engajamento no processo de construção 46 empreendimentos (Coletivos) de várias partes da cidade de São Paulo e 112 pessoas representando coletivos de vários segmentos. Dialogando e construindo novas possibilidades a partir do entendimento desta Economia das Culturas e Criativa.

Setorial Ecosol e Criativa

Participem da primeira reunião do Setorial de Economia das Culturas e Economia Criativa na Economia Solidária organizada pela Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento e Empreendedorismo, em parceria com a UNISOL Brasil. Venham construir conosco estratégias para o fortalecimento dos empreendimentos que promovem a Inclusão Social pelo Trabalho do setorial de Cultura e Economia Criativa. Vamos fortalecer a articulação e o diálogo de nossas redes dentro da Economia Solidária!

O Setorial de Economia das Culturas faz parte de um projeto de consolidação de uma politica publica de fomento, assessorias (imprensa, juridica, contabil, de formação e formalização) da Economia Popular e Solidaria, voltada para os coletivos perifericos que desenvolvem ou querem desenvolver ações com geração de trabalho e renda a partir da Cultura Hip Hop, Video, Fotografia, Eventos, Literatura, Teatro, Musica, Esporte, Artesanato, Segurança Alimentar, Cooperativismo Social, (Eco) Turismo, Costura, Empreendedorismo, Economia Criativa e Artes.

O projeto é uma parceria entre UNISOL SP. MH2R, Nação Hip Hop Brasil, UPM (União Popular de Mulheres) Agencia Solano Trindade, Designe Possivel e STDE (Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento e Empreendedorismo de SP)

Maiores informações: ecosolsaopaulo@gmail.com

https://www.facebook.com/events/100883686911974/

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Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Logo que representa a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social no Brasil

Os princípios que nortearam a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo serviram como norte e regimento interno para que, com esses, possamos tornar cada vez mais orgânica esta coletividade, manter a essência da Cultura Hip Hop em Movimento Social e criar as alternativas para driblar a lógica de um sistema capitalista que oprime e viabiliza a perda diária de grandes potenciais.

A carta foi criada a varias mãos para possibilitar as condições objetivas mínimas para criar ações e viabilizar um processo social mais justo, solidário e educador. Serão linhas orientadoras e através das quais, as Casas da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários levaram à prática os seus valores.

Perante essa proposição, qualquer Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários poderão ingressar na Rede, desde que o façam de forma livre e espontânea, atendam aos requisitos previstos na Carta de Princípios e no Regimento Interno, guardando suas especificidades, particularidades e realidades. Jamais uma Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimentos Econômicos Solidários serão obrigados a compor a Rede e nem sofreram boicotes ou qualquer outro tipo de pressão violenta ou não violenta para tal.

Convém denegrir ( o senso comum prefere a palavra esclarecer), contudo, que não poderão ingressar no quadro da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo os empreendimentos que fomentem a fragmentação, dispersão de seus elementos em ações isoladas, desassociadas do seu histórico e essencial cunho social, político, educativo, da não violência e por uma cultura de paz, pela equidade de gênero, não xenofóbica, homofóbica, machista, racista e toda e qualquer forma de opressão, razões principais de enfrentamento histórico da Cultura Hip Hop em Movimento Social.

A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo deverá ser administrada por todos e todas através de representantes escolhidos para conduzi-la, mas, sobretudo, através da Assembleia Geral, órgão máximo da organização, a quem caberá à missão de representação, onde se darão as decisões mais importantes da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, que são tomadas segundo o princípio da gestão democrática, centralismo democrático e participativo para o devido estabelecimento das mediações para que todas e todos sejam ouvidos e acordos sejam traçados de forma horizontal e simplificada na dialética da Cultura Hip Hop, buscando sempre o consenso e a unidade de luta.

       Autonomia e independência: A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo não poderá vincular-se de forma subordinada a nenhuma entidade ou pessoa que coloque em situação vulnerável ou que proponha a dispersão da Cultura Hip Hop e seus elementos essenciais e o seu quadro de participantes.

Poderá firmar convênios, acordos e outros mecanismos para ampliar suas atividades ou melhorar as condições dos serviços prestados à sua comunidade e para a própria Rede. Entretanto, estes recursos não podem resultar em desrespeito à autonomia e ao controle democrático da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo e seus princípios norteadores, ou seja, a serviço exclusivo da vontade de uma pessoa ou de um artista, de uma entidade ou associação que não tenha a necessária vivencia e respeito com a Cultura Hip Hop em Movimento Social.

Educação, formação e Informação: Faz-se necessário que aqueles que ingressam na Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo tenham clareza com relação aos preceitos e ideologia cooperativista, bem como quanto ao funcionamento da Rede da qual passam a fazer parte.

Este princípio é de fundamental importância, uma vez que a Cultura Hip Hop em Movimento Social constitui ideologia e preceitos próprios, princípios específicos, formas de atuação definidas e não pode ser confundida com outros tipos de associação comuns em qualquer sociedade.

É necessário que a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, assim como os Empreendimentos Econômicos Solidários e demais entidades que congregam esta rede peculiar, invistam na formação continuada de seus membros e da comunidade em geral, como forma de empoderamento e total entendimento da história da Cultura Hip Hop, da valorização e respeito de seus percussores, do pensamento cooperativo e incentivo às novas iniciativas de associação de indivíduos segundo o modelo proposto por esta concepção.

Inter cooperação: princípio primordial que devera ser adotado sem ressalvas a partir da Carta de Princípios e Regimento Interno da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, o mesmo preconiza que a união e a cooperação sejam realizadas não apenas entre os membros Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, mas também pelas Posses, Coletivos, Crews, Grupos, Empreendimentos Econômicos Solidários e etc, entre si, através de estruturas locais, regionais, nacionais e até internacionais.

Esta inter cooperação deve realizar-se de forma horizontal, entre a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo de um mesmo nível de organização como de forma vertical, entre o poder público, setoriais e as centrais, entre estas e as organizações nacionais etc, sempre levando em consideração que as determinações e encaminhamentos finais serão deliberados, definidos e efetivados pela Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo de forma definitiva ate que a mesma proponha e encaminhe coletivamente as necessárias mudanças e/ou ajustes.

Interesse pela comunidade: O principal objetivo da Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo é a melhoria das condições de vida daqueles que nela ingressam, suas famílias e consequentemente de todas as sociedades, tendo a criança e o adolescente como prioridade.

Não se admitira uma Casa da Cultura Hip Hop e/ou Empreendimento Econômico Solidário vinculado à Rede, voltada exclusivamente para o mercado acumulativo, opressor, visando à obtenção de lucros e seu acumulo, aviltando os acordos e diretrizes da Rede, violando a Carta de Princípios e a Cultura Hip Hop em essência, o ser humano em relação horizontal e as prioridades postas e fundamentais.

Ressaltamos ainda a importância da gestão autossustentável, da circulação e estabelecimento de lastro e fortalecimento da moeda social Quilombo. Entendendo este princípio como importante ação para a transformação das condições de vida daqueles que ingressam na Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, para que os mesmos possam evoluir e levar a Cultura Hip Hop ao mais alto nível possível.

A história da Cultura Hip Hop em Movimento Social demonstra que a preocupação com as questões raciais/étnicas, as pessoas em comunidades e a Cultura de Paz sempre foi, e deve se manter como a fonte de onde brotou toda a construção ideológica desta forma de coletividade em sociedade, estes preceitos constituem, ao mesmo tempo, o objetivo e o objeto de toda a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo, para tanto, está posto que a Rede fomentara, potencializara e financiara a Formação Continuada, a interação com os quatro elementos em todos os eventos e buscara as possibilidades objetivas para que os próprios elementos interajam com ações de Saúde, Esporte, Lazer, Educação, Combate às Violências, Assistência Social, a Diversidade Cultural, o Cooperativismo, a Economia Solidaria, o Associativismo, Valorização e Efetivação da Lei 10.639/2003, as Políticas de Ações Afirmativas e toda e qualquer ação que potencialize a humanização do ser humano na sua integralidade.

Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo terá como meta objeto e objetivo estar buscando em todo o seu processo;

 Se organizar em setorial de cultura orgânico, horizontal, colaborativo e autossustentável,

 Mapeamento continuo de Posses, Organizações e outras Casas para compor a rede desde que estejam a par e concordando com a Carta de Princípios da Rede

 Autonomia na captação de recursos,

 Desenvolvimento de um sistema de reunião que contenha um número mínimo de participações, ou seja, sistema de reuniões este, onde todos tenham o compromisso de participar,

 Divulgação das ações da REDE em todas as mídias que a Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo dispõe visando difundir as ações,

 Amplificar a força da rede e sua consequente sistematização,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo buscara coletivamente ter vários encontros anuais para aperfeiçoar seu funcionamento,

 Relatar as atividades de cada organização e propiciar o aprendizado mútuo,

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo viabilizará um processo permanente de troca de informações;

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo e as organizações procurarão estimular a criação de iniciativas semelhantes em outros estados, outras cidades brasileiras, inclusive em outros países;

 Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitará e valorizará a diversidade das organizações, considerando suas possibilidades, peculiaridades e limites,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo será um espaço de troca de tecnologias social e de baixo custo,

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo deverá construir seus produtos para ser comercializado, visando à apropriação e dispersão dos meios de produção e avanço na cadeia produtiva,

 A Rede das Casas do Hip Hop do Estado de São Paulo promovera o conhecimento, a sabedoria, a compreensão, a liberdade, a justiça, a igualdade, a paz, a união, o amor, diversão, trabalho livre, autônomo e feliz.

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitara a paridade de gênero

 A Rede das Casas da Cultura Hip Hop do Estado de São Paulo respeitara a diversidade cultural, sexual, étnica e de nacionalidade.

O processo de desenvolvimento da crise do modo de produção capitalista, em sua fase terminal, o imperialismo, assume contornos dramáticos, principalmente nos países centrais do sistema este entre outros temas foram imensamente discutidos no XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes em Quito – Equador, evento que contou com a presença de mais de 15.000 pessoas de 88 países em 06 dias de atividades.

A delegação do Brasil contava com 42 delegados de varias partes do País e dentre elas estávamos nós Bobcontroversista – MH2R (Guarulhos), Toni C – Nação Hip Hop Brasil (São Paulo) e Oráculo Nação Hip Hop Brasil (Rio Claro) militantes da Cultura Hip Hop, Economia Solidaria e Direitos Humanos, que no Festival fundamentavam a luta da práxis diária destas frentes de luta, um diferencial em relação à grande maioria de intelectuais presentes no festival, já que os mesmos não apresentavam praticas de enfrentamento ao imperialismo e seus tentáculos opressores espalhados pelo mundo, nosso debate se pautou sempre na radicalização da democracia com ações na base, tendo como estratégias o desenvolvimento de uma outra economia (que já acontece), ou seja, as praticas da ECOSOL, a defesa intransigente de direitos humanos e tudo isso potencializado pelos elementos da Cultura Hip Hop, cultura esta que em movimento social aplica as possibilidades objetivas de superação da mazelas impostas pelo imperialismo na medida em que de forma contra hegemônica busca hegemonicamente fechar uma cadeia produtiva através da cultura acima mencionada e desta forma, horizontal, igualitária e sem hierarquias gera trabalho, renda e educa.

A falência que se acentua na Europa Unificada, obriga a que a França e a Alemanha expropriem os países de economias mais frágeis deste mercado comum, avolumando a miséria, o desemprego e todas as torturas do trabalho para o proletariado urbano e rural dessa região. A paralisação do governo dos EUA pelo impasse orçamentário entre as casas legislativas e o executivo comandado pelo presidente Obama é episódio recente dessa crise. A crise se desenvolve na principal potência imperialista, sendo possível prever uma nova onda de pauperismo naquele país.

Os EUA enfrentam graves acusações de espionagem, não só contra outros países, como o bloco dos BRICS, mas também internamente. Situação que se agrava com as manifestações contra a quebra da soberania das nações e o atentado contra os direitos humanos pelas organizações de informação e contra-informação, tendo à frente a NSA (National Security Agency) e outras.

Seguindo o exemplo da presidenta Dilma Rousseff que denunciou energicamente esse tipo de ingerência durante a última sessão da Assembléia das Nações Unidas, a Comunidade Européia, em recente encontro, aprovou uma resolução visando a adoção de tecnologia de informação independente das empresas estadunidenses.

A crise do capital deve ser definida como uma crise de transição no modo de produção, pois transcende a condição de crise dentro dos limites estruturais do capitalismo. A crise se manifesta em conseqüência da Lei Geral da Acumulação Capitalista através dos ciclos econômicos industriais, da superprodução em contradição à superpopulação relativa, configurando a disfunção entre produção, consumo e circulação, implicando a perda de dinamismo, impedindo a acumulação ampliada e gerando a crise de realização, visíveis na tendência decrescente da taxa de lucro, indicando a crise geral do modo de produção.

As saídas dentro do próprio sistema se revelam cada vez mais limitadas, promovendo com mais intensidade o sofrimento das massas pauperizadas pelo desequilíbrio na composição orgânica do capital, na proporção em que o capital constante (trabalho morto, meios de produção) cresce em relação ao capital variável (trabalho vivo, força de trabalho). A crise ultrapassa as fronteiras do modo de produção capitalista na medida em que revela o esgotamento das forças produtivas, visível na incapacidade da ciência burguesa em desenvolver teorias capazes de ultrapassar os limites à ampliação da exploração da força de trabalho, no esgotamento do capital como trabalho objetivado, na medida em que altera a acumulação de bens sob o estatuto da propriedade privada e, por fim, observa-se ainda o esgotamento da força de trabalho humana como potencialidade produtiva com a ampliação do gigantesco exército industrial de reserva.

Quais são as consequências que advêm dessa situação? O “crescimento” perto de zero empurra cada vez mais as nações centrais para o parasitismo financeiro. A especulação financeira se sobrepõe ao capital produtivo. A erosão do valor, em decorrência do aumento da composição orgânica, é intensa nos países centrais, ampliando a extração de mais-valia na periferia do sistema e sua concentração no centro do capitalismo. Assim, as fortes tendências de queda do sistema produtivo e pletora do capital fictício operam em relação ao crescimento das camadas que compõem o exército industrial de reserva, atuando negativamente sobre o exército ativo de trabalhadores.

Sem a bipolaridade mundial (capitalismo X socialismo), a ação das oligarquias financeiras internacionais naturalizou o darwinismo econômico e o malthusianismo social. Na medida em que a falência do sistema político burguês se aprofunda, intensifica-se a repressão em todos os níveis e de todas as formas sobre a população, além da guerra, que visa o domínio das regiões geoestratégicas pelo o imperialismo. O ressurgimento do nazifascismo torna-se, perigosamente, uma opção das elites dominantes capitalistas.

Como as forças de contra tendência mais consequentes apresentam-se ainda frágeis ou em formação, cria-se espaço para as posições esquerdistas, reformistas e revisionistas, que professam um pragmatismo humanista, sem recusar, no entanto, a lógica do mundo capitalista. Da mesma forma que os grupos aferrados ao fanatismo religioso, que apesar das contradições com o imperialismo, não rompem com o sistema do capital. Com isso a ação das oligarquias financeiras é preponderante, apesar de mediada pela crise econômica, ética, moral, científica e, portanto, de valores até então inquestionáveis, o que agoniza a luta de classes, ora oculta, ora aberta. Porém, sem uma organização subjetiva do proletariado, essas forças limitam-se a lutar por bandeiras ilusórias.

As duas dimensões da crise: a econômico-financeira e a político-ideológica, que consiste nas estratégias de superação da crise levada a cabo pelas oligarquias burguesas fazem a sociedade humana projetar-se sobre o abismo da depressão econômica e do terror da guerra. No que diz respeito ao genocídio de jovens no Brasil, os dados são estarrecedores: entre 1980 e 2011, os homicídios de jovens aumentaram em 326,1%. Em 2011, mais da metade dos homicídios no Brasil era de jovens: 18.438! Um Carandiru a cada 19 horas e mais de 8 chacinas da Candelária por dia (Jornal INVERTA, n° 468, de 14/09 a 10/10/2013).

É nesse contexto que precisamos avaliar as manifestações de junho, o XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudante e nossa participação neste momento discute de forma não academizada, mas pautada na pratica diária do devido enfrentamento, pois, as manifestações, que prosseguem de forma menos intensa atualmente, em que pese a gravidade do horror neoliberal e justeza de algumas de suas reivindicações, podem representar um processo de orquestração e teste de impacto sobre governos legitimamente eleitos e que assumem posições de contra-tendência ao imperialismo.

Não há dúvida que as reivindicações de melhores condições de vida e trabalho e a crescente percepção que o modo de produção capitalista não assegura isso para a ampla maioria da população impulsionam os dois movimentos, residindo a diferença no caráter amorfo da pauta de reivindicações das manifestações de junho, portanto sujeitas ao controle da mídia dos monopólios.

Neste sentido discutimos e apresentamos nas denuncias acima apontadas o anuncio dos modelos, a serem melhorados, de possibilidades de enfrentamento concreto de tais atrocidades, possibilidades que também discutimos e rediscutimos, porem e contudo sempre fazendo as experimentações, sempre refletindo as experimentações para agir de forma melhorada e com isso marchamos a passos largos no árduo caminho de efetivação de uma sociedade mais justa, solidaria, educadora e praticante do Comercio Justo e Solidário, no caminho da plena efetivação do Cooperativismo e do Associativismo em todas as células de convívio, seja familiar, no trabalho, na escola, nas associações (as ditas ONGs) e etc, com este discurso ganhamos notoriedade e ampliamos o debate para a efetivação de uma rede de ações concretas que vai se desdobrar em 2014 em visitas interativas de troca de tecnologias sociais em alguns países da America do Sul e da Europa, onde a #RededasCasas da Cultura Hip Hop e a Rede de Economia Solidaria e Saúde Mental, são o mote desta construção. Seguimos ousando lutar e conseqüentemente ousando vencer, pois, Ousar lutar, ousar vencer é nosso lema!

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“A criação de espaços de desenvolvimento cidadão via cultura como tema gerador e disparador ao nosso ver são os que alcançam com mais facilidade, objetividade e de forma permanente a conscientização do povo, pois, a intervenção sempre partira da realidade dos sujeitos envolvidos no processo.”
Bobcontroversista
A cidade Guarulhos e suas adjacentes, tem milhares de jovens e adultos, que fazem dos quatro elementos da cultura Hip Hop (DJ, Graffiti, MC e B. Boy) o seu estilo de vida. Um pedestal para se socializar, criticar e se divertir. É por esta necessidade de dar um auxilio e espaço para os praticantes da Cultura Hip Hop, que pessoas envolvidas diretamente com a cultura dos quatro elementos se reuniram e decidiram construir com as próprias mãos a Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê.
A Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê esta localizada na periferia de Guarulhos, no bairro Santa Edwirges próximo ao Aeroporto Internacional de Cumbica em uma área ocupada por famílias desde 1994, dentro do espaço da Associação de Apoio ao Social do bairro. Sua inauguração será no dia 16 de Março a partir das 14hs ate as 22hs.
Oficinas de DJ, Graffiti, MC e B. Boy, fotografia, video, produção, distribuição, gerenciamento, economia solidaria, associativismo, cooperativismo e teatro do oprimido  serão ministradas por voluntários, que acreditam que o Hip Hop tem a capacidade de educar e dar uma perspectiva de vida de melhora aos jovens da periferia, e também, repassar o seu o conhecimento para aquele cidadao, que já pratica a essência dos elementos da Cultura Hip Hop mais não consegue evoluir por não ter alguém para ensina lo ou potencializar seus potenciais.
Será organizado pelos voluntários, uma grande festa de inauguração da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete para o publico e comunidade. Na festa de boas vindas, estarão presentes nomes conhecidos da Cultura Hip Hop e terá a cobertura de grandes veículos midiáticos como o Catraca Livre, Arrastão Cultural, jornais locais o militante/produtor cultural/escritor/repórter do SPTV Alessandro Buzo, entre tantos outros.
Outras atividades como: palestras, debates, cursos e apresentações também estão na pauta da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê, que no seu inicio funcionara nas sextas á noite e sábados e domingos nos períodos manha e tarde. Estamos na fase final de efetivação da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete e o espaço que conseguimos esta precisando muito de uma reforma e adequação, sendo assim precisamos de materiais de construção, tintas variadas, para grafitar o espaço, além do apoio logístico, divulgação e comunicação, sua ajuda é de extrema importância, inclusive temos representantes de Santana do Parnaíba, Arujá, Santa Isabel, Nazaré Paulista, Guarulhos e São Paulo que fecharam com a questão de montarmos um grupo de estudos em Economia Solidaria, os mesmos já tem um acumulado em suas localidades, mas estão a deriva ou querem ampliar o raio de ação desta outra forma de comercio, muito mais justo, solidário e educador.
Estamos lançando um empreendimento que vai sacudir a cidade, temos o apoio incondicional de grandes referencias das culturas na cidade e prevemos enormes desdobramentos em relação a esta ação. Também montamos um núcleo do MOVA na sede do MH2R e estamos dialogando forte com as secretarias de educação, saúde, trabalho e cultura, fomentando o dialogo e consequentes ações inter secretariais na pesperctiva de financiamentos e ou legitimação de outras ações no espaço.
Precisamos muito de sua ajuda nas varias instancias. Estamos também trabalhando em parceria com o Tear, onde iremos desenvolver uma formação sobre o teatro do Oprimido com o CTO-RJ – Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, onde iremos dar formação para multiplicadores da pratica do teatro fórum e suas vertentes, com o Tear começaremos a trabalhar no final de fevereiro com oficinas na sede do MH2R, espaço que sera utilizado para o desenvolvimento das atividades da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete.

Gostaria de toda participação nesta iniciativa, já estamos com quase tudo articulado e prestes a ser colocado em pratica com a efetivação do planejado, para tanto marcamos uma próxima reunião para o dia 27/01/2013, espero que possam participar, estamos com muita coisa encaminhada, mas ha muito a fazer para ate a inauguração da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete que sera no dia 16 de março de 2013, um marco para a Cultura Hip Hop deste lado da ponte que inclui você e outros irmãos e irmãs militantes.

Conto com a sua presença e dos irmãos e irmãs que você conhecer de outras cidades dentro desta territoriedade.

Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tietê
Responsável ou coordenador: Eduardo José Barbosa – Bobcontroversista
Endereço: Rua Bom Jesus, 163
Telefones: 11 – 966726753
E-mails: bobcontroversista@gmail.com
Comunicação/Site: mh2revolucionario.blogspot.com

Mapa para facilitar a logística dos parceiros e parceiras

Domingo dia 27/03/2013 as 19h00min
PAUTA – 1° CASA DA CULTURA HIP HOP DE GUARULHOS E DO ALTO TIETE
LOCAL – Rua Bom Jesus, 193 – Jardim Santa Edwirges – Taboão, Guarulhos, SP.

Jornal da Economia Solidária já saiu! http://t.co/rFtNNXPD ▸ Principais notícias de hoje.