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Nesta data tomei uma grande decisão, decissão que como tal gera naturalmente uma ruptura, ruptura que traz em seu escopo a busca incessante pela melhora, o alcance por dias melhores, menos violentos, violência esta que esta impirica na total ausencia do estado municipal, estadual e federal, os mesmos que no apce da sua quase total manifestação de negação à valorização do cidadão como sujeito de direitos, a negação do cidadão como ser histórico e ser humano.

Tive que optar entre um emprego na “fabrica”, emprego este que iria me dar a necessária condição de sobrevivência neste sistema onde o ser humano tem preço e não o devido valor e a consequencia desta decissão e portanto ruptura foi me manter ainda mais a margem. Eis alguns condicionantes;

Dentro do transporte publico, no deslocamento do meu abrigo provisório e o emprego ficaria somados idas e voltas cerca de cinco horas;

Juntasse a este, nove horas dentro da fabrica, ou seja, quatorze horas focadas na relação de mais valia, de busca por acesso ao consumo, de alcance do estabelecimento de relações que são pautadas no estabelecimento de padrões de convívio, comportamentos e esteriótipos. Disse não.

Disse não a tudo, mesmo correndo o risco de retornar a estaca zero, mas com a consciência rebelde, porem, tranquila com o fato de estar buscando o melhor para minha família, familia no sentido mais amplo da palavra, tranquilo pelo fato de estar construindo coletivamente as possibilidades de alcance e efetivação do inedito viável.

Quando da necessária ruptura, decidi que o salario, a leitura do empregado, por parte de conhecidos e familiares, em relação as nomenclaturas, desempregado, vagabundo, preguiçoso e demais adjetivos para aqueles que estão fora do “mercado” formal captador e cooptador de mão de obra barata e alienada na manutenção da opressão e do não acesso aos seus direitos fundamentais, direitos estes violados dentro da mais sórdida estratégia, estratégia de um Estado fechado com o capitalismo neoliberal, nossos representantes, na sua esmagadora maioria são empresários de medio e grande porte e portanto grandes lobistas, os mesmos que correm na contra mão da garantia de direitos, homens e mulheres que pautam suas ações historicamente na pesperctiva da manutenção do status quo.

Quando pontuo a necessária ruptura com este sistema violento e violentador de sonhos e de possibilidades, denuncio o plano de uma pequena parte da sociedade que com pequenas canetadas, canetas cravejadas de pedras preciosas, em continuar nos oprimindo, nos condicionando a (sub) viver à margem do que entendemos como básico para o alcance da tão sonhada igualdade, no entanto, na denuncia, anuncio que é possível, que juntos podemos alcançar dias melhores, dias de efetivação de uma sociedade muito, mas, muito mais justa, solidaria, colaborativa, socialista na sua essência e acima de tudo uma sociedade onde a hierarquia não seja o objetivo e sim o amor incondicional entre os seres humanos, amor incondicional, independente de gênero, etnia, raça, religião, opção sexual e intelectualidade.

Um mundo onde sua situação sócio economica não seja condicionante do estabelecimento de relações inter pessoais, de acesso aos direitos, de efetivação de leis e acesso a justiça, justiça que realmente se aplique de forma igualitária, com o mesmo peso. A proposta é poeticamente pautada na praxis revolucionaria e o presente relato traz em seu escopo esta ação-reflexão que resultou em uma nova ação, e a sua consequente reflexão e seu desdobramento sera a construção melhorada de novas possibilidades.

Como agente cultural e militante intransigente da defesa de direitos de crianças, adolescentes, jovens, adulfos, idosos, homens e mulheres oprimidos por um sistema que coloca preço e fixa o valor, tenho que romper a todo momento com pessoas, propostas e oferecimento de atalhos no caminho árduo da conquista por dias melhores.

Estamos as vésperas de mais uma processo de eleição/escolha de pessoas que se candidatam a nos representar no encaminhamento de propostas de efetivação do que rege nossa carta magma, neste sentido estes (as) irão discutir mecanismos para que estas varias violências pontuadas neste texto sejam minimizadas, politicas que atendam os flagelados, oprimidos, esfarrapados em um ambito municipal neste momento.

Vemos nos meios de comunicação de massa inúmeros casos de corrupção, de omissão do Estado na devida punição dos (as) mesmos (as), corporativismo, compartilhamento, colaboração e afinidade são alguns dos ingredientes desta balburdia que se multiplica e se banaliza no seio da nação brasileira, o povo que sofre um processo histórico de alienação, alienação esta que é potencializada por estes mesmos meios de comunicação, o Estado, algumas ONG’s que vislumbram apenas o recurso oriundo também dos cofres publicos e a igreja, mecanismos que fortalecem a ideia de impunidade, e o desdobramento deste, é a potencialização de leis coibidoras, politicas que vislumbram o efeito e de forma alguma atuam na causa.

É com esta leitura que o definitivo rompimento se da e configura a decisão de elaborar, de produzir, de efetivar e desenvolver a sustentabilidade de projetos que atuem na causa e não no efeito, no cerne do problema, agindo assim para que  sejamos realmente considerados.

Busco na minha trajetória a construção de uma cidade educadora, solidaria e que respeite o outro a partir de sua realidade e diferencias, muitos leram este texto e tentaram fundamentar o mesmo em pensadores de seculos passados, de diversas nacionalidades e concepções ideológicas, no entanto esta leitura de mundo foi ensinada e compreendida por mim através das trocas, nas vivencias com a Cultura Hip Hop, na rua com os esfarrapados, com os desassistidos, homens e mulheres, que na pedagogia Griot no mostram no dia a dia a formas e urgencia da necessária ruptura.

Alguns link’s de leis e iniciativas que ao meu ver, se realmente efetivadas faram a diferencia.

http://culturadigital.br/leiculturaviva

http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/legislacao/crianca-e-adolescente/lei_8069.1990/view

http://www.turminha.mpf.gov.br/viva-a-diferenca/consciencia-negra/o-que-e-a-lei-10.639

http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/prog_default.asp

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