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“A criação de espaços de desenvolvimento cidadão via cultura como tema gerador e disparador ao nosso ver são os que alcançam com mais facilidade, objetividade e de forma permanente a conscientização do povo, pois, a intervenção sempre partira da realidade dos sujeitos envolvidos no processo.”
Bobcontroversista
A cidade Guarulhos e suas adjacentes, tem milhares de jovens e adultos, que fazem dos quatro elementos da cultura Hip Hop (DJ, Graffiti, MC e B. Boy) o seu estilo de vida. Um pedestal para se socializar, criticar e se divertir. É por esta necessidade de dar um auxilio e espaço para os praticantes da Cultura Hip Hop, que pessoas envolvidas diretamente com a cultura dos quatro elementos se reuniram e decidiram construir com as próprias mãos a Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê.
A Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê esta localizada na periferia de Guarulhos, no bairro Santa Edwirges próximo ao Aeroporto Internacional de Cumbica em uma área ocupada por famílias desde 1994, dentro do espaço da Associação de Apoio ao Social do bairro. Sua inauguração será no dia 16 de Março a partir das 14hs ate as 22hs.
Oficinas de DJ, Graffiti, MC e B. Boy, fotografia, video, produção, distribuição, gerenciamento, economia solidaria, associativismo, cooperativismo e teatro do oprimido  serão ministradas por voluntários, que acreditam que o Hip Hop tem a capacidade de educar e dar uma perspectiva de vida de melhora aos jovens da periferia, e também, repassar o seu o conhecimento para aquele cidadao, que já pratica a essência dos elementos da Cultura Hip Hop mais não consegue evoluir por não ter alguém para ensina lo ou potencializar seus potenciais.
Será organizado pelos voluntários, uma grande festa de inauguração da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete para o publico e comunidade. Na festa de boas vindas, estarão presentes nomes conhecidos da Cultura Hip Hop e terá a cobertura de grandes veículos midiáticos como o Catraca Livre, Arrastão Cultural, jornais locais o militante/produtor cultural/escritor/repórter do SPTV Alessandro Buzo, entre tantos outros.
Outras atividades como: palestras, debates, cursos e apresentações também estão na pauta da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e Alto Tietê, que no seu inicio funcionara nas sextas á noite e sábados e domingos nos períodos manha e tarde. Estamos na fase final de efetivação da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete e o espaço que conseguimos esta precisando muito de uma reforma e adequação, sendo assim precisamos de materiais de construção, tintas variadas, para grafitar o espaço, além do apoio logístico, divulgação e comunicação, sua ajuda é de extrema importância, inclusive temos representantes de Santana do Parnaíba, Arujá, Santa Isabel, Nazaré Paulista, Guarulhos e São Paulo que fecharam com a questão de montarmos um grupo de estudos em Economia Solidaria, os mesmos já tem um acumulado em suas localidades, mas estão a deriva ou querem ampliar o raio de ação desta outra forma de comercio, muito mais justo, solidário e educador.
Estamos lançando um empreendimento que vai sacudir a cidade, temos o apoio incondicional de grandes referencias das culturas na cidade e prevemos enormes desdobramentos em relação a esta ação. Também montamos um núcleo do MOVA na sede do MH2R e estamos dialogando forte com as secretarias de educação, saúde, trabalho e cultura, fomentando o dialogo e consequentes ações inter secretariais na pesperctiva de financiamentos e ou legitimação de outras ações no espaço.
Precisamos muito de sua ajuda nas varias instancias. Estamos também trabalhando em parceria com o Tear, onde iremos desenvolver uma formação sobre o teatro do Oprimido com o CTO-RJ – Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, onde iremos dar formação para multiplicadores da pratica do teatro fórum e suas vertentes, com o Tear começaremos a trabalhar no final de fevereiro com oficinas na sede do MH2R, espaço que sera utilizado para o desenvolvimento das atividades da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete.

Gostaria de toda participação nesta iniciativa, já estamos com quase tudo articulado e prestes a ser colocado em pratica com a efetivação do planejado, para tanto marcamos uma próxima reunião para o dia 27/01/2013, espero que possam participar, estamos com muita coisa encaminhada, mas ha muito a fazer para ate a inauguração da 1° Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete que sera no dia 16 de março de 2013, um marco para a Cultura Hip Hop deste lado da ponte que inclui você e outros irmãos e irmãs militantes.

Conto com a sua presença e dos irmãos e irmãs que você conhecer de outras cidades dentro desta territoriedade.

Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tietê
Responsável ou coordenador: Eduardo José Barbosa – Bobcontroversista
Endereço: Rua Bom Jesus, 163
Telefones: 11 – 966726753
E-mails: bobcontroversista@gmail.com
Comunicação/Site: mh2revolucionario.blogspot.com

Mapa para facilitar a logística dos parceiros e parceiras

Domingo dia 27/03/2013 as 19h00min
PAUTA – 1° CASA DA CULTURA HIP HOP DE GUARULHOS E DO ALTO TIETE
LOCAL – Rua Bom Jesus, 193 – Jardim Santa Edwirges – Taboão, Guarulhos, SP.

Na tarde de ontem, dia 21/06/2012, após mais de uma década volto às instalações da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP, com o objetivo de fomentar um dialogo, que ousadamente chamaram de palestra, com estagiários no ultimo ano do curso de psicologia e gestores na área da saúde na região do Jardim Damasceno – Vila Brasilandia, o momento me trouxe ótimas recordações, entre elas pontuo as três mais importantes, pois agregaram muito a minha formação ideológica e também me levaram a um novo entendimento do “ser mais”.

A primeira, em sua ordem de importância, para mim, foi quando tive a oportunidade, única, de não só participar de uma palestra com o grande mestre Paulo Freire, mas também sentar à mesa com aquele ser humano especial e desenvolver como ele disse a época uma longa “prosa dentro de um “inimaginável” dialogo com a base, dada a importância da proximidade cada vez maior do povo com o universo acadêmico”

A segunda foi quando comecei a desenvolver alguns trabalhos e parcerias com o Núcleo de Trabalhos Comunitários – N.T.C. da PUC – SP, local onde conheci, entendi e utilizo até os dias de hoje, o Teatro do Oprimido, o Teatro do Invisível, os jogos cooperativos e as metodologias de trabalhos multidisciplinares, que tanto me ajudam no desenvolvimento das atividades com crianças, adolescentes e jovens adultos, principalmente em situação de risco, ativando a necessária “inventividade, criatividade e respeito às diferenças”.

E a terceira, foi quando de um momento, que os educandos da universidade fizeram um movimento de critica ao reitor pedindo a “liberação do consumo de maconha nas instalações do campus Perdizes”, fato este que em relação ao momento político da cidade de São Paulo, nas mãos inoperantes, no que diz respeito `garantia e defesa de direitos dos menos favorecidos econômica e socialmente, me pareceu uma afronta, uma perda de tempo e energia, que poderiam estar direcionada para lutas mais efetivas em busca primeiro da descriminalização da droga ilícita, para o atendimento e apoio a usuários de álcool e outras drogas, enfim, tentamos motivar a real função social daquela tão importante instituição e este processo me proporcionou um belo ganho de experiências que levei para todos os cantos deste Brasil por onde passei e pude de alguma forma socializar as experiências.

  No dialogo com os estudantes de psicologia daquela renomada instituição, grande parte deles (as) com o objetivo de atuarem nas periferias de São Paulo, pontuei a importância primeira de desconstruir todo e qualquer pré conceito, desconstruir os olhares estereotipados de “coitadinhos” e a potencialização de projetos assistencialistas, onde os jovens são aleijados da necessária leitura critica de suas realidades, aleijados do entendimento das situações objetivas que nos colocam em um circulo vicioso e perpetuo de alienação no jargões do “é assim mesmo um dia melhora, não tem jeito vai sempre ser assim, se Deus quiser um dia melhora, político é tudo ladrão e etc..

  Houveram muitos questionamentos, poucos dos educandos, porem importantes e pontuais por parte dos educadores, de como iniciarmos um trabalho comunitário, realmente sócio educativo, emancipador e que fomente a autonomia dos sujeitos de direitos com a necessária analise de conjuntura pautada em uma verdadeira práxis revolucionaria?

  Discutimos a necessária busca por uma ação/educação ideológica, mas dialogante e atentiva, para que se possa estabelecer a autêntica comunicação da aprendizagem, entre as gentes, com alma, sentimentos e emoções, desejos e sonhos. Ações comunitárias pautadas e “fundadas na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando”, e a “vigilante atenção contra todas as práticas de desumanização”. É necessário que “o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a “degradação humana” e o discurso fatalista multiplicado pelos cegos manipuladores da globalização”

Discutimos, na suprema problematização os vários “porquês?”

Porque queremos criar projetos nestas regiões?

Porque elegemos as periferias como foco de intervenção de projetos?

porque a sociedade civil, trabalha e o Estado regula?

Porque o Estado, por si só não efetiva algumas das varias políticas publicas empoeiradas e esquecidas nos livros, nas prateleiras da própria universidade?

Dialogo muito gostoso e que se posto nestas simples linhas inundaríamos as nuvens virtuais da Internet com esperança (do verbo esperançar) de gana, de luta, de emoção, de vontades e de vibração muita vibração.

A mobilização para os trabalhos na Vila Brasilandia estão a todo vapor e espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento e entendimento de que sempre é possível, basta para isso que acreditemos e ousemos.

   Como muito bem disse Carlos Lamarca, “Ousar Lutar, Ousar Vencer e Venceremos”

     Muito obrigado pelos ensinamentos.

O que significa re-agrupar o MH2R hoje?

Muitos de nós militantes da base e na base de defesa de direitos de cidadãos e cidadãs procuramos, hoje, alternativas para prosseguir na luta contra a exploração e a opressão. Muitos já se decidiram pela formação de um novo modelo de sociedade, onde consigamos consumir o fruto de nossas culturas, consumir o produto da venda da nossa mão de obra e as “maravilhas” que o capital nos oferece, no entanto permanecemos no MH2R por ainda enxergarmos possibilidades para disputar se não o desenvolvimento destas possibilidades, a militância no MH2no sentido de desconstruir a leitura que o capitalismo é uma “maravilha”, e construir uma plataforma que evidencie que o mesmo da com uma mão e tira com as duas. E há ainda os que, embora sejam descrentes dessas possibilidades, não estão convencidos de que reagrupar um novo MH2R seja a solução. No entanto, todos rejeitam o curso assumido pelo MH2R, e desejam mudar essa situação. Por isso, uma tarefa essencial hoje é romper a dispersão do MH2R. Essas são as forças vivas que rejeitaram o abandono de princípios políticos e éticos, que crêem que a emancipação dos militantes, das posses, das associações e dos trabalhadores não virá de cima, mas será fruto da luta, organização e conscientização dos próprios.
Não lutar pelo reagrupamento, priorizar as diferenças em vez de buscar uma unidade de um campo anticapitalista e socialista, significaria jogar fora um patrimônio político da classe produtora de um conhecimento especifico, cultural, tecnológico e educacional, que foi conquistado a duras penas. Significaria dividir ainda mais o MH2R, estabelecendo uma separação superficial, apressada e artificial entre pretensos “revolucionários” e supostos “reformistas”. Já conhecemos bem o efeito do sectarismo e do doutrinarismo. Temos, no campo da produção e participação das propostas, dentro e fora do MH2R, muito mais em comum do que se possa imaginar. Criar e trabalhar essa unidade exige um amplo debate político/pedagógico e de prioridades que aborde as causas que levaram a esta situação, inclusive os equívocos que cometemos durante mais décadas de luta. Um debate fraterno que incida sobre os projetos políticos e perspectivas da luta e da potencialidade de nossas ações. Isso significa criar espaços amplos de debate e intervenção, significa criar um processo democrático e plural que incorpore a diversidade e os dilemas de um MH2R que precisa ser reiventado.
O reagrupamento do MH2R deve se dar na luta e entendimento do porque e por quem se luta.

Mas para viabilizarmos o reagrupamento MH2R é necessário que nos lancemos à luta. Marx disse que um passo do movimento real é mais importante do que uma dúzia de programas, no nosso caso projetos, pois temos varios escritos e não efetivamos nada, nada, desde uma micro interveção na praça até uma simples visita aos projetos que estão em andamento, propostos e efetivados por militantes com as nossas caracteristica e muitas vezes (corro o risco de dizer, na maioria delas) não possuem o nosso acumulado intelectual e estrutural. No atual momento da Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionario a grande tarefa é a de recolocar a diretoria/membros militantes e fundadores/cidadãos, os movimentos sociais e demais parceiros no centro da arena do , porque quero, do que eu quero, do que posso fazer, do como vou fazer e com quem vou fazer. Apenas a retomada de amplas mobilizações pode reverter o atual quadro de mansidão e desmembramento do MH2R marcado pela vigência de ausência, “diz que me diz” que favorecem a dispersão do coletivo e o esquecimento do MH2R.
Sabemos que, a continuar como está, não poderemos cumprir nem a metade de nossas promessas assinadas e protocoladas em cartório no formato Estatuto Social. Mesmo os setores que defendem as políticas do governo reconhecem que sem luta os trabalhadores continuarão perdendo. É a realidade que nos leva a (re)mobilizar, dentro de marcos que não “ameacem” o MH2R, bem entendido. O papel do MH2R é o de impulsionar a ação independente dos potenciais locais, organizar a massa alienada nas mazelas e diretrizes pensadas de cima para baixo, que so violentam cada vez mais nossos iguais e muitas vezes nos mesmos, temos varios exemplos dentro da familia que embaixo dos nossos narizes estão enrando no mundo das drogas, prostituição, esmagamento de seus objetivos de melhora e acomodação em seus confortaveis mundinhos individuais e etc.
A intervenção comum de todos que ainda acreditam no MH2R,nas mobilizações de massa contribuirá para soldar o próprio processo de reagrupamento do mesmo. Não apenas em debates teóricos e políticos, mas na discussão concreta de propostas de intervenção para a efetivação de nossas aspirações enquanto militantes, artistas, produtores e/ou pensadores.
Finalmente, será uma oportunidade para discutirmos as causas que levaram à burocratização e ao esvaziamento das ações doMH2R, e ao mesmo tempo discutir como superar essa situação. É hora de resgatarmos experiências importantes do MH2R, e ao mesmo tempo procurar novas formas de luta e de organização.
O Novo MH2R.
Se existem companheiros que permanecem no MH2R com a perspectiva de disputar politicamente os rumos do mesmo e a militância, também há outros muitos e muitas envolvidos na construção de uma nova alternativa. Não há necessariamente antagonismo entre essas duas perspectivas. Pelo contrário, é necessário criar pontes sólidas que permitam debates e ações conjuntas. Entre as duas propostas do MH2R, creio que a da participação, engajamento e posicionamento de até onde posso ir são as que melhor refletem as necessidades e tarefas colocadas hoje, por ser uma vertente assentada sobre os pilares da defesa da democracia interna e da diversidade política, da defesa intransigente das bandeiras históricas e imediatas dos explorados e oprimidos e de princípios éticos e políticos condizentes com um projeto de emancipação social.
Não é um projeto que nasce pronto, mas sim um processo em aberto que conta com experiências e propostas diferentes. Acredito que essa aparente “indefinição” seja um fato negativo. Mas, longe de ser uma debilidade, é esse caráter aberto que permite a esse movimento a força de atração que vem aglutinando vários e varias combatentes. Uma das razões dessa capacidade de atração está na própria característica da atual crise do MH2R. São pessoas que, apesar das diferenças, estão unidas na defesa de uma perspectiva ética, política e de luta contra o o esmagamento das vontades e da efetivação de nossas intervenções. Ignorar simplesmente essas diferenças, através do método do simples acerto de cúpula, seria oportunismo barato. O MH2R não sobreviveria mais que alguns meses, dilacerado por contradições crescentes. Mas colocar as diferenças em primeiro plano, cindindo por antecipação o movimento, seria sectarismo estéril. A unidade do MH2R seria balizada por dogmas, ao invés de ser construída através de debates envolvendo o conjunto dos militantes e forças políticas, posses e associações parceiras.
Ao evitar essas armadilhas, incorporando e assumindo a diversidade ao invés de tratá-la como problema, a proposta que colocamos aqui é adota um caminho complexo, difícil, mas que é ao mesmo tempo, um desafio inédito na história do MH2R. Há muito que se fazer, há equívocos a serem corrigidos. Mas é, sem dúvida, uma aposta que vale a pena assumir. Temos que nos re-agrupar, temos que nos abraçar e determinar porque que brigamos, discutimos, xingamos e nos abraçamos, o reagrupamento do MH2R se faz necessário. Exijo um encontro determinante do coletivo, exijo que deixemos os discursos de lado, exijo que nos posicionemos como transformadores de realidades ou não, me dou o direito de exigir enquanto acredito na força desta organização, me dou o direito de exigir enquanto um ser social que propõe na angustia permanente da construção de possibilidades, me dou o direito de exigir a partir do momento que alguns jovens que a 10 anos atrás eu também via e não enxergava me mostraram com suas ações pontuais que a vida que eu estava levando iria naturalmente tirar outras vidas e conseqüentemente a minha, me dou o direito de exigir por acreditar que um outro mundo é possível e que somos as pessoas incumbidas pela história que construímos de efetiva-lo.
Eduardo
Bobcontroversista