Posts com Tag ‘Politica’

Guarulhos, 06 de fevereiro de 2013.

 Carta à militância cultural 

Desde nossos primeiros passos no panorama cultural e político na cidade de Guarulhos estamos suscitando reações, defesas viscerais e apaixonadas, levantes contra a inércia e as dificuldades que o nosso Estado (governo) lento e burocrático tem para conviver com a obrigatória e incontornável quebra de paradigmas que são inerentes à implantação de projetos, programas e ações relevantes para o desenvolvimento cultural de posses, associações, cidadãos e cidadãs guarulhenses e coirmãos do Alto Tiete e/ou grande São Paulo, sem desconsiderar a cidade de São Paulo que interage de varias formas com as territoriedades supracitadas, ate, reverberando suas ações em seus vários segmentos.

Desde esses primeiros passos, estes embates, internos e externos, adquiriram contornos de construção e desconstrução, de colaboração e de rompimento, porem em todos os casos tiramos ensinamentos e aprendizados que nos capacitaram. De um lado paladinos que deflagraram suas bandeiras para defender a filosofia e o cerne conceitual da construção coletiva e do fazer “juntos”, não estão conseguindo desalforriar à imensa diversidade cultural guarulhense. Esse imenso desejo da Cultura Hip Hop de se fazer reconhecida e respeitada, considerada como matéria prima essencial à construção de uma identidade urbana, dinâmica, plural e capaz de representar o que imaginamos que somos como nação e povo, como a agua que se infiltra por todos os poros e brechas que encontra diante de si e tende a ocupar todos os espaços disponíveis e os indisponíveis também.

Isso assusta o Estado (burgueses e políticos) que, num descuido permitiram que o um Governo com viés progressista e compromissado em dar, aos que nunca tiveram pelo menos uma migalha do que teriam direito, derramassem essa água transformadora da Cultura Hip Hop na esperança dos fazedores de cultura desta cidade. E o Estado e todo o seu aparato consolidado de medidas criadas para impedir que vicejem inciativas que ameacem o seu controle reagem rapidamente, criando obstáculos diversos para que essa água da Cultura Hip Hop se espalhe e deixe proliferar a vitalidade cultural de nossa gente, maloqueira, intelectual e trabalhadora. Muitos foram os capítulos e eventos desse grande embate.

Junto com o Estado reagiram também os atores e grupos sociais atuantes no panorama cultural, repito interno e externo, habituados ao reconhecimento e acesso privilegiado que este propiciava aos recursos alocados pelo Estado à cultura. Por trás das discussões duas concepções da cultura e do fazer cultural buscavam se impor como diretrizes das ações e da formulação das políticas públicas para a cultura. Uma que, em síntese considera todo e qualquer cidadão como ente inteiro e capaz de gerar cultura, pelos seus ritos, comemorações, festejos, jeito de vestir e de comer. Capaz de eleger, por conta própria seus valores artísticos e culturais.

Outra que preconiza a separação entre quem faz arte e cultura e uma grande massa que, sem a “qualificação” exigida fica condenada a ser consumidora da arte e cultura produzida, comercializada e perversamente imposta subliminarmente através de um controle hegemônico e centralizador dos meios e veículos de difusão existentes.

Os problemas práticos decorrentes dessa guerra conceitual começaram desde os primeiros passos de nossas Culturas, com um recorte especial para a Cultura Hip Hop, tema transversal deste desabafo sistematizado – questionamentos, condenação de entidades por dificuldades em lidar com os tramites burocráticos, dificuldade do Estado em admitir os erros de seus agentes e a falta de estrutura administrativa, cancelamento ou atraso ou feitura errônea de editais (Leia-se Festival da Cultura Hip Hop, Hip Hop nas férias e etc.) e outros percalços – mas no “Governo” havia uma certa prevalência de grupos que não defendiam com empenho a luta.

Durante a campanha para as eleições de vereança e prefeitura já vivíamos um combate fratricida, até mesmo dentro da Cultura Hip Hop, e suas vertentes, entre os homens e mulheres vinculados a partidos políticos da base de sustentação do Governo e da oposição ao mesmo e que defendiam os erros indefensáveis da gestão e seus subordinados, em nome de uma continuidade, ou não, de um Governo antidemocrático, cego e arrogante. Qualquer cidadão e cidadã que ousasse apontar e questionar as deficiências e falhas gritantes na execução ou proposição de projetos era duramente atacado pelos brigadistas de plantão e os questionamentos ficavam por ali mesmo esvaziados e sem eco.

Apesar dos compromissos assumidos explicitamente durante a campanha de desenvolver, consolidar e/ou ampliar os espaços de desenvolvimento das Culturas e da Cultura Hip Hop, o que vimos desde a nomeação do Prefeito Almeida e do Secretariado escolhido pelo mesmo, via um conjunto de demissões, exonerações e perseguições politicas, um conjunto de ações que iam à direção contrária do compromisso assumido. Ataques claros e revisionistas aos projetos, propostas e encaminhamentos coletivos da base de articulação cultural e não politica partidária vale ressaltar.

Passado um longo processo de discussão pública, abandono total das iniciativas de Cultura e questionamento público do compartilhamento de conteúdos pelas redes sociais da militância positiva e negativa, defesas intransigentes contra e a favor da inercia do Estado em relação ao avanço e respeito à Cultura hip Hop Guarulhense, tentativa deliberada de desqualificar e enfraquecer a base como instância máxima e legítima de representação das Culturas, temática sobre a qual nunca foram devidamente esclarecidas quais são as diretrizes e prioridades, mesmo que nós subíssemos que carnaval, teatro e shows de mainstrens são prioridades de orientação para ações futuras.

Pontos de Cultura que foram prejudicados neste período por convênios paralisados e cancelados, prêmios etc. Junto com isso veio o congelamento de recursos para o projetos e ações em uma ação deliberada para transformá-los num grande problema, tendo em vista o entendimento que ou os atores da sociedade civil ou a gestão publica não tinham competência para cumprir as normas impostas pela burocracia que continua assentada no seu trono impassível e inquestionável.

Reagimos contra essa falta de respeito em reuniões de articulação e buscamos aliados para acelerar a tramitação da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete, que acabou gerando um núcleo de resistência que assumiu o desafio de impedir a aniquilação sócio-política e cultural. Nesse processo, novos atores que já haviam integrado a base em outros tempos passaram a integrar os debates e as tentativas de articulação.

Com a chegada do Edmilson Souza vimos uma luz no fim do túnel, mas o rumo da prosa não se alterou muito! Nesse período, nada do que estava efetivamente paralisado ou advogando contra a Cultura Hip Hop não foi resolvido. Nesse momento, a decisão de qual postura a militância deveria assumir começou a acentuar os devidos encaminhamentos. Apesar de termos majoritariamente decidido que era melhor estarmos representados dentro do processo de construção da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete e aceitamos trabalhar voluntariamente no processo, o grupo que não concordou com essa escolha continuou a se mover por conta própria e a articular a luta política pela Cultura Hip Hop, pela liberação dos recursos para os Pontos de Cultura, ampliação do FunCultura e etc, segundo suas próprias ideias e conforme a dinâmica que achavam mais adequada. Todo mundo defendendo as “Culturas”, cada qual do seu jeito…

Nesse meio tempo, enquanto nada disso era feito concretamente e ninguém respondia efetivamente por isso, as nossas divisões internas se acentuaram, os debates começaram a ficar mais ásperos e as insinuações e grosserias quase polidas proliferaram, instalando um clima de desconfiança e de dificuldade em tirar uma linha de ação coesa e capaz de aplainar as diferenças.

Feito este desabafo, como que pra refrescar a minha própria memória, gostaria de contribuir para a reflexão do momento que vivemos.

Em primeiro lugar, retomando o início do meu relato, penso que a paixão não deve servir de escudo de defesa para atitudes aparentemente viscerais e sectárias. Esse comportamento aproxima perigosamente a atuação política da militância cultural.

Essa luta é mesmo muito dura e coloca à prova nossa paciência e a nossa capacidade de discernir o que podemos efetivamente fazer para que os nossos objetivos e desejos se tornem realidade. Acho que é fundamental fazermos uma avaliação das nossas forças reais e de como ampliar e fortalecer a nossa capacidade de negociação com o Estado (Prefeitura de Guarulhos) e com suas instâncias governamentais, parlamentares e judiciárias.

Sim companheiros, negociação! Por mais que façamos tratados filosóficos e conceituais para orientar nossas ações e tomadas de decisão, o sucesso na implantação da Casa da Cultura Hip Hop de Guarulhos e do Alto Tiete dessa envergadura, que traz no seu bojo transformações tão profundas na Cultura Hip Hop com viés político e nas políticas para as outras vertentes culturais, pois a Cultura Hip Hop dialoga tranquilamente com as outras vertentes culturais, mesmo sabendo que em muitas vezes esta não é uma via de mão dupla, depende de uma negociação adequada e estrategicamente bem embasada entre as culturas, a sociedade e o Estado.

E para fazer o Estado conceder aos que buscam um lugar melhor na sociedade o direito desse reconhecimento precisamos ter uma conduta mais ética e menos viciada pelo hábito de um jogo político que acaba favorecendo aos mais “espertos”, os mais articulados e os mais aptos a se contentar com algumas pequenas conquistas em troca de afagos ao ego e algumas posições no camarote do reino!

Bobcontroversista

Presidente da Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionário (MH2R)

 

 

 

Reais motivos que tornaram o candidato ÇERRA tão desprezado, até por gente do seu partido e familia……

Isso não é politica.

Em 2002:

– Itagiba faz a Operação Lunus contra Roseana e a Polícia Federal manda um telex para o Palácio da Alvorada: dever cumprido.

– O Brasil vai virar uma Argentina.

– Regina Duarte morre de medo.

– “Lulômetro” mede crescimento do Risco Brasil.

– PiG e economistas de bancos puxam o Risco Brasil pra cima.

– Cerra persegue jornalistas do “Eixo do Mal” – Ricardo Noblat, Bob Fernandes, Monica Bergamo e o ansioso blogueiro.

– “Cineastas” amadores acompanham Ciro e registram declarações desastrosas.

– Empresários ligados à Globo providenciam pesquisa para derrubar candidatura do Ciro na entrada do horário eleitoral.

– Marqueteiro do Cerra espalha que tem vídeo de Lula em Manaus num prostíbulo de menores.

– Cerra pr ocessa o ansioso blogueiro e perde em todas as instâncias. O advogado dele é do escritório de José Carlos Dias, um bastião da Verdade.

– …

Em 2010:

– Mulher do Cerra diz na Baixada Fluminense que a Dilma vai matar as criancinhas (depois, se soube que tinha feito um aborto no Chile, já casada com Cerra).

– PiG fabrica violação do sigilo bancário e fiscal da filha e aliados – Folha é quem mais dá curso à patranha.

– A bolinha de papel.

– Os panfletos clandestinos na gráfica da Liberdade em São Paulo.

– Cerra diz que vai processar o autor de ‘A PrivatariaTucana’.

– PiG não divulga lançamento de ‘A Privataria Tucana’.

– Bispo de Guarulhos diz que Dilma é a favor do aborto.

– O Papa defende Cerra.

– Mulher do Cerra entrega imagem de santa a mineiros do Chile (que quase voltam para o buraco, de tanto constrangimento).

– Foto da Dilma nas redes sociais a segurar uma arma.

– A ficha falsa da Dilma na Folha.

– Fabricação de fraude em que Dilma dizia: nem Jesus Cristo me impede de vencer.

– Chama a Dilma de poste.

– Vídeo de mulher que se diz amante de Dilma.

– Promete construir um cano para irrigar de Sergipe ao Ceará.

– Diz que inventou os genéricos.

– Diz que inventou os remédios contra a Aids.

– Diz que inventou os Protecs.

– Diz que inventou o seguro desemprego.

– Diz que jamais conheceu o Paulo Preto.

– …

Em 2012:

– Passa com trator por cima das candidaturas de José Anibal e Bruno Covas a prefeito, dentro do próprio PSDB.

– Recusa-se a assinar documento em que se comprometia a não deixar a Prefeitura, como fez antes.

– Desmerece documento que assinou com a promessa de que não deixaria a Prefeitura, com o argumento de que “era uma brincadeira” e não foi registrado em cartório.

– Kit gay.

– Esconde o próprio kit gay.

– Chama o jornalista Kennedy Alencar de mentiroso, porque perguntou sobre o kit gay do Cerra.

– Malafaia.

– Campanha cancela o ENEM.

– Campanha parte para o terrorismo com funcionários do Kassab que espalham que Haddad vai fechar as OSs e o Hospital Santa Mar celina.

– Campanha cria blog falso do Haddad.

– Chama Haddad de poste.

– Mente sobre bilhete único do Haddad.

– Lança “bilhete amigão” na última semana da campanha para enfrentar o bilhete único do Haddad.

– Diz que não contratou o Aref, aquele que autorizava a construção de imóveis, embora a Folha tenha mostrado o decreto de nomeação assinado por ele.

– Mente sobre a posição de Haddad em relação às OSs, como mentiu sobre a posição da Dilma sobre o aborto.

– Diz que Haddad vai empregar Dirceu na Prefeitura.

– Deita e rola com o mensalão, que foi julgado a tempo e a hora de ser usado por ele na campanha.

– Globo não divulga pesquisas no jornal nacional, quando viu que o Cerra ia a levar uma surra.

– Cerra desqualifica sistematicamente pergunta incômoda de repórter com a acusação de ser funcionário do Haddad.

– Não vai a debate na Record, para não encontrar o Amaury.

– …

Em 2014:

– Vai passar com um trator (fabricado no PiG) por cima do Aécio.

– Vai dizer que a Dilma é …

– Vai dizer que o Lula é o chefe da quadrilha.

– Vai acusar a Dilma de mensaleira, porque indultou o José Dirceu e o Genoino.

– …

Em tempo: FHC é o poste do Cerra.

Postagem feita no lugar onde as relações se extreitam, na RUA.

Nas últimas semanas, a Polícia Militar tem sitiado vários bairros periféricos da Região Metropolitana de São Paulo. Numa suposta reação a ataques do crime organizado, policiais tomam comunidades, fecham ruas e abordam de forma indiscriminada e freqüentemente agressiva os moradores. Como costuma ocorrer em casos como este, a “reação” é inteiramente desproporcional à ação. Além de desorientada. Desde o início de junho, quando a ROTA protagonizou uma brutal chacina na Zona Leste, executando seis pessoas que estariam em uma “reunião do PCC”, o clima de terror alastrou-se pelas periferias. Segundo a própria PM, cerca de 100 mil pessoas foram abordadas entre os dias 24 e 30 de junho.

Neste mesmo período, cerca de 400 pessoas foram presas. Mas estes números são apenas a face pública da situação. Momentos como este, em que a polícia – estimulada pela maior parte da imprensa e pelo sentimento fascista de um setor da classe média – coloca-se como vítima, que precisa reagir em nome da lei e do Estado de Direito, são extremamente perigosos. Abre-se então a temporada de caça aos “criminosos”, identificados sem muita restrição aos pobres, moradores da periferia, negros e, preferencialmente, jovens. Julgamentos sumários, extermínios e acertos de contas são feitos em nome da lei e da ordem. Há seis anos o mesmo estado de São Paulo vivenciou uma situação análoga. O resultado foi a maior chacina, ainda que descentralizada, de que se tem notícia nas últimas décadas no Brasil. Entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, 493 pessoas, em sua maioria jovens da periferia, foram mortos pela PM. À época, associaram-se tais mortes a uma reação da PM aos ataques e os mortos a criminosos do PCC.

Os relatos daquele maio sangrento foram recuperados e podem ser acessados por todos através do Movimento das Mães de Maio, organização de mulheres que perderam seus filhos na suposta reação ao crime organizado. Esta Cruzada contra o “crime” de 2006, naturalmente não reduziu os índices de criminalidade no estado. Não era esse seu objetivo. É mais do que sabido que o combate ao crime organizado passa, antes de tudo, por enfrentar suas profundas ramificações dentro do próprio Estado e, em particular, da polícia. O que a chacina de 2006 representou foi uma oportunidade privilegiada de criminalização da pobreza, de extermínio sádico e de mostrar aos trabalhadores mais pobres qual deve ser o seu lugar nesta sociedade. As últimas semanas nos fez reviver este pesadelo.

Toques de recolher, prisões e mortes obscuras estão novamente sendo naturalizados pelo governo e imprensa sob o argumento do combate ao crime. Não nos parece natural que a PM imponha toques de recolher no Capão Redondo, Jardim São Luiz e Grajaú ou em regiões de Guarulhos, como ocorreram dias atrás. Moradores do bairro dos Pimentas, em Guarulhos, afirmam que além do toque de recolher, cerca de 13 pessoas foram executadas nos últimos dias. No último dia dois de julho, a Rota executou dois jovens em Sapopemba, zona leste da capital. Apenas entre os dias 17 e 28 de junho, 127 pessoas foram assassinadas, o que é 53% mais do que o mesmo período do ano passado. Estas são apenas algumas das denúncias que conseguimos levantar.

O próprio jornal Folha de S. Paulo publicou, no dia cinco de junho, que os homicídios cometidos por policiais da ROTA aumentaram 45% nos cinco primeiros meses deste ano em relação a 2001 e 104% em relação a 2010. Ou seja, antes mesmo dos ataques a bases da PM, que teriam provocado a “reação”, a polícia já estava num ataque crescente. Todos sabem que a imensa maioria da população que vive na periferia não faz parte do crime organizado. Muito diferente disso, somos trabalhadores formais, informais, desempregados e quase sempre superexplorados. Em troca, direitos básicos nos são negados cotidianamente.

Nossa pobreza é tratada como crime a ser punido e reprimido. A única face do Estado de Direito que se apresenta nas periferias é a polícia. O governador Geraldo Alckmin foi à imprensa para dizer que quem enfrentar o Estado vai perder. Sua Secretária de justiça, Sra. Eloísa Arruda, já havia dito na ocasião do massacre do Pinheirinho que, para ela, a legalidade está acima dos direitos humanos. A senha foi dada. Enquanto isso, a chacina continua a céu aberto…

Na tarde de ontem, dia 21/06/2012, após mais de uma década volto às instalações da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP, com o objetivo de fomentar um dialogo, que ousadamente chamaram de palestra, com estagiários no ultimo ano do curso de psicologia e gestores na área da saúde na região do Jardim Damasceno – Vila Brasilandia, o momento me trouxe ótimas recordações, entre elas pontuo as três mais importantes, pois agregaram muito a minha formação ideológica e também me levaram a um novo entendimento do “ser mais”.

A primeira, em sua ordem de importância, para mim, foi quando tive a oportunidade, única, de não só participar de uma palestra com o grande mestre Paulo Freire, mas também sentar à mesa com aquele ser humano especial e desenvolver como ele disse a época uma longa “prosa dentro de um “inimaginável” dialogo com a base, dada a importância da proximidade cada vez maior do povo com o universo acadêmico”

A segunda foi quando comecei a desenvolver alguns trabalhos e parcerias com o Núcleo de Trabalhos Comunitários – N.T.C. da PUC – SP, local onde conheci, entendi e utilizo até os dias de hoje, o Teatro do Oprimido, o Teatro do Invisível, os jogos cooperativos e as metodologias de trabalhos multidisciplinares, que tanto me ajudam no desenvolvimento das atividades com crianças, adolescentes e jovens adultos, principalmente em situação de risco, ativando a necessária “inventividade, criatividade e respeito às diferenças”.

E a terceira, foi quando de um momento, que os educandos da universidade fizeram um movimento de critica ao reitor pedindo a “liberação do consumo de maconha nas instalações do campus Perdizes”, fato este que em relação ao momento político da cidade de São Paulo, nas mãos inoperantes, no que diz respeito `garantia e defesa de direitos dos menos favorecidos econômica e socialmente, me pareceu uma afronta, uma perda de tempo e energia, que poderiam estar direcionada para lutas mais efetivas em busca primeiro da descriminalização da droga ilícita, para o atendimento e apoio a usuários de álcool e outras drogas, enfim, tentamos motivar a real função social daquela tão importante instituição e este processo me proporcionou um belo ganho de experiências que levei para todos os cantos deste Brasil por onde passei e pude de alguma forma socializar as experiências.

  No dialogo com os estudantes de psicologia daquela renomada instituição, grande parte deles (as) com o objetivo de atuarem nas periferias de São Paulo, pontuei a importância primeira de desconstruir todo e qualquer pré conceito, desconstruir os olhares estereotipados de “coitadinhos” e a potencialização de projetos assistencialistas, onde os jovens são aleijados da necessária leitura critica de suas realidades, aleijados do entendimento das situações objetivas que nos colocam em um circulo vicioso e perpetuo de alienação no jargões do “é assim mesmo um dia melhora, não tem jeito vai sempre ser assim, se Deus quiser um dia melhora, político é tudo ladrão e etc..

  Houveram muitos questionamentos, poucos dos educandos, porem importantes e pontuais por parte dos educadores, de como iniciarmos um trabalho comunitário, realmente sócio educativo, emancipador e que fomente a autonomia dos sujeitos de direitos com a necessária analise de conjuntura pautada em uma verdadeira práxis revolucionaria?

  Discutimos a necessária busca por uma ação/educação ideológica, mas dialogante e atentiva, para que se possa estabelecer a autêntica comunicação da aprendizagem, entre as gentes, com alma, sentimentos e emoções, desejos e sonhos. Ações comunitárias pautadas e “fundadas na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando”, e a “vigilante atenção contra todas as práticas de desumanização”. É necessário que “o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a “degradação humana” e o discurso fatalista multiplicado pelos cegos manipuladores da globalização”

Discutimos, na suprema problematização os vários “porquês?”

Porque queremos criar projetos nestas regiões?

Porque elegemos as periferias como foco de intervenção de projetos?

porque a sociedade civil, trabalha e o Estado regula?

Porque o Estado, por si só não efetiva algumas das varias políticas publicas empoeiradas e esquecidas nos livros, nas prateleiras da própria universidade?

Dialogo muito gostoso e que se posto nestas simples linhas inundaríamos as nuvens virtuais da Internet com esperança (do verbo esperançar) de gana, de luta, de emoção, de vontades e de vibração muita vibração.

A mobilização para os trabalhos na Vila Brasilandia estão a todo vapor e espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento e entendimento de que sempre é possível, basta para isso que acreditemos e ousemos.

   Como muito bem disse Carlos Lamarca, “Ousar Lutar, Ousar Vencer e Venceremos”

     Muito obrigado pelos ensinamentos.

image

Mais da metade dos dez pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo não vai participar do maior evento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do mundo, a Parada Gay de São Paulo, que acontece neste domingo (10), na avenida Paulista.

A edição de 2011 contou com cerca de 3 milhões de pessoas. O presidente da associação que organiza o evento, Fernando Quaresma, suspeita que os faltosos possam temer a reação do eleitorado conservador ou “religioso fundamentalista.”

Gabriel Chalita, do PMDB, declarou que já tinha um encontro marcado com lideranças comunitárias em Sapopemba.

A assessoria do pedetista Paulinho da Força afirmou que ele iria tirar o fim de semana para descansar, pois será sua última folga antes do início da campanha.

No Twitter, Netinho de Paula, do PC do B, disse que não estará em São Paulo na data, mas que “será uma grande festa”. CANDIDATOS GAYS Edmilson Martins (PPL), pré-candidato a prefeito em Itu (SP), é um dos 133 políticos gays que disputarão as eleições este ano.

Levy Fidélix, do PRTB, irá participar da convenção de seu partido, também marcada para o domingo.

Luiz Flávio D’Urso, do PTB, é o advogado que representa a família de Marcos Kitano Matsunaga — executivo da Yoki assassinado pela mulher em meados de maio — e não poderá comparecer em razão dos compromissos judiciais.

Ao contrário do que havia anunciado durante a semana, José Serra (PSDB) não comparecerá ao evento. Segundo sua assessoria de imprensa, o tucano estendeu sua agenda em Nova York e só volta ao Brasil na segunda-feira (11).

Assim, apenas Soninha, do PPS; Carlos Giannazi, do PSOL, Fernando Haadad (PT) e Celso Russomano, do PRB, vão estar presentes no evento de domingo.

A senadora petista e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT)  e o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, políticos historicamente ligados à defesa dos direitos da população LGBT, também confirmaram presença.

“Os pré-candidatos que não estarão na Parada ou não se interessaram em fazer contato e conhecer quem somos [Haddad visitou a sede da associação na última quarta-feira (6)], são pessoas que não têm uma visão ampliada da política, e não querem diminuir a diferenciação e o preconceito”, afirma.

Durante a visita feita à sede da entidade, Fernando Haddad defendeu o diálogo com a rede de ensino para “promoção do respeito da diversidade nas escolas”.

Quando ministro da Educação, em maio de 2011, ele foi criticado por conta do kit anti-homofobia, que ficou conhecido como kit gay, material que era preparado pela pasta e seria distribuído para alunos do ensino médio.

HADDAD VISITA ASSOCIAÇÃO GLBT
O pré-candidato do PT defendeu políticas públicas nas escolas em favor dos gays.

Para Quaresma, o comprometimento dos pré-candidatos com políticas públicas voltadas para a população gay poderia ser traduzido em ao menos duas ações práticas: a construção de abrigos especializados para homossexuais expulsos de casa por suas famílias, e a criação de programas pedagógicos para evitar o preconceito dentro das escolas.

Estas e outras recomendações fazem parte de um documento que será entregue aos pré-candidatos com uma agenda do movimento LGBT para o futuro prefeito da cidade.