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Dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá. Enquanto o samba acontecia na Pedra do Sal, a poucos quilômetros dali, no bairro do Flamengo, puseram um negro nu preso pelo pescoço num pelourinho improvisado. Ele estava assaltando pessoas (ou foi o que disse quem publicou a foto). Pra servir de exemplo aos pretos ladrões. Recentemente, um caso semelhante aconteceu na praia.

Esse jovem não estava na Pedra do Sal ouvindo a alta poesia da música negra, tomando cerveja e conversando com seus amigos sobre o trabalho do mestrado não porque tenha um delírio malévolo de assaltar pessoas, fruto de uma natureza mais maligna ou menos humana que qualquer pessoa, mas porque não existe espaço objetivo pra dignidade e felicidade de todos no projeto capitalista, racista e violento de país que dirige o Brasil. Sem entender isso, não se entende nada e, facilmente, até mesmo sem perceber, se cai no colo dos fascistas.

E por aqui, pouco mudou

O retrato do descaso

Não existe vacina política histórica, nada está garantido e nada está assegurado; a humanidade se reinventa todos os dias. Repúdio absoluto e urgência de responder isso à altura. Não pode deixar naturalizar de jeito nenhum. Peço a todos que façam chegar a todas as organizações políticas, mandatos, movimentos e entidades democráticas de que tenham conhecimento.

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Fonte –

Adolescente suspeito de roubo é espancado e amarrado nu em poste na zona sul do Rio, Jovem diz que foi abordado por um grupo chamado de Justiceiros

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/adolescente-suspeito-de-roubo-e-espancado-e-amarrado-nu-em-poste-na-zona-sul-do-rio-03022014

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Na tarde de ontem, dia 21/06/2012, após mais de uma década volto às instalações da Pontifícia Universidade Católica – PUC-SP, com o objetivo de fomentar um dialogo, que ousadamente chamaram de palestra, com estagiários no ultimo ano do curso de psicologia e gestores na área da saúde na região do Jardim Damasceno – Vila Brasilandia, o momento me trouxe ótimas recordações, entre elas pontuo as três mais importantes, pois agregaram muito a minha formação ideológica e também me levaram a um novo entendimento do “ser mais”.

A primeira, em sua ordem de importância, para mim, foi quando tive a oportunidade, única, de não só participar de uma palestra com o grande mestre Paulo Freire, mas também sentar à mesa com aquele ser humano especial e desenvolver como ele disse a época uma longa “prosa dentro de um “inimaginável” dialogo com a base, dada a importância da proximidade cada vez maior do povo com o universo acadêmico”

A segunda foi quando comecei a desenvolver alguns trabalhos e parcerias com o Núcleo de Trabalhos Comunitários – N.T.C. da PUC – SP, local onde conheci, entendi e utilizo até os dias de hoje, o Teatro do Oprimido, o Teatro do Invisível, os jogos cooperativos e as metodologias de trabalhos multidisciplinares, que tanto me ajudam no desenvolvimento das atividades com crianças, adolescentes e jovens adultos, principalmente em situação de risco, ativando a necessária “inventividade, criatividade e respeito às diferenças”.

E a terceira, foi quando de um momento, que os educandos da universidade fizeram um movimento de critica ao reitor pedindo a “liberação do consumo de maconha nas instalações do campus Perdizes”, fato este que em relação ao momento político da cidade de São Paulo, nas mãos inoperantes, no que diz respeito `garantia e defesa de direitos dos menos favorecidos econômica e socialmente, me pareceu uma afronta, uma perda de tempo e energia, que poderiam estar direcionada para lutas mais efetivas em busca primeiro da descriminalização da droga ilícita, para o atendimento e apoio a usuários de álcool e outras drogas, enfim, tentamos motivar a real função social daquela tão importante instituição e este processo me proporcionou um belo ganho de experiências que levei para todos os cantos deste Brasil por onde passei e pude de alguma forma socializar as experiências.

  No dialogo com os estudantes de psicologia daquela renomada instituição, grande parte deles (as) com o objetivo de atuarem nas periferias de São Paulo, pontuei a importância primeira de desconstruir todo e qualquer pré conceito, desconstruir os olhares estereotipados de “coitadinhos” e a potencialização de projetos assistencialistas, onde os jovens são aleijados da necessária leitura critica de suas realidades, aleijados do entendimento das situações objetivas que nos colocam em um circulo vicioso e perpetuo de alienação no jargões do “é assim mesmo um dia melhora, não tem jeito vai sempre ser assim, se Deus quiser um dia melhora, político é tudo ladrão e etc..

  Houveram muitos questionamentos, poucos dos educandos, porem importantes e pontuais por parte dos educadores, de como iniciarmos um trabalho comunitário, realmente sócio educativo, emancipador e que fomente a autonomia dos sujeitos de direitos com a necessária analise de conjuntura pautada em uma verdadeira práxis revolucionaria?

  Discutimos a necessária busca por uma ação/educação ideológica, mas dialogante e atentiva, para que se possa estabelecer a autêntica comunicação da aprendizagem, entre as gentes, com alma, sentimentos e emoções, desejos e sonhos. Ações comunitárias pautadas e “fundadas na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando”, e a “vigilante atenção contra todas as práticas de desumanização”. É necessário que “o saber-fazer da auto reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitada ajudem a evitar a “degradação humana” e o discurso fatalista multiplicado pelos cegos manipuladores da globalização”

Discutimos, na suprema problematização os vários “porquês?”

Porque queremos criar projetos nestas regiões?

Porque elegemos as periferias como foco de intervenção de projetos?

porque a sociedade civil, trabalha e o Estado regula?

Porque o Estado, por si só não efetiva algumas das varias políticas publicas empoeiradas e esquecidas nos livros, nas prateleiras da própria universidade?

Dialogo muito gostoso e que se posto nestas simples linhas inundaríamos as nuvens virtuais da Internet com esperança (do verbo esperançar) de gana, de luta, de emoção, de vontades e de vibração muita vibração.

A mobilização para os trabalhos na Vila Brasilandia estão a todo vapor e espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento e entendimento de que sempre é possível, basta para isso que acreditemos e ousemos.

   Como muito bem disse Carlos Lamarca, “Ousar Lutar, Ousar Vencer e Venceremos”

     Muito obrigado pelos ensinamentos.

A caminhada de um homem

Método interação, subversão da ordem de um conhecimento em clausura/ estimulando o processo de conscientização/ agindo e avaliando com extrema postura/ ação iniciada embaixo do pé de fruta/ para depois em milhares de círculos de cultura/ com uma proposta bem definida/ transformar valores, atacar a meritocracia/ o autoritarismo e a hierarquização das relações/ subverter a ordem do poder dominante, conscientizando multidões/ acabar com a lógica do lucro/ valorizar o homem, a mulher e a natureza/ enxergando na diversidade a beleza/ tendo como baluarte a educação como pratica da liberdade/ o despertar de jovens e adultos avolumou-se e politizou-se/ pela luta para acabar com as varias formas de genocídio/ entre elas o sectarismo, autoritarismo e antagonismos e racismo/ a tolerância foi à marca desse ser dialógico /pois não tinha de passagem o dialogo comprometido com a aprendizagem/ a educação vista como ato político/ pensador que via as palavras muito alem dos símbolos/ ideologia pragmática, onde o burguês, a burguesia falava/ mas também se fazia ouvir a periferia/ pautado na disseminação do conhecimento/ sempre numa construção coletiva/ de trabalho intenso para o protagonismo popular/ ensinando e aprendendo em um aprendizado com respeito/ e de forma complacente, o debate coerente, pertinente/ de causa e forma revolucionaria/ buscando de forma analítica/ a leitura de mundo participativa, analítica e critica/ para uma total liberdade proletária na ação local/ mas com leitura global e um bem definido, participativo e coletivo projeto educacional/ ética e estética nas relações humanas/ buscando no plano político pedagógico/ o fim da opressão processual e da desigualdade social/ a práxis na participação popular/ organização de movimentos engajados em educar/ com palavras geradoras tentou evidenciar/ contribuição intelectual em busca da emancipação/ justiça, democracia e humanização/ fez sua trajetória de vida/ Brasil, Mundo, Historia, simplicidade, dedicação, persistência/ empenho por uma educação sem almejar gloria/ transformação e realidade palavras que formam frases/ pedagogo, filosofo, militante e muito mais/ sempre engajado em causas sociais/ por propostas que passam para uma nova geração/ a busca da sonhada autonomia/ deixou a fase embrionária para fomentar a pratica revolucionaria/ que atende a tentativa de atender/ as necessidades dos ditos diferentes/ e como já dizia um outro escrevente PAULO FREIRE VIVE,VIVA PAULO FREIRE.

Texto de Bobcontroversista