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Isso é um retrato da imaturidade, falta de percepção pra não dizer burrice e ignorância de uma parcela do povo “braZileiro” em encarar a violência pelo caráter punitivo como se isso resolvesse, uma completa ingenuidade para não perceber que o problema não resolve pelo fim mas pelo começo, na causa e não no efeito. De forma bem resumida esta parcela da população “braZileira”, em geral (inclusive a repórter em questão) é muito limitada no que chamamos de analise de conjuntura, extremamente ignorante e sem educação (educação como uma ferramenta de treinamento das faculdades mentais, uma delas a de entender a realidade social) que incluo não só esta repórter, mas o “partido” que ela faz parte, o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que possibilitam comentários como este, pois na realidade social brasileira, a violência não começou da classe trabalhadora e subalternizada, mas da classe dominante, como podemos falar em paz se damos mais importância a objetos materiais (muitas vezes inúteis) do que a própria vida?

Nesta sociedade doente deve-se pensar não apenas na punição (a raiz do problema não está etnia ou conta bancaria), mas na importância que é dada aos bens materiais, a ponto de pessoas chegarem a matar para conseguir, e outras incitarem a violência aos que não tem.

Como pensar em paz se temos uma mídia e uma educação ignorizante que produz assassinos e acéfalos como esta repórter?

Como não pensar em violência física se incitamos a violência?

Como não pensar em violências simbólicas, como nossos carros caros, celulares que só servem pra ostentar que temos para completar a nossa vida vazia dos nossos empregos?

A violência existe por que nossa sociedade surgiu do genocídio, e hoje quem pratica violência é quem foi subjugado e até hoje é, e vemos isso em situações como esta.

Por que não pensar na inclusão ao invés de excluir?

Será que cobramos o que não damos?

Sinceramente, fico perplexo quanto essa senhora tem a capacidade de ir tão baixo, chega ser agonizante para qualquer ser humano com princípios, ouvir uma declaração dessas, seria uma propagação de guerra civíl?

Barbarie justificada?

Ela tem sim, que ter responsabilidade sobre o que fala, o ministério público tem que ir em cima dessa jornalista, pois isso não existe. O desdém, o elitismo, a maneira que ela fala de pessoas, seja quem for, é inadmissível, mostra exatamente o tipo de Cristo que ela segue, pessoas com Rachel Sheherazade deveriam ter sido abostadas. Defesa aberta da violência, pré suposição de culpa sem julgamento e questionamento aos direitos humanos. Isso tem um nome: Nazifacismo. Espero que tenhamos bom senso para perceber as falhas técnicas e de caráter dessa pseudo jornalista, que ao emitir um posicionamento tão enfático e sem fundamento, fere os princípios mais básicos da sua profissão: busca de imparcialidade e averiguação dos fatos. Não existe qualquer forma de classificar esse discurso proferido pela apresentadora que seja mais precisa do que o termo fascista.

Ela zombou dos Direitos Humanos, desrespeitou garantias constitucionais, incitou à violência, defendeu a ação de bandos de justiceiros e descreveu a ação do Estado com base em uma generalização absurda. Caso Rachel Sherazade não saiba, no Estado Democrático de Direito ninguém pode ser punido sem que antes haja um processo movido contra o acusado. Discursos como o da jornalista tem como único objetivo catalisar em histeria os problemas de uma sociedade, tal como fizeram muito bem os regimes totalitários. Faltou apenas encerrar com heil, Hitler!.

A Ativista da Violencia Gratuita

Nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética desta entidade se manifestam radicalmente contra a grave violação de direitos humanos e ao Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros representada pelas declarações da âncora Rachel Sheherazade durante o Jornal do SBT. 

O desrespeito aos direitos humanos tem sido prática recorrente da jornalista, mas destacamos a violência simbólica dos recentes comentários por ela proferidos no programa de 04/02/2014 (http://bit.ly/1g33bNO). Sheherazade violou os direitos humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e fez apologia à violência quando afirmou achar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível” — Ela se referia ao grupo de rapazes que, em 31/01/2014, prendeu um adolescente acusado de furto e, após acorrentá-lo a um poste, espancou-o, filmou-o e divulgou as imagens na internet.

O Sindicato e a Comissão de Ética do Rio de Janeiro solicitam à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que investigue e identifique as responsabilidades neste e em outros casos de violação dos direitos humanos e do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que ocorrem de forma rotineira em programas de radiodifusão no nosso país. É preciso lembrar que os canais de rádio e TV não são propriedade privada, mas concessões públicas que não podem funcionar à revelia das leis e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Eis os pontos do Código de Ética referentes aos Direitos Humanos:

Art. 6º É dever do jornalista: 

I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios
expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias
individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos,
negros e minorias; 

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza. 

Art. 7º O jornalista não pode: 

V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime; 

Também atuando no sentido pedagógico que acreditamos que deva ser uma das principais intervenções do sindicato e da Comissão de Ética, realizaremos um debate sobre o tema em nosso auditório com o objetivo de refletir sobre o papel do jornalista como defensor dos direitos humanos e da democratização da comunicação.

Sindicato Jornalistas Profissionais Rio

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